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Conheça as 21 empresas investigadas pela Operação Carne Fraca

Planilha tem nomes das empresas e o que produzem. Ministério divulgou ainda os motivos da investigação.

Quinta, 23 de março de 2017

 

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O Jornal Nacional traz informações que milhões de brasileiros estão aguardando desde a deflagração da Operação Carne Fraca, na sexta-feira (17).

A equipe da RPC, a afiliada da Globo no Paraná, pediu ao Ministério da Agricultura que esclarecesse os motivos que levaram a Polícia Federal a incluir 21 empresas do ramo de frigoríficos numa lista de suspeitas.

Em resposta, o Ministério enviou uma planilha com os nomes das empresas, a localização delas, os produtos que fabricam e o que foi alvo de investigação em cada uma:

Frigorífico Oregon S.A., de Apucarana, Paraná.

Carne de equino.

Conduta investigada: Corrupção; dificultar ações de fiscalização.

Frango Dm Indústria e Comércio de Alimentos Ltda, de Arapongas, Paraná.

Carne de aves e produtos de aves.

Conduta investigada: Corrupção.

Seara Alimentos Ltda, de Lapa, Paraná.

Carne de aves e produtos de aves.

Conduta investigada: Irregularidades no procedimento de certificação sanitária.

Peccin Agro Industrial Ltda, de Jaraguá do Sul, Santa Catarina.

Carne de suínos e produtos cárneos.

Conduta investigada: Utilização de carne estragada em salsicha e linguiça; utilização de carne mecanicamente separada acima do permitido; uso de aditivos acima do limite ou de aditivos proibidos.

BRF S.A., de Mineiros, Goiás.

Carne de aves, incluindo peru, e produtos de aves, incluindo peru.

Conduta investigada: Corrupção; embaraço da fiscalização internacional e nacional; tentativa de evitar suspensão de exportação.

Frigorífico Argus Ltda, de São José dos Pinhais, Paraná.

Carne e produtos cárneos.

Conduta investigada: Uso de senha de servidor do Ministério da Agricultura por funcionário da empresa.

Frigomax Frigorífico e Comércio de Carnes Ltda, de Arapongas, Paraná.

Produtos cárneos.

Conduta investigada: Poluição ambiental e corrupção.

Indústria e Comércio de Carnes Frigosantos Ltda, de Campo Magro, Paraná.

Produtos cárneos.

Conduta investigada: Irregularidades em apuração.

Peccin Agro Industrial Ltda, de Curitiba.

Produtos cárneos.

Conduta investigada: Utilização de carne estragada em salsicha e linguiça; utilização de carne mecanicamente separada acima do permitido; uso de aditivos acima do limite ou de aditivos proibidos.

JJZ Alimentos S.A., de Goianira, Goiás.

Carne de bovino e produtos cárneos.

Conduta investigada: Embaraço da atividade de fiscalização e corrupção.

Balsa Comércio de Alimentos, de Balsa Nova, Paraná.

Produtos cárneos.

Conduta investigada: Irregularidades em apuração.

Madero Indústria e Comércio S.A., de Ponta Grossa, Paraná.

Produtos cárneos.

Conduta investigada: Irregularidades em apuração.

Frigorífico Rainha da Paz Ltda, de Ibiporã, Paraná.

Carne de suíno e produtos cárneos.

Conduta investigada: Corrupção.

Indústria de Laticínios SSPMALtda, de Sapopemba, Paraná.

Lácteos e produtos lácteos.

Conduta investigada: Dificultar as ações de fiscalização.

Breyer e Companhia Ltda, de União da Vitória, Paraná.

Mel e produtos apícolas.

Conduta investigada: Corrupção.

Frigorífico Larissa Ltda, de Iporã, Paraná.

Carne de suíno e produtos cárneos.

Conduta investigada: Comércio de produtos vencidos; troca de etiquetas; transporte de produtos sem a temperatura adequada.

Central de Carnes Paranaense Ltda, de Colombo, Paraná.

Carne de bovino.

Conduta investigada: Corrupção e injeção de produtos cárneos.

Frigorífico Souza Ramos, de Colombo, Paraná,

Produtos cárneos.

Conduta investigada: Substituição de matéria-prima de peru por carne de aves, troca de favores por procedimentos fiscalizatórios

E H Constantino e Constantino Ltda, de Londrina, Paraná.

Produtos cárneos.

Conduta investigada: Corrupção.

Fábrica de Farinha de Carnes Castro Ltda, de Castro, Paraná.

Farinha de carne e osso.

Conduta investigada: Não controle de recebimento de matéria-prima.

Transmeat Logística, Transportes e Serviços Ltda, de Balsa Nova, Paraná.

Produtos cárneos.

Conduta investigada: Corrupção e injeção de produtos cárneos.

No fim da tarde desta terça-feira (21), o juiz Marcos Josegrei da Silva informou que o Frigosantos, que consta na lista do Ministério da Agricultura, não é investigado. O Jornal Nacional procurou de novo o ministério, que informou que só vai se manifestar quando for oficialmente notificado pela Justiça.

A BRF declarou que não compactua com práticas ilícitas e refuta categoricamente qualquer insinuação em contrário. Que ao ser informada da operação tomou imediatamente as medidas necessárias para a apuração dos fatos. Segundo a BRF, essa apuração vai ser realizada de maneira independente e caso seja verificado qualquer ato incompatível com a legislação vigente, tomará as medidas cabíveis e com o rigor necessário.

JBS, dona da marca Seara, reafirmou o compromisso de respeito e transparência com o governo, colaboradores e consumidores. A empresa ressaltou que não compactua com qualquer desvio de conduta de seus funcionários e tomará todas as medidas cabíveis.

A Breyer & Cia disse que o ministério não mantém um fiscal da empresa e que quem faz a fiscalização é um agente na hora do embarque. Segundo a empresa, por desconhecer esse procedimento do governo, os investigadores deduziram que o mel estava sendo exportado sem a devida verificação.

A E H Constantino afirmou que seus produtos seguem padrões exigidos pelo governo e que jamais recebeu ou pagou vantagens para os agentes públicos investigados.

A Peccin Agro Industrial não quis se manifestar.

A Central de Carnes Paranaense declarou que o relatório da Polícia Federal contém equívocos; que só trabalha com distribuição de carne bovina e suína, e que, portanto, não pode ser acusada de injeção de produtos.

O frigorífico Souza Ramos também não quis se manifestar.

O frigorífico Larissa declarou que está à disposição das autoridades; que é uma empresa idônea, com selo de qualidade de exportação; e que jamais praticou qualquer alteração que colocasse em risco a população.

A Madero Indústria e Comércio afirmou que colaborou com a Polícia Federal, que vai colaborar com o Ministério da Agricultura e que os controles dela são irretocáveis.

O Jornal Nacional não conseguiu contato com os frigoríficos Argus, Oregon, Frigomax, Rainha da Paz, Frango Dm Indústria e Comércio, Balsa Comércio de Alimentos, Indústria de Laticínios SSPMA, Fábrica de Farinha de Carnes Castro e com a Transmeat.

A JJZ afirmou que o Ministério da Agricultura não está levando em conta o fato de que em nenhum momento a empresa foi alvo da Polícia Federal, e que não há nenhuma prova de envolvimento dela em práticas ilícitas na Operação Carne Fraca.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/03/conheca-21-empresas-investigadas-pela-operacao-carne-fraca.html



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