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Sindicatos dos postos de combustíveis em Santa Catarina confirmam reajuste

Quarta, 07 de dezembro de 2016

 

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Preço na bomba já está sendo atualizado, segundo sindicalistas Foto: Porthus Junior / Agencia RBS
 

Pouco mais de 12h após a Petrobras ter anunciado reajuste da gasolina e do diesel nas refinarias, os donos de postos de combustíveis em Santa Catarina já dizem ter percebido o aumento de R$ 0,12 e R$ 0,17, respectivamente, na manhã desta terça-feira. De acordo com os representantes dos sindicatos catarinenses, o repasse das distribuidoras foi imediato — diferentemente do que aconteceu em outubro, quando a Estatal havia anunciado duas reduções consecutivas que não tiveram efeito aos consumidores nas bombas. 

O diretor do Sindicato de Revendedores Varejistas de Combustíveis da Grande Florianópolis Joel Fernandes garante que o preço vai subir para os motoristas entre esta terça e quarta-feira.

— Já recebi gasolina com 12 centavos mais caro e vai ser repassado. Quando é para descer, as distribuidoras [que vendem para os postos] não repassam para o revendedor. Eles seguram. Quando é para subir, sobe já no dia seguinte. Todo o pessoal percebeu isso, principalmente na companhia Ipiranga. 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis (Sindópolis), Valmir Espíndola, reforça a ideia de que "aumentos ou reduções de preços nas bombas dependem exclusivamente dos valores praticados pelas distribuidoras, e não de anúncios da Petrobras". Ele acrescenta que o consumidor final deverá perceber o reajuste de forma diferenciada em Santa Catarina. 

— São as distribuidoras as responsáveis pelos índices dos aumentos. Aos postos, cabe a indesejada tarefa de repassá-los, sob risco de inviabilizar seu funcionamento. Como cada distribuidora está anunciando índices diferentes, já a partir desta terça-feira os reajustes ao consumidor também devem ser diferenciados  — explicou em nota.

Já o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Blumenau (Sinpeb), Júlio Zimmermann, diz que deverá aumentar em torno de R$ 0,10 o litro da gasolina. Ele prefere aumentar menos e aguardar a Secretaria da Fazenda, no fim do mês, avaliar a questão dos impostos. 

— Tirei os preços na internet na minha distribuidora agora porque sempre pedimos na segunda a terça-feira de cada semana. Já estava mais caro. O mercado é livre, mas eu terei que repassar, vou calcular o valor exato agora à tarde. Minha margem chega a 20 centavos, se abortar mais 12, é melhor fechar.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (Sindipetro), Reinaldo Geraldi, diz que o aumento pode acontecer entre R$ 0,13 e R$ 0,19. Ele ainda justifica a variação de preço dos combustíveis no último mês movida pela Petrobras. 

— As reduções de preços anunciadas recentemente não tiveram reflexo devido à alta do etanol, chegando em alguns casos a R$ 0,35 por litro. 

Procurados pela reportagem, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e o Sindicato das Distribuidoras Regionais Brasileiras de Combustíveis (Brasilcom) não retornaram as ligações nem os e-mails para explicar por que agora houve o aumento imediato e durante as reduções na Petrobras o preço se manteve estável.  

No último levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feito em 245 postos entre 27 de novembro e 3 de dezembro, o preço médio do combustível em SC estava R$ 3,549. O preço mínimo a R$ 3,189 e máximo a R$3,899. 

"Pesquisou, baixou"

O Procon de Santa Catarina garante estar acompanhando a variação dos preços dos combustíveis. O órgão estadual lembra que aderiu à campanha nacional Pesquisou, baixou. O diretor estadual do Procon-SC Maykon Baldessari, explica o cenário:

— A ideia é que o consumidor pesquise os preços e abasteça onde é mais barato, para forçar os outros a baixar os preços. 

De outubro a novembro, o Procon-SC monitorou o preço dos combustíveis em 138 postos de gasolina — nenhuma transgressão do Código de Defesa do Consumidor foi constatada, ou seja, não foi comprovado preço abusivo a partir das notas fiscais de compra das distribuidoras e de venda aos consumidores finais. Baldessari justifica pela questão da livre concorrência do mercado.

— Sobre esse novo aumento, como tem a questão da livre concorrência, se a Petrobras aumentou para as distribuidoras, os proprietários vão poder repassar isso, não há nada que a gente possa fazer, infelizmente. Assim como eles também poderiam ter repassado a diminuição. Mas fica a critério de cada dono de posto. 

http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2016/12/sindicatos-dos-postos-de-combustiveis-em-santa-catarina-confirmam-reajuste-8636683.html

 



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