Com mais de 100 páginas e publicado pela editora Giostri o livro “Mulheres poéticas a poesia no cárcere” conta em poema e versos histórias reais e os pensamentos destas mulheres que já viveram a margem da lei e hoje buscam sua ressocialização.
O projeto começou em junho de 2016 com a leitura de obras literárias sob a orientação de uma professora. Depois, o conhecimento proporcionado pelos programas aplicados na unidade prisional surgiu um novo universo para essas mulheres.
“Eles descobriram uma liberdade singular e de pesar e sonhar, lembrando-as que mesmo segregadas fisicamente, podem através dos versos aspirar novos caminhos nos fazendo observar com maior sensibilidade a pessoa encarcerada”, diz Helton Neumann leal, gerente do presídio e incentivador do projeto.
Para André Luiz Lopes de Souza, juiz da vara criminal e corregedor do presídio, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo; é assustador e merece um novo olhar, mais de reinserção social e menos punitivo para o sistema penitenciário.
“As mulheres sofrem muito em razão do afastamento do lar, da família, principalmente dos filhos e iniciativas como estas demostram imensa sensibilidade e possibilita pela literatura uma forma de expressar suas emoções, angústias, sofrimentos, alegrias, enfim um alívio ao sofrimento enquanto aguardam a liberdade”, pontuou.
A cada poema e verso fara o leitor repensar a vida, seus costumes e hábitos. Um exemplo disso é o poema escrito por Bruna Martins, quando ela tenta responder quem são seus amigos verdadeiros.
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