Jornal Evolução Notícias de Santa Catarina
Facebook Jornal Evolução       (47) 99660-9995       Whatsapp Jornal Evolução (47) 99660-9995       E-mail

José Kormann, Dr. (Histórias da História)


Dr. José Kormann (Histórias da História)

Historiador


Veja mais colunas de José Kormann, Dr. (Histórias da História)

Dia das Mães

Terça, 29 de maio de 2012

1. Elisabeth Mischeck Era casada com o imigrante Anton Zipperer. Sogra do primeiro professor de São Bento, Frederico Fendrich. Além de grande líder nas questões de emigração, diz seu neto Jorge Zipperer: “No Brasil, Elisabeth tornou- -se uma das primeiras, a mais disposta daquele tempo em toda vastidão desta nova pátria, nesta nova locali-dade de São Bento do Sul. Ela era charmosa e muito simpática”. Entre os imigrantes ela era conhecida como a Frau Liesl – e com muita sabedoria e espírito de lide-rança resolveu inúmeros problemas daqueles primeiros tempos. Filha pragmática de um militar dos dragões, era muito esperta e prudente.

2. O primeiro brasileiro nascido em São Bento “Lembro ainda aqui o caso do nosso companheiro Du-ffek. Tinha pronto o seu casebre e logo o ocupou, com sua mulher grávida; quando sobreveio a hora do parto, nem sequer um vizinho pôde chamar, pois era ele o úl-timo morador na picada, tendo que assistir, ele próprio, a parturiente com as suas mãos calosas e pesadas. No entanto, tudo correu bem. O primeiro brasileiro nascido em São Bento...” (“São Bento no Passado”, de Josef Zipperer). Certa senhora idosa contou que gravidez era um pé na sepultura e um na vida. Era o jogo. Sempre só restava rezar para que tudo desse certo. E quantas morreram sem um mínimo de recurso.

3. Um monumento às mulheres “Merecem-nos todo o respeito aquelas mulheres que acompanharam os seus maridos para estas selvas, para os trabalhos mais pesados, ainda que a estes estives-sem, até certo ponto, acostumadas, pela rudez das ma-tas e das montanhas da terra que haviam deixado. Estas foram as mulheres valentes dos imigrantes; mães extre-mosas dos filhos e companheiras dedicadas, laboriosas e incansáveis dos maridos, procurando proporcionar, a estes e àqueles, todo conforto de um lar. Quem lhes levantará um dia, em pedra ou bronze, um monumento que as eternize? Quem lhes cantará o hino sublime da mãe e mulher abnegada criando a família na solidão da mata hostil?” (idem)

4. Faltavam mulheres em São Bento E quando estas faltam se perde o equilíbrio social e individual. Muitos problemas assim surgem, dos quais antes nem se poderia sonhar. A maioria dos que se aventuravam a emigrar era formada por homens ou fa-mílias já constituídas. E o belo sexo assim chegou a ser raridade na incipiente São Bento do Sul. Quando os moços desta nova comunidade sabiam que mais um na-vio de imigrantes estava para atracar em São Francisco do Sul, imediatamente se deslocavam, a pé, para lá a fim de arranjar casamento, cujo matrimônio era ime-diatamente marcado com o padre de Joinville.

5. De que casa a mulher era dona “Não era lá muito espaçosa a nossa casa, com uns oito metros de comprimento por cinco de largura, e se di-vidia em cozinha e quarto de dormir. Mas para um ca-sal feliz foi suficientemente grande, pois desde que o homem se sinta contente qualquer que seja a casinha, sempre se lhe tornará acolhedora e abrigará a felicida-de. Não tínhamos móveis e só mais tarde eu mesmo construí as camas, uma mesa, as cadeiras e o mais que necessário fosse. Para cozinhar havia uma caçarola e algumas colheres. Tudo estava muito bem e, com os bons conselhos dos pais iniciamos a vida”. (idem)



Comente






Conteúdo relacionado





Inicial  |  Parceiros  |  Notícias  |  Colunistas  |  Sobre nós  |  Contato  | 

Contato
Fone: (47) 99660-9995
Celular / Whatsapp: (47) 99660-9995
E-mail: paskibagmail.com



© Copyright 2025 - Jornal Evolução Notícias de Santa Catarina
by SAMUCA