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Pedido de coronel para bombeiro retirar barril de chope gera polêmica em Florianópolis

Militar da reserva pediu retirada de barril de chope por risco de explosão. Bombeiro foi transferido para ambulância em SC; corporação nega punição.

Quarta, 15 de março de 2017


Imagem Ilustrativa

A ligação de um coronel da reserva do Exército aos bombeiros, em que ele solicita a retirada de dois barris de chope de sua casa após a suposta explosão de um deles, em Florianópolis, tem gerado polêmica. Isso porque, após o questionamento do pedido, o bombeiro despachante, que atua como um chefe da equipe de atendimento do dia, foi transferido, segundo a Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc). A corporação nega que tenha havido punição.

O caso teria ocorrido na última sexta-feira (10). Os áudios em que o bombeiro argumenta com o superior hierárquico que esta não é uma atividade da corporação circulam nas redes sociais. Em um deles, o coronel se identifica e relata a explosão de um barril de chope em sua casa. Ele diz temer que aconteça o mesmo com o outro que está intacto e solicita que os bombeiros façam a retirada.

Após ouvir o relato, o cabo que atende a ligação afirma que "não é serviço dos bombeiros" e que não haveria para onde levar o barril. Ele sugere que o coronel entregue a alguma revenda de bebidas. O coronel diz que é arriscado explodir e ferir uma pessoa. Em seguida, pergunta a patente do atendente e solicita falar com um comandante. O cabo passa o número de telefone.

Um tenente fez a triagem da ocorrência, conforme a Aprasc, que decidiu enviar uma viatura à casa do coronel. A guarnição esteve na casa do oficial da reserva no bairro Lagoa da Conceição na manhã de sexta-feira (10) e verificou que havia dois barris de chope vazios que haviam sido deixados no sol e um deles havia explodido. O segundo recipiente foi retirado e colocado na sombra para ser entregue à coleta de lixo.

Aprasc questiona
Após o episódio, o bombeiro foi transferido da Central de Operações do Bombeiro Militar (Cobom) para uma ambulância do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros do bairro Estreito, segundo a Aprasc.

A associação participou de uma reunião na segunda-feira (13) com o comando da corporação na tentativa de reverter a transferência do bombeiro.

“Há uma punição clara, por mais que tentem justificar como uma medida necessária e dentro das demandas. Conseguimos que seja feita uma sindicância ou inquérito para apurar a conduta dos militares envolvidos no caso”, explicou Edson Garcia Fortuna, presidente da Aprasc.

Comando nega punição
“Vamos investigar a conduta do bombeiro e esses rumores de punição, que tem um caráter midiático. Também vamos apurar como a gravação dessas ligações foi parar nas redes sociais”, complementou o comandante do 1º Batalhão de Florianópolis, coronel Helton de Souza Zeferino.

Conforme o comandante, a transferência do cabo jamais teve a intenção de punir o militar. “O deslocamento de pessoas é comum dentro de nossas companhias e tem o objetivo de proporcionar que todos os militares vivenciem as diferentes funções executadas pelo Corpo de Bombeiros”, explicou o comandante.

Rotina militar
“Em tese, na vida militar, nenhuma ordem de superior hierárquico pode ser questionada, desde que seja legal, mas nem tudo que é legal é moral e ético. Neste caso, deslocar uma ambulância e uma guarnição para resolver o problema com o barril [de chope] não é de todo ilegal, mas não é tão relevante”, argumentou.

Na interpretação do comandante do 1º Batalhão dos Bombeiros, pode ter havido um equívoco na avaliação do sargento. “Desde o primeiro momento o solicitante fala que o vasilhame explodiu, mas o atendente enfocou no barril. O que é mais importante é o rompimento de um vasilhame que precisa de atendimento emergencial, tanto que o oficial que atendeu o coronel depois entendeu que o caso precisava de uma guarnição”, explicou.

Conforme a Aprasc, o que ocorreu com o cabo em Florianópolis é comum no meio militar. “Embora as instituições tenham evoluído muito, ainda temos diversos resquícios do militarismo do passado, com punições como esta, o que é lamentável”, declarou o presidente.

A reportagem do G1 tentou contato com o Exército, mas até a publicação desta notícia, não obteve sucesso.

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2017/03/pedido-de-coronel-para-bombeiro-retirar-barril-de-chope-gera-polemica.html



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