A maior ressaca dos últimos 50 anos que deixou R$ 700 mil de prejuízos em Balneário Barra do Sul ainda não foi esquecida. Desde o fenômeno, na última semana de outubro de 2016, pouco foi feito para reparar os estragos causados pela força das águas.
A grande quantidade de pedras à vista e os destroços do antigo acesso de cimento dificultam a passagem de quem tenta alcançar a faixa de areia e aumentam o risco de acidentes, especialmente para crianças e idosos.
Marcilene Cicolato é dona de uma lanchonete na beira da Praia de Barra do Sul e afirma que já fez vários pedidos para que a Prefeitura cubra as pedras com areia. Segundo ela, a providência foi tomada apenas em frente ao posto de salva-vidas, local que também era motivo de preocupação.
Para atender a qualquer ocorrência, os profissionais tinham que correr por entre as pedras com o risco de se machucarem. A comerciante também reivindica sinalização para que de noite um turista desavisado não bata o carro nas pedras que ficam ao final da rua, na descida da praia.
Morador da praia há cinco anos, Jorge Luiz Bento também reclama melhorias. Ele e um vizinho têm plantado mato de restinga no final da faixa de areia próximo às suas casas para se protegerem de uma nova ressaca.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil no município, Ricardo Assis Pereira, são 12 quilômetros de extensão que precisam de obras de recomposição do acesso à praia e molhe de pedra. Segundo ele, o trabalho ainda não feito porque a Prefeitura aguarda recurso federal que já está assegurado com o decreto de estado de emergência no município por causa da ressaca.
O orçamento mais recente apontou necessidade de R$ 700 mil, mas ele diz que dificilmente a cidade será atendida com o total reivindicado. A expectativa é de receber a verba ainda em janeiro e realizar os trabalhos durante aproximadamente 60 dias.
— Começamos a mexer na boca da Barra mas paramos porque se tentarmos fazer alguma obra com recurso local perderemos a ajuda federal — diz o coordenador.
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