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José Kormann, Dr. (Histórias da História)


Dr. José Kormann (Histórias da História)

Historiador


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Prata da Casa - Ivo Edival de Lima

Segunda, 18 de junho de 2012

Asfa: um castelo de fé, esperança e amor

Diz ele que sempre, desde criança, teve uma neces­sidade de amar mais concretamente. Sempre sentiu uma inquietação dentro de si. Pensou em fazer algo de concreto para o bem das crianças, dos perdidos na vida. Sentiu que algo tem que ser feito. Diz Ivo Edival de Lima: “Falar de amor é fácil, mas amar é muito difícil; amar é sofrer, mas a única maneira de verdadeiramente resgatar alguém é amar concreta­mente - nada de sonhos irreais”. Um dia em oração com jovens da Paróquia Puríssimo Coração de Maria ouviu, nitidamente, uma voz pedindo uma casa para os necessitados. Sem experiência de nada, seguiu a voz, acreditou, confiou em Deus e começou com esse grupo de jovens. Poucos, bem poucos, acreditavam que isso viesse, um dia, a ser realidade concreta - e por isso não se moviam a ajudar. Mas hoje num lu­gar que, inicialmente, parecia impossível, lá no alto, sobranceiro e maravilhoso está a Associação São Francisco de Assis - Asfa - recuperando pessoas que se perderam nos desvios da vida. Quantos e quantos já foram socialmente reintegrados à comunidade. Só Deus, verdadeiramente, sabe o bem que isso já fez.

 

Fábrica com fins exclusivamente sociais

Ivo Edival de Lima é natural de Rio Negro/PR. O En­sino Médio já fez em São Bento do Sul, onde abriu um escritório de contabilidade em sociedade com Arildo Gesser. Mais tarde abriu uma fábrica de móveis, a Fa­molima. O objetivo único desta fábrica foi que seu lucro, todo ele, fosse investido no social. Com o Plano Collor, esta fábrica ficou sem reservas financeiras e fechou as portas, mas a Associação Beneficente São Francisco de Assis já estava fundada e em bom estado de edificação.

 

Como isso realmente aconteceu

Ivo, em sua vida evolutiva, conviveu com pessoas muito materialistas e assim despertou nele o sen­so contrário: resolveu ganhar dinheiro para investir no social. Atendeu o chamado para o amor: pagou caro e ainda continua pegando. Resolveu criar uma instituição para desenvolver um trabalho social per­manente. Essa ideia brotou do coração dele. Muitos jovens acreditaram e abraçaram a causa. Ele, o Ivo, era o único casado. Os adultos não acreditaram. Ele e os jovens fizeram o estatuto. Começaram a fazer visitas. Sofreram com o que viram: vícios, crianças dormindo ao relento, famílias com graves problemas de moradia. Alguns desses, antigos jovens, até hoje estão acompanhando o trabalho: Vilson Nadolni, Iraci e Vanderlei Münch, Antônio Adada, Milton e Fátima Levandoski. Entre esses jovens estava Milton Sanoski, que comungou a ideia e foi a alma inicial que trouxe muitos outros e seguiu até a constituição da obra.

 

O local

Olhando e imaginando, este terreno seria o mais ina­propriado para esta obra. O próprio Ivo já o tinha rejeitado com uma possível chácara sua. Mas para agradar um amigo, mais uma vez, foi ver o local. Não tinha acesso. Um barranco abrupto coberto de mata, sem valor. O vendedor disse: “Venha ver uma fonte que nasce aqui no alto”. Ao olhar a fonte, Ivo escutou nítida voz que lhe dizia: “Compre, este terreno é san­to”. Diz Ivo: “Foi um caminho totalmente no escuro, mas com oração, fé, trabalho e amor a obra hoje aí está: bela, realmente formosa e fazendo tanto bem”.

 

Lá ninguém recebe salários, ninguém mesmo

É tão fácil trabalhar fazendo caridade, quando, por trás, existe um bom salário. Como é bom, diz Ivo, não conhecer o futuro; só trabalhar no presente pelo bem de todos e isto sem receber salário. Nunca alguém o recebeu.



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