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Três são indiciados em Rio Negrinho por suspeita de cartel de funerárias

Empresário e vereadores são suspeitos de impedir concorrência. Dono pagava R$ 750 para vereador retirar cestas básicas em mercado.

Quarta, 14 de dezembro de 2016

 

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 Em Rio Negrinho, no Norte catarinense, a polícia investiga a existência de um cartel no serviço funerário, que mantinha um esquema com a participação de políticos. Um empresário e dois vereadores da cidade foram indiciados. Eles são suspeitos de receber propina para barrar o projeto de regulamentação do serviço funerário na Câmara e impedir a entrada de novas funerárias no município, como mostrou o Jornal do Almoço desta terça-feira (13). Os três se dizem inocentes.

Segundo a Polícia Civil, o cartel era formado por duas funerárias, a Rio Negrinho e a Nossa Senhora de Fátima, que eram do mesmo dono.

A investigação começou a partir de uma denúncia, em que foi apresentado um recibo de R$ 750 pagos por uma funerária ao vereador e vice-presidente da Câmara, Cleomar José Nicoleti (PMDB), em agosto de 2015. Conforme a polícia, o valor era retirado todos os meses em um mercado da cidade.

“Ouvimos funcionários do mercado que confirmaram que todo mês era depositado este valor na conta do mercado para que fosse retirado por esse vereador, via de regra em cestas básicas para eleitores”, explicou o delegado Gustavo Muniz Siqueira.

Concorrência
Conforme a RBS TV, a polícia suspeita que o pagamento era feito pelo dono das funerárias, que é de Curitiba. Os policiais suspeitam que os pagamentos eram destinados ao vereador para que parasse de cobrar a regulamentação do serviço.

No decorrer da investigação, a polícia descobriu que o presidente da Câmara, Artemio Correa (PMDB), pode ter recebido 600 rosas para distribuir a eleitoras no ‘Dia das Mães’. Ele afirmou à RBS TV que pagou pelas flores, mas não encontrou a nota da compra.

A investigação apontou ainda que uma das funerárias de Rio Negrinho estava no nome de um laranja, um homem que já foi morador de rua em Curitiba.

Depois do início da investigação, a funerária Nossa Senhora de Fátima fechou e parte da construção foi demolida. No lugar, começou a construção de outro prédio. A polícia suspeita que no local nunca tenha sido feito preparo de corpos, havia apenas uma recepção para simular que houvesse concorrência na cidade.

Interdição
A funerária Rio Negrinho chegou a ser interditada por falta de destino correto aos restos mortais. Conforme a RBS TV, em maio, o delegado pediu a prisão preventiva do vereador Nicoleti e do empresário, que foi negada, apenas os mandados de busca e apreensão foram autorizados.

Carlos Alfredo Franco Stephan é o empresário indiciado pela polícia. Ele disse que comprou apenas uma das funerárias de um grupo de Curitiba.

O empresário diz que os pagamentos aos vereadores foram doações. “Eram feitas doações de cestas básicas, até porque é muito comum em cidades do interior empresas fazerem doações”, disse. “O que vocês ganhavam em troca?”, questionou a reportagem. “Nada, absolutamente nada”, afirmou.

Crimes
O delegado indiciou o empresário por corrupção ativa, formação de cartel e delito ambiental. Os vereadores foram indiciados por corrupção passiva.

O inquérito está no fórum da cidade e, agora, o Ministério Público avaliará as evidências e pode vir a apresentar ou não uma denúncia à Justiça. A funerária Rio Negrinho continua funcionando e a uma nova empresa atua há mais de meio ano na cidade.

A RBS TV conversou por telefone com o vereador Cleomar José Nicoleti, que negou as acusações. Sobre o dinheiro pago pelo empresário, ele disse que retirava o valor em cestas básicas para famílias carentes.

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2016/12/tres-sao-indiciados-em-rio-negrinho-por-suspeita-de-cartel-de-funerarias.html



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