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Polícia Civil de Rio Negrinho indicia três por cartel em funerárias

Quarta, 14 de dezembro de 2016

 

Segundo investigação da Polícia Civil, dono de funerária teria pago dois vereadores para frear concorrência

 

A Polícia Civil de Rio Negrinho, no Planalto Norte, denunciou à Justiça nesta semana dois vereadores e um empresário da cidade por formação de cartel e corrupção passiva e ativa. A denúncia foi tema de reportagem que foi ao ar no Jornal do Almoço, daRBSTV de Joinville, nesta terça-feira.


À repórter Cinthia Raasch, o delegado Gustavo Muniz Siqueira disse que a investigação começou com a denúncia de que o vereador retirava cestas básicas de um mercado da cidade pagas com cheques da funerária. Os alimentos eram retirados mensalmente pelo vereador e vice-presidente da Câmara, Cleomar José Nicoleti, do PMDB.

– Ouvimos funcionários do mercado e eles confirmaram que todo mês era depositado valor na conta do mercado para que fosse retirado por esse vereador. Via de regra, eram cestas básicas para eleitores e, eventualmente, o valor em dinheiro – disse o delegado, que já enviou o inquérito ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Para a polícia, as duas funerárias que atuavam na cidade até o começo do ano eram do mesmo dono e, por meio da compra do apoio político, tentavam impedir que outra empresa entrasse na cidade. O delegado juntou à investigação vídeos em que o vereador manifestava a importância de a cidade ter um processo de licitação para as concessões, o que deixou de acontecer depois que os valores foram repassados a ele por uma das funerárias.

Na investigação, a Polícia Civil chegou ao presidente da Câmara, Artemio Corrêa, também do PMDB. Ele teria recebido 600 rosas de uma das funerárias para distribuir a eleitores no Dia das Mães, durante uma missa. A investigação também aponta que uma das duas funerárias estava no nome de um laranja.

A Prefeitura chegou a abrir a concorrência para o serviço funerário na cidade, em setembro, mas, por problemas na documentação das interessadas, o processo foi anulado. Nenhum dos vereadores denunciados concorreu na eleição de outubro.

Depois da investigação, uma das funerárias fechou e parte da construção foi demolida. A polícia suspeita que no local nunca tenha sido feito preparo de corpos. A funerária Rio Negrinho chegou a ser interditada por falta de destino correto aos restos mortais.

CONTRAPONTOS
O presidente da Câmara, Artemio Corrêa, admitiu ter recebido as flores para distribuir no Dia das Mães, mas negou qualquer irregularidade. Segundo ele, o delegado da Polícia Civil fez o papel dele ao incluir seu nome no inquérito, já que ele foi citado, porém, diz ter convicção de que não deve nada. Ele disse também que pagou posteriormente pelas rosas.

— Eu não devo nada. Estou tranquilo — disse.

O vereador Cleomar José Nicoleti não foi encontrado para falar sobre o inquérito. O celular dele está desligado, e na Câmara a informação é de que ele não estava no gabinete.

O empresário Carlos Alfredo Franco Stephan disse que comprou uma das funerárias e que a outra, dos mesmos donos anteriores, teria muitas dívidas e que, por isso, não foi adquirida. Ele admitiu ter feito doações aos vereadores, mas negou que recebesse qualquer apoio em troca.

— É muito comum em cidades do interior as empresas fazerem doações. Às vezes, emprestamos cadeira de rodas, muletas.



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