Dr. José Kormann (Histórias da História)
Historiador
Simplesmente extraordinário
Vamos ver através de seu currículo algo da vida extraordinária dessa mulher que se fez lutando, enfrentando dificuldades com alegria, otimismo e determinação. É um verdadeiro exemplo que podemos apresentar aos leitores neste Dia das Mães – e vamos fazê-lo de uma maneira inusitada nestes artigos intitulados “Prata da Casa”.
Algo de seu currículo
Cursa doutorado em Ciências da Linguagem na Unisul/Florianópolis; mestre em Ciências da Linguagem pela Unisul (2006), graduada em Letras Português/ Inglês pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Palmas/PR (1991) e graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc (2004), onde é professora adjunta do curso de Comunicação Social/Jornalismo.
Livros publicados
Autora dos livros “As Aventuras dos Três Primos” (1988) e “A Longa Viagem de Splin” (1990). Organizadora do livro “Semeando nossas histórias”(2011), selecionado pela Bolsa de Circulação Literária Funarte. Dois de seus contos (“Eduardo” e “Zé Liberdade”) estão publicados na coletânea da Usbe: “Vida, Motivos: Degraus” (2011). Pesquisas concluídas: “Maníaco da Bicicleta: da construção de um mito ao discurso sensacionalista” (dissertação) e “A Importância da Profissionalização na Imprensa do Interior” (monografia).
Cursos e trabalhos
Estudou todo o ensino fundamental e o médio (cursou magistério) em escolas públicas no oeste de Santa Catarina. O primeiro ano do Ensino Médio cursou em Xavantina, à noite. Os dois anos seguintes cursou em Xaxim, à tarde, mas precisava encarar uma viagem de 45 minutos de ônibus, por estrada de chão, para chegar à escola, pois morava em um distrito. Aos 18 anos conseguiu seu primeiro contrato temporário como professora, em São Bento do Sul. Nessa época, cursava a faculdade de Letras, em Palmas, no Paraná, em regime intensivo (viajava uma vez por mês para Palmas e lá ficava estudando uma semana, com aulas todas as manhãs, tardes e noites). Apesar de gostar de lecionar, seu sonho, desde a infância, sempre foi ser repórter. Em 1994 resolveu oferecer serviço de revisão de texto para o jornal Evolução e acabou contratada como repórter. Gostou tanto que, em 2000, matriculou-se no curso de Jornalismo da Associação Educacional Luterana Bom Jesus Ielusc, em Joinville. Casada e com duas filhas pequenas, viajava todos os dias a Joinville, saindo às 17:00 de São Bento, retornando por volta da meia-noite, e com aulas também aos sábados de manhã. Certa vez disse ao coordenador do curso de Jornalismo, Edelberto Behs: “Um dia ainda vou dar aulas aqui no Ielusc”. Em 2007, Marília cumpriu a promessa e começou a lecionar para o curso de Comunicação Social, em Joinville, após concluir seu mestrado, em 2006, e já emendar seu doutorado. Uma de suas características é exatamente essa, não parar e não ter medo de nada.
Seu dinamismo é simplesmente abrangente
Além da docência e do jornalismo, outra paixão de Marília é a Cultura. Atuou na Fundação Cultural de São Bento do Sul de 2005 a 2008 e na Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Alegre desde 2009 até os dias atuais. Em São Bento do Sul coordenou a implantação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Simdec) e, em Campo Alegre, a implantação do Fundo Municipal de Cultura, mecanismos que destinam recursos para a realização de projetos dos artistas locais.
Marília maravilha
Se, talvez, mais gente assim houvesse, o mundo seria outro. Cada ser, como ela, deveria construir seu próprio sucesso. Os outros podem ajudar ou atrapalhar, mas não fazer ou impedir. Quer queira, quer não queira, cada qual sempre permanece o artífice principal de seu próprio sucesso ou de seu próprio fracasso.