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Michell Foitte

michell_foittehotmail.com

Psicólogo Clínico Gestalt-terapeuta

CRP 12/07911


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Ô Mãe

Segunda, 04 de junho de 2012

Ô Mãe

Quando menino, assistia o filme “ Tubarão ” e não conseguia dormir, era apagar a luz do quarto e via um tubarão devorador de gente no corredor da casa, tinha tanto medo que nem pisava fora da cama com receio da minha perna ser arrancada por aqueles dentes afiados, então, chamava de longe: ô mãe!

Todas as coisas para deixar minha mãe irritadinha eu e meu irmão fizemos; quebramos lustres, espelhos, telhas, provocamos os vizinhos, arranhamos ― quando começamos a dirigir ― o carro dela, pintamos as paredes da casa com canetinha hidrocor , mas, para deixá-la com um jeitão de sócia da máfia Italiana, era só meu irmão e eu começarmos a brigar que ela vinha como um trem desgovernado ― Mad Mari ― e, como sempre ela conseguia pegar um dos dois ― Mais vale um nas mãos, do que os dois a zoando. Quando conseguia escapar, ouvia meu irmão lamuriando: ô mãe!

Tudo aquilo que a gente um dia acha como pegação no pé, depois se transforma em lembranças maravilhosas. Lembro de namorar no quarto escurinho e quando via... Lá estava minha mãe, até hoje não sei se ela flutuava ou se ela andava de pantufas, pois, não faziam barulho os seus passos. Às vezes que ela precisava assinar as advertências deixadas pelo colégio na agenda, eu dizia: ô mãe, foi mal. Ou quando ficava de ressaca: tô mal mãe.

Ô mãe...

Às vezes em que orava por não conseguir resolver algo, eu não procurava algum Deus. Às vezes em que me machucava e ela não estava lá para assoprar a ferida que ardia, eu não queria um posto de saúde. Quando sofria por amor ou confusão não pretendia deitar-me em um divã. Nas vitórias não queria um espumante. Nem um médico quando adoecia. Nem das companhias dos livros em noites de insônia. Nem dos lenços que enxugavam minhas lágrimas quando precisava desabafar.

Eu queria mesmo era minha mãe em todos os momentos de minha vida e dizer para ela: como é bom ter você, ô mãe, como eu te amo!

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Um dia chega a hora

 

Um dia chega a hora

Àqueles a quem se adora.

Embora, jamais quiséssemos vê-los ir embora,

Um dia chega a hora.

 

Eu te adoro como te adorei outrora.

E adoro quando você me adora.

 

Mas um dia chega a hora.

Um dia alguém chora.

Outro comemora.

 

Mas chega a hora.

O sorriso demora.

O coração embolora.

E a terra nos devora.

 

Um dia. Agora.



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