A expectativa para os próximos dias é saber como a Secretaria de Estado da Saúde
dará continuidade no programa.
A institucionalização do Programa Reviver pelo Governo do Estado, no dia 16, foi
recebida com otimismo pelas mais de 80 comunidades terapêuticas que fazem parte do
Programa Reviver em Santa Catarina.
O programa que até então era gerenciado pela Fapesc/Fapeu, como programa de
governo, custeou o tratamento de mais de 15 mil dependentes de substâncias psicoativas
apenas nos últimos três anos. Mas por se tratar de um programa de governo, chegou a
preocupar no último ano as comunidades terapêuticas que temiam o fim do Reviver.
Mãos estendidas
Para o deputado estadual Ismael dos Santos, presidente da Comissão de Prevenção e
Combate às Drogas, essa é uma excelente notícia e histórica conquista de todos os que
lutam por uma sociedade livre das drogas!
“Não pode haver romantismo nem complacência para com as drogas, mas o dependente
químico precisa de uma mão estendida, apontando-lhe uma nova chance. É por isso que
insistimos no Programa Reviver”, explicou o deputado.
No despacho que institucionalizou o Programa Reviver como política pública, para
acolhimento dos dependentes químicos nas comunidades terapêuticas, assinado pelo
governador João Raimundo Colombo (PSD) e encaminhado a Secretaria de Estado da
Saúde, orienta que devera a Secretaria adotar as providencias necessárias para execução
do Programa, inclusive devendo identificar a fonte de recursos para seu custeio.
Avanço
Para Edson Eckel, psicólogo e coordenador técnico da Associação Terapêutica Novo
Amanhecer (Atena), o fato é histórico e marca o início de uma evolução no tratamento
dos dependentes de substâncias psicoativas.
“É um fato novo e ainda não sabemos como será a postura da Secretaria de Estado da
Saúde, acredito que em breve sejam publicadas as normativas que regulamentaram o
Programa Reviver neste novo formato, mas sem dúvida, já é um avanço na luta contra
as drogas. Agora o dependente químico deixa de ser tratado como um problema social e
passa a ser visto como de fato é, um problema de saúde”, explicou.