O milagre da gestão
Na última reunião da ACISBS, com a participação de gestor do Hospital Sagrada Família, a surpresa, conforme texto abaixo, foi a situação do mesmo.
"O destaque do encontro foi para a participação do gestor executivo corporativo do Hospital e Maternidade Sagrada Família, Fernando Castanheira, que trouxe boas notícias quanto à situação financeira da instituição. “O Hospital está economicamente e contabilmente estável” anunciou. Uma nova estrutura com cinco andares será construída na parte de trás da maternidade. “O projeto já está pronto e agora caminhamos para a fase de captação de recursos” frisou. Castanheira também disse que estão trabalhando na informatização da unidade e na definição de uma vocação, escolhendo uma área de atendimento referencial. “O hospital precisa melhorar seus espaços, otimizando as áreas perdidas. Hoje temos uma área de 900 m² inutilizados” contou. E completou dizendo que o hospital precisa se modernizar, baixar seu custo e se tornar sustentável".
É mesmo de ficar espantado. O milagre é muito grande e precisa ser esclarecido. Senão vejamos. Menos de seis meses atrás a própria irmã diretora esteve na Câmara ameaçando inclusive entrar na Justiça para reaver recursos, no que culpava a Administração Municipal, que por sua vez se desculpava alegando que foi o Hospital que não se adequou as normas do Ministério. A situação foi bastante impactante pois se via ameaças até de fechamento do Hospital Será que o alarde foi grande demais e proposital com fins políticos já que antecedia um período eleitoral? Tudo culminou com ampla reforma administrativa e até desemprego da antiga diretora. Então é de se estranhar que agora já surjam, embora sejam alvissareiras, informações de caixa saudável e até investimentos com a promessa de construção de novos 5 andares. Sinceramente quero ver para crer. Aliás tenho minha opinião formada sobre o Hospital. Como qualquer empresa, é particular e uma opção de investimento e atividade. Não faz nem um favor pois não é de "CARIDADE". Explora um ramo de serviço que é o da saúde e que inclusive é um filão, pois os pacientes não escolhem se querem ou não comprar este serviço. Também não faz nenhum atendimento de graça. Ou dinheiro, ou plano de saúde, ou mesmo o tão criticado SUS. O fato é que o Hospital não fica sem receber de ninguém e não atende ninguém de graça. Aliás o SUS paga pelos atendimentos mesmo daqueles que nunca contribuíram com um centavo sequer para a Previdência. Aliás se engana aqueles que acham que o SUS paga. Somos nós os contribuintes que pagamos. Os recursos são do povo. O Governo simplesmente arrecada e repassa. Sai tudo do nosso bolso. Portanto é uma questão de ponto de vista. Não vejo nenhuma campanha para ajudar alguma empresa que esteja em dificuldade, nem mesmo o Governo ajudar com recursos oficiais. Deu lucro sobrevive, é a lei do mercado. Aqui registro um outro ponto, que ao longo de todos os anos de existência do Sagrada Família, ao menos nos últimos 35 que acompanho, a comunidade nunca deixou de socorrer e atender o Hospital, foram dezenas de campanhas. Também ouvi da irmã diretora que o Hospital não queria mais continuar batendo em portas alheias, vivendo de rifas e doações. "Somos uma empresa e temos que administrar como tal" me disse ela em certa ocasião. Também foi ela que pôs os empresários prá fora do Hospital afirmando que cuidassem das suas empresas que o Hospital ela administrava. Não dá para perguntar mais para o Otair pois ele já nos deixou, mas o Evando Castro, este tem coragem, e outros estão aí para confirmar. Foi a irmã quem acabou com o Conselho de empresários. Também nunca ouvi dizer, nem me pediram para publicar que a Província ou a Divina Providência mantenedora do Hospital e que tem sede na Alemanha mandou algum recurso para ajudar o hospital de uma das cidades mais germânicas do Brasil. Para não dizerem que apenas critico, afirmo que sempre defendi o Hospital e suas gestões, pois bem ou mal é o único que está aí para nos socorrer. Mesmo com todos os problemas nunca vi ninguém nos corredores e nem mesmo ameças de fechar por falta de pagar as contas o que já é um grande sucesso frente aos hospitais públicos.