Dr. José Kormann (Histórias da História)
Historiador
Curso Científico em Rio Negrinho
Margith é filha de Helmuth e Anna Maria Knop. Nasceu em São Bento do Sul. Fez o curso primário no antigo Colégio São José, das freiras da Divina Providência. O curso ginasial fez no mesmo colégio para o qual conseguiu entrar sem fazer o quinto ano pelo simples fato de ter passado na prova de Admissão ao Ginásio. Era assim, ou se passava nesta prova, ou se fazia, antes do Ginásio, um quinto ano, chamado de Curso de Admissão ao Ginásio. Esse Colégio São José ela já havia frequentado desde o jardim de infância. Mas quando chegou a vez do Ensino Médio, em São Bento, só havia duas opções: ou o Colégio Comercial São Bento, que formava técnicos em Contabilidade, ou o Curso Normal, que era uma espécie de técnico em Pedagogia e formava professores para o Curso Primário. Para o Seminário São José de Rio Negrinho havia sido transferido o Curso Científico do Seminário de Corupá, que era, até então, um internato para seminaristas, mas em Rio Negrinho abriu suas portas também para alunos externos de ambos os sexos. Assim, Margith foi integrante da segunda turma de são-bentenses a frequentar este curso para melhor se prepararem para o vestibular. Alguns de seus colegas foram: Ivo Bork, Mariane Kurzawa, Josi Gesser, Donald Malchitzki, Eliza Weihermann e talvez ainda alguns outros.
Em Curitiba
Terminado o curso foi a Curitiba e fez vestibular para o curso de Letras, inglês, na Universidade Católica. Passou. Estudou seis meses e não gostou do curso. Diz ela que só gosta do que é bom para ela e nisso, psicologicamente, ela está muito certa, pois: ou se faz o que se gosta, ou se começa a gostar do que faz, ou – caso contrário – vai-se pagar caro a vida toda. Fez um cursinho de preparação e fez vestibular para Engenharia Química, mas não conseguiu passar por causa da disciplina de Biologia, que foi pessimamente ministrada no curso científico. Não desanimou, pois luta é a lei da vida. Viver é lutar e sempre sofre menos quem luta mais. Estudou e fez vestibular para Odontologia na Universidade Federal do Paraná – e passou. Sua segunda opção foi Engenharia Química, mas preferiu a primeira e se formou dentista em 1980. Feliz da vida, voltou como odontóloga à sua terra natal.
Em São Bento do Sul
Com auxílio de seu pai, estabeleceu-se com seu próprio gabinete odontológico, mas atendia também nas empresas Rudnick, Artefama, Sindicato Rural e, é claro, em seu consultório particular. Diz ela que inicialmente sofreu muito dentro da profissão, mas venceu. É que há grande diferença entre a vida acadêmica e a realidade concreta da vida profissional. Foi uma das fundadoras da subseção são-bentense da Associação Brasileira de Odontologia. Ela não parou. Fez especializações diversas como em Periodontia, tratamento das gengivas e tudo o que envolve o dente, na Unicamp e, entre outras, a de Implantodontia, além de clínica geral. Diz, ela que foi muito bem acolhida como dentista pelo povo de São Bento do Sul. Quando ela veio formada, em São Bento havia poucos dentistas.
Como profissional
Ela gosta muito do que faz e hoje não saberia fazer outra coisa. Aposentadoria, nem pensar. É curiosa. Corre atrás do que precisa e por isso aprende sem parar. Estuda sempre. Diz ela que os bons livros fazem parte do crescimento profissional. Afirma, ainda, que tudo muda; só a essência é que permanece para sempre. Para quem foi seu professor, se orgulha de ter tido uma aluna assim.