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Condenado em SC, traficante Pavão vivia em cela de luxo no Paraguai

Domingo, 31 de julho de 2016

 
Condenado em SC, traficante Pavão vivia em cela de luxo no Paraguai Reprodução/ABC Color

Jorna ABC Color destaca transferência de Pavão após denúncias de tratamento VIP em prisão

Foto: Reprodução / ABC Color

Tido pela polícia como um dos grandes traficantes de drogas em Santa Catarina, o narcotraficante Jarvis Chimenes Pavãoprotagonizou a queda da ministra da Justiça do Paraguai, onde está preso, na semana passada. O motivo: a vida de luxo na cela na penitenciária Tacumbú, em Assunção, com suítes, televisão de plasma e até uma biblioteca, o que seria de conhecimento das autoridades paraguaias.

Após a substituição no Ministério da Justiça, as autoridades decidiram mostrar a cela de luxo onde Pavão estava e a sua defesa logo respondeu que o traficante financiou obras na prisão não apenas em uso pessoal, mas em benefício de todos os presos, segundo noticiou o jornal paraguaio ABC Color. Um dos benefícios foi a construção de um pavilhão para 120 presos, além de aparelhos de ar-condicionado e outros suprimentos.

A cela de Pavão tinha três quartos, espaço para jogos, cozinha equipada, paredes decoradas, farmácia e até uma coleção em DVD da série sobre o colombiano Pablo Escobar. Agências internacionais informaram que houve também a descoberta de uma bomba de explosivos plásticos no muro da penitenciária na terça-feira passada e que o artefato seria usado para uma fuga cinematográfica. A promotoria do Paraguai abriu investigação para apurar os fatos.

"Vamos demolir a cela de Chimenes Pavão e vamos tomar medidas contra os diretores que permitiram os privilégios para este condenado", disse à AFP o novo ministro da Justiça, Ever Martínez, que assumiu na quinta-feira passada ante a destituição por este escândalo da ministra Carla Bacigalupo.

Barão da droga, Pavão tem longa trajetória no tráfico internacional, conforme investigações das polícias Federal e Civil de SC. A condição VIP na prisão paraguaia não chegou a ser uma surpresa para os policiais catarinenses, que já desconfiavam das regalias há pelo menos dois anos a partir de fotos recebidas em grupos.

A pena de Pavão no Estado, conforme o Tribunal de Justiça de SC, é de 17 anos e oito meses de prisão por sentença da Justiça em Balneário Camboriú. Até hoje, mesmo preso, policiais suspeitam que seja um dos principais fornecedores de drogas, principalmente cocaína, para SC.

O brasileiro é de Ponta Porã, cidade do Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai. Mudou-se para SC nos anos 1990, quando viveu em Balneário Camboriú, onde atuava no comércio de veículos e no tráfico. Em 1994, chegou a ser preso em Balneário Camboriú com 25 quilos de cocaína.

Mesmo no Paraguai, Pavão era apontado por policiais catarinenses como o principal responsável pelo envio de remessas de drogas ao Estado. Um de seus gerentes seria Sérgio de Souza, o Neném da Costeira, considerado pela polícia como outro grande traficante de drogas de SC.

Tramita na Justiça de SC pedido da Justiça Federal de Campo Grande para levantamento de sequestro de imóvel em Balneário Camboriú. O governo brasileiro também busca a extradição dele do Paraguai para que cumpra a pena no Brasil.

DC



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