Três pessoas foram presas por participação em uma organização criminosa responsável por levar brasileiros ilegalmente para os Estados Unidos. Elas teriam intermediado a ida ao exterior de 12 de brasileiros que estão desaparecidos desde de novembro do ano passado, na região das Bahamas. Com as prisões, a Polícia Federal busca obter mais informações sobre o paradeiro desses brasileiros. Outras duas pessoas ainda estão sendo procuradas.
A operação intitulada de Piratas do Caribe foi desencadeada pela Polícia Federal em Rondônia e teve desdobramentos em Santa Catarina e Minas Gerais. A Polícia Federal não informou o local das prisões, mas confirmou que pelo menos um dos acusados foi preso na cidade rondoniense de Ji-Paraná. Além das prisões preventivas, a PF também cumpriu sete mandados de busca e apreensão nos três estados.
Raphael Baggio de Luca, delegado da Polícia Federal em Rondônia, falou com a reportagem. Ele destacou que, após a operação ser deflagrada, diversas pessoas compareceram à delegacia para trazer informações que ajudem na localização dos brasileiros desaparecidos.
Sonora: “Conseguimos a manifestação de alguns familiares que nos enviaram documentos e a declaração de que foi fulano de tal...”
De acordo com a Polícia Federal, brasileiros tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos, com auxílio de coiotes. Raphael Baggio de Luca fala sobre os valores cobrados pelo grupo para intermediar o transporte ilegal.
Sonora: “O preço variava, mas a gente pode estimar, com relação a esses 12 brasileiros que setão desaparecidos. Ha quem tenha pago o valor de R$ 40 mil, outros pagaram R$ 60 mil.”
De acordo com a PF, antes de sair do Brasil, os imigrantes ficavam em alguma cidade com aeroporto internacional de fácil acesso, aguardando a ordem de embarque para as Bahamas, que ocorria quando um determinado agente de imigração daquele país facilitava a entrada dos brasileiros. Uma vez nas Bahamas, os imigrantes aguardavam por vários dias para embarcar para os Estados Unidos de barco.
http://radioagencianacional.ebc.com.br/geral/audio/2017-01/brasileiros-pagavam-ate-r-60-mil-para-quadrilha-que-intermediava-ida-ilegal-aos