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Operação contra trabalho escravo libertou 31 pessoas no norte de SC

Segunda, 11 de julho de 2011

 

Ministério do Trabalho, Ministério Público e Polícia Federal realizaram operação em Canoinhas e Monte Castelo

Quatro empresas foram multadas e 31 pessoas vítimas de trabalho escravo foram resgatadas numa operação conjunta entre Ministério do Trabalho, Ministério Público e Polícia Federal, realizada nas últimas duas semanas em Canoinhas e Monte Castelo, no norte do Estado.

Segundo a coordenadora da fiscalização do trabalho rural em Santa Catarina, Lilian Rezende, os trabalhadores liberados atuavam na extração de erva-mate, em condições extremas, e viviam em alojamentos precários.

Na primeira abordagem, em Monte Castelo, foram encontrados dez trabalhadores alojados em uma barraca de lona. Um deles era um adolescente.

— A temperatura no local, no momento da fiscalização, era de -1ºC — relata a fiscal.

No mesmo município, outros 11 trabalhadores prestavam serviços para uma ervateira da região, sem registro e sem equipamentos de segurança. O banheiro era uma fossa, no próprio local de trabalho, e a água era tirada de um riacho.

A operação de combate ao trabalho escravo teve continuidade no dia 7 de julho, quando foram identificados dois casos em Canoinhas. No primeiro, cinco trabalhadores, um deles de 15 anos, estavam alojados no paiol.

— Os empregados pegavam água no riacho e esquentavam no fogareiro improvisado para tentar tomar um banho — relata a fiscal. As temperaturas médias na região na semana variaram entre 3ºC e 13ºC. O local, um galpão cedido pela dona da terra, tinha frestas e os colchões, dos próprios empregados, eram colocados diretamente no chão.

Também em Canoinhas, a equipe encontrou 26 trabalhadores na extração da erva mate vivendo em outra propriedade rural em regime de escravidão. Todos os empregados trabalhavam sem registro, e sem equipamentos de proteção, não havia banheiros, água no local e nem local adequado para fazer as refeições.

— A maioria eram pessoas da região, e apenas cinco trabalhadores foram efetivamente resgatados — conta Lilian.

— Destes cinco, um era menor de idade. Eles estavam alojados num local improvisado, junto com agrotóxicos, em ambiente sem forro, com frestas e falta de higiene — diz a fiscal.



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