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José Kormann, Dr. (Histórias da História)


Dr. José Kormann (Histórias da História)

Historiador


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Guerra do Contestado (1912 - 1916)

Segunda, 25 de junho de 2012

A pedido vamos, hoje, publicar as causas da Guerra do Contestado. Estas causas estão no livro recentemente publicado e que tem como título “O Contestado e a Guerra do Contestado”, à venda no Super Center Germânia e na livraria Idea, como tam­bém está sendo vendido em todo o Brasil e em mais sessenta outros países.

Como causas dessa Guerra podemos arrolar as se­guintes:

a) O abandono em que ficou o povo da vasta região do Contestado: abandono social, religioso e político;

b) A construção da Estrada de Ferro de Porto União/ SC a Marcelino Ramos/RG e a doação que o governo federal fez de 15 quilômetros de cada lado dos tri­lhos à firma construtora e que dessa área expulsou os posseiros, proprietários de fato, e até proprietários de júri;

c) Firmas estrangeiras que, como a Lumber de Três Barras, exploravam a extração da madeira e a erva mate e que de tão abrangente que era o serviço chega­vam a construir ferrovias para dentro da floresta;

d) Concluída a Estrada de Ferro de Porto União a Marcelino Ramos foram despedidos quase todos seus empregados, aumentando consideravelmente o pro­blema social;

e) A Proclamação da República e o saudosismo mo­nárquico que vários elementos da Revolução Federa­lista haviam deixado nesta floresta catarinense e ago­ra despertado pela triste situação em que grande parte da população dessa área se encontrava;

f) Os restos de contingentes da própria Revolução Fe­deralista que permaneceram nos sertões do Planalto Norte Catarinense e ali agiam a seu modo, pois o pró­prio “monge” João Maria de Jesus era chamado por seus adversários de resto de Maragatos e até como tal ele foi preso e levado desse ambiente;

g) O ressurgimento do messianismo na esperança da volta de João Maria d’Agostini para orientar e orga­nizar tudo;

h) Surge Miguel Lucena “José Maria de Agostinho” que organiza os desamparados em Campos Santos à semelhança de Antônio Conselheiro na Bahia e fala de Carlos Magno, Joana d’Arc, D. Sebastião que vi­rou São Bastião e organiza a Confraria do Menino Jesus;

i) Surgem, também, personagens ocultos que põem, egoisticamente, as coisas em polvorosa jogando gru­pos contra grupos, vendendo armas e munições.



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