Vinícius Fendrich
Psicólogo
Educador
Buscar. Buscar sempre. Buscar incessantemente. Dar espaço e boas vindas ao novo. Eis aí uma receita de saúde mental e felicidade. Simples, porém mantenedora de paz e serenidade.
O homem possui o instinto de querer além. É incansável no atingir metas e estabelecer outras. Nosso objetivo enquanto seres terrenos é a conquista da perfeição. Como ela não existe, iremos procurá-la até o final de nossos dias. Quem sabe, do outro lado, teremos respostas para tão profundas indagações.
O importante é não nos fecharmos para a vida, para nossos potenciais e para o outro que é, sem dúvida, necessária extensão.
Existem aqueles que por já terem enfrentado grandes dissabores e desilusões, acham que o todo pode ser equiparado às partes. Como na corrente psicológica guestaltista, o todo é mais do que a soma de suas partes. Também na dança figura e fundo, devemos separar sabiamente nossos momentos de protagonistas, dos de coadjuvantes.
Se encontro desafios, preciso filtrá-los e a partir daí processar decisões. O que é bom deve ser mantido e cultivado. O que é ruim, descartado.
Não é porque vivências nos derrubaram que permaneceremos deitados. Levantamos lembrando que é nas quedas que os rios criam energia.
No campo afetivo, um dos ápices delicados e complexos ao ser humano, havendo controvérsias, hora de reagir. Se amamos e não fomos amados, em parte também falhamos. Toda história possui duas versões. Não importa a certa ou a errada, são pontos de vista e prismas diferentes de onde estamos observando.
Cabeça erguida. Olhos abertos. Coração batendo forte. Novas pessoas, novas oportunidades, novos amores, saibamos usar prudentemente o laboratório da vida e teremos experiências inéditas.
Só não deixemos de lado a receptividade. Não queiramos argumentar que estamos fechados para tudo e para todos. Não se deve fugir do que pode ser a melhor coisa acontecendo ao nosso redor, ao nosso lado, ao nosso alcance.
Vivamos intensamente o hoje com quem nos acena, ofertando carinho e atenção. Para assim não lamentarmos amanhã as grandes dispensas impensadas por nós efetuadas, não valorizadas em tempo hábil e com insubstituíveis episódios, lamentavelmente perdidos no tempo.