BRASÍLIA — O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira, em entrevista a uma rádio de Pernambuco, que partidos da base aliada reagiram à possibilidade de o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antônio Imbassahy (BA), assumir a Secretaria de Governo devido à disputa para a presidência da Casa, e garantiu que não existe crise no governo.
Temer disse que Imbassahy é o nome mais adequado para o cargo e confirmou a pressão do centrão para que não sacramentasse a indicação.
- Imbassahy é um homem politicamente muito adequado, elegantíssimo no trato, e é exatamente o que eu preciso na Secretaria de Governo - afirmou.
Em seguida, o presidente confirmou as conversas com o PSDB, mas afirmou que não houve um convite formal ao tucano. Temer queria, antes, acertar com os demais aliados, caso dos deputados que integram o centrão e tinham interesse na pasta. O “centrão” tentou emplacar na Secretaria de Governo o ex-deputado Sandro Mabel, amigo de Temer, mas bem relacionado com este grupo da Câmara. Como a negociação não evoluiu, um grupo de parlamentares passou a trabalhar pela indicação do líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO).
— Houve uma certa reação não em relação ao nome do Imbassahy, que é um nome mais do que prezado por mim e pelos colegas do Parlamento, mas é que estamos em processo de eleições na Câmara Federal, e alguns partidos acharam que isso poderia favorecer um ou outro candidato. Nós temos uma base muito ampla, então eu não posso, especialmente tendo em vista o apoio extraordinário que o Congresso Nacional está dando a nossas medidas, não posso desagradar uma ponta da base.
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