Não é preciso procurar muito para encontrar placas de aluga-se (ou "se alquila") neste verão no litoral catarinense. Embora o governo do estado tenha previsto aumento de 20% nos turistas neste verão em Santa Catarina, muitos imóveis do litoral estão desocupados neste início de temporada. Em alguns casos, a redução em relação ao ano passado chega a 50%.
O G1 consultou as unidades do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais de Santa Catarina de Florianópolis (Secovi-SC) que respondem pela capital catarinense, Litoral Norte e Sul, além de imobiliárias. Todos confirmaram que houve menor procura por aluguéis de imóveis.
Florianópolis
Segundo a corretora de imóveis Ilka Ramos, que trabalha em uma imobiliária que negocia imóveis de luxo em Jurerê Internacional, houve uma queda brusca de procura nesta temporada. Na região, os preços são altos: uma diária pode variar entre R$ 1 mil e R$ 20 mil.
Homem oferece imóvel para aluguel no meio de rua na Praia dos Ingleses, no Norte da ilha (Foto: Anaísa Catucci) "Os argentinos que não conseguiam alugar ano passado chegavam a dormir na frente das imobiliárias. O preço do aluguel subia e mesmo assim eles fechavam negócio", diz Ilka, que reforça que isso não está acontecendo em 2017.
Os argentinos que não conseguiam alugar ano passado chegavam a dormir na frente das imobiliárias"Ilka Ramos,
corretora em Jurerê
Segundo a corretora, em 2016, a procura começava antes da temporada, com diversos negócios fechados previamente. Neste ano, houve a busca, mas sem concretizar o aluguel.
Ilka afirma que o fato de Natal e ano novo terem caído em finais de semana também atrapalhou. "Todo dia tem gente que vem buscar uma oportunidade, mas estão sobrando imóveis", conta a corretora. Na segunda (9), Ilka tinha fechado quatro aluguéis.
Apesar do Secovi da capital não ter um balanço da queda na cidade, imobiliárias associadas ao órgão também relataram diminuição nos negócios. No Sul da Ilha, conforme o corretor Rafael Braga, houve uma diminuição de aproximadamente 30% tanto na procura quanto na locação.
Já no Norte da Ilha, conforme o corretor James Mundy, o réveillon apresentou queda de 50% nos aluguéis feitos por turistas brasileiros. Ele ainda ressalta que, de um modo geral, o movimento de argentinos no verão diminuiu cerca de 20%. Dos visitantes do país vizinho, 90% foram jovens, vindos em excursões.
Balneário Camboriú
Em Balneário Camboriú, conforme o Secovi Litoral, no início da temporada os empresários estavam otimista pela procura por reservas antecipadas. Entrento, os alugueis não se concretizara e a locação está em cima da hora, "o que gera uma ansiedade".
“Diferentemente dos anos anteriores, o mês de janeiro está tendo maior procura que o período de final de ano”, diz a empresária do ramo imobiliário e diretora do Secovi, Fabiana Santos Coelho, a maioria dos locatários continua sendo da Argentina e dos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.
Em 2017, houve um incremento médio de 17% no valor da diária. A maior procura é por apartamentos de dois e três dormitórios, com preços médios da diária entre R$ 500 e R$ 800.
Sul
Já no Sul catarinense, conforme a análise do Secovi, houve uma valorização de imóveis ofertados, mas a procura diminuiu em 20%.
Em Balneário Rincão, a oferta de imóveis aumentou de 30% a 40% por fatores que indicavam uma temporada agitada, como a duplicação da BR-101 no gargalo viário do Sul do estado e a temporada quente.
Mesmo assim, o órgão tem a expectativa de que a próxima temporada, de 2017para 2018, tenha um crescimento de 20%.
http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/verao/2017/noticia/2017/01/imobiliarias-de-sc-veem-queda-de-ate-50-no-n-de-casas-alugadas-no-verao.html