Vinícius Fendrich
Psicólogo
Educador
Torna-se interessante observar o comportamento das pessoas em término de ano. Muitas parecem perdidas e sem rumo. Outras olham tudo com indignação. Há os que consideram o período especial e ideal para revitalizar energias. Tudo depende da história e escala de valores pertinentes a cada um.
É certo que a época é dotada de magia e misticismo. Quem não se sensibiliza frente a um lindo pinheiro decorado. Um presépio criativo. Imagens de renas, trenós, gnomos e o velho Papai Noel.
Refinadas tornam-se as músicas, os cenários e as especiarias gastronômicas.
Eleva-se o espírito. Afinal, a Igreja Católica comemora a vinda do Salvador. O Menino Deus se apresenta em forma humana para deixar aqui na terra sua lição de paz.
Também aumenta o consumismo. Para alguns é data de gastar o que pode e o que não pode. Exageros. Desperdícios. Comprar pelo comprar.
Dar presentes é atitude delicada, porem quando desproporcional, torna-se válvula de escape, escondendo o vazio interior e insuportável que muitos não conseguem administrar em si.
Os eternos insatisfeitos reclamam de tudo. Se é época de movimento ou de calmaria, nada presta e nada serve. O presente ideal para esses seria um espelho e aí veriam que a grande desgraça são eles próprios.
Temos os que correm e não sabem nem o motivo. São “baratas tontas” ou “ Maria vai com as outras”, entrando na correnteza e seguindo o curso que o rio desejar.
Estamos rodeados, vale lembrar, dos especialistas em provocar discórdias, problemas e animosidades, onde quer que estejam. Para tais elementos a data, envolta em clima de conciliação, vai contra o estatuto de seus infernos interiores. Merecem pena e perdão, nada mais que isso.
O importante é o grande grupo composto por aqueles voltados ao real sentido da proposta. Aos que entendem que é uma oportunidade para decisivas e importantes mudanças. É momento de metamorfose.
Devemos aproveitar o sopro ideal que se instala para renascermos, junto com o Cristo, na manjedoura simples.
O voltar a ser, nos permite um ser melhor.
A manjedoura simples, nos proporciona desapego.
E então se dá nosso preenchimento com valores inafiançáveis, Os do alto e próximos da verdade.