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Pacote é mais para 'mostrar serviço' e efeito é pequeno, dizem analistas

Sexta, 16 de dezembro de 2016

 

Segundo economistas, medidas anunciadas são positivas, mas com pouco potencial para estimular a atividade econômica.


As medidas anunciadas pelo governo são positivas na sua maioria, mas pouco podem fazer para estimular a atividade econômica ou ajudar o país a sair mais rápido da recessão, segundo analistas ouvidos pelo G1.

"[O efeito] É pífio. É mais um esforço de relações públicas do que qualquer outra coisa. Não é isso que vai fazer a diferença", afirma o economista e ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartzman. "É um pouco para mostrar serviço e que tem uma agenda que não se limita a questão fiscal".

O pacote de medidas microeconômicas visa reduzir custos das empresas, aliviar dívidas de pessoas físicas e jurídicas e reduzir a burocracia do comércio exterior. Apesar do anúncio das medidas na forma de pacote, a maioria não terá efeito imediato representando, portanto, uma carta de intenções. Boa parte será implementada ao longo de 2017 e outra parte será viabilizada por meio de Medidas Provisórias (MPs) a serem mandadas pelo governo ao Congresso Nacional. O cronograma de envio ainda não foi divulgado.

 

Para o Fabio Silveira, sócio-diretor da consultoria Macro Sector, o efeito das medidas anunciadas serão limitados. “Tudo ajuda, mas o efeito será pequeno. São medidas secundárias para melhorar a liquidez das empresas”, diz.

Segundo ele, as empresas brasileiras passam por uma severa crise econômica e vêm perdendo receitas. “O que faria diferença mesmo para melhorar o nível de atividade seria a queda da taxa de juros, se possível, para menos de 12% ao ano. Isso iria reduzir o custo do crédito, fomentar investimentos e gerar uma atmosfera positiva para a economia”, afirmou.

 

Para o sócio da consultoria GO Associados, Gesner Oliveira, o país precisa retomar o nível de investimento, sobretudo em infraestrutura, para garantir a retomada da economia. "É um pacote de medidas positivas, que dá estímulo pontuais, mas não pode se iludir que é isso que vai fazer a economia rodar mais rápido", destaca.

 

Diagnóstico correto

 

Todos concordam, entretanto, que as medidas não atrapalham e que, muitas delas inclusive já deviam ter sido anunciadas antes. "Para a economia reagir, tem que vir do setor produtivo o impulso. Me parece que o diagnóstico é correto. O crédito está sob estresse e estão tentando dar uma aliviada. E são medidas para beneficiar o setor produtivo como um todos e não só um setor específico. E essa é uma mudança de estilo importante", elogia Celso Toledo, diretor da LCA. "Não é puxadinho, não é discricionário e está atacando os nós que todo mundo sabe que a economia brasileita tem", completa.

Entre as medidas elogiadas estão aquelas que visam aliviar as dívidas das empresas, reduzir custos e promover a desburocratização.

"Ajudar o refinanciamento, acesso a crédito mais fácil para pequenas deve ser feito sempre. Mas não se pode perder o foco. Tem que perseverar no ajuste fiscal. E, agora, é a reforma da Previdência", defende Gesner Oliveira.

Silveira alerta, entretanto, que a medida que prevê a redução da multa do FGTS paga pelas empresas quando elas demitem pode fazer crescer as demissões. “Muitas empresas não demitem porque não têm caixa. Agora vai ficar mais barato demitir”, explicou. Apesar de verificar um efeito danoso para o nível de emprego no curto prazo, o economista defende a medida e diz que as empresas precisam de um ônus menor para poder contratar e demitir com mais facilidade.



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