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Aprovado o orçamento do Instituto Canoinhense de Previdência

Terça, 06 de dezembro de 2016

 

Dotações que totalizam valores de até R$ 5.320.000,00 são destinados para o

custeio de despesas de benefícios previdenciários, de pessoal, manutenção e

investimentos

O orçamento de 2016 do recém criado Instituto Canoinhense de Previdência (ICPREV)

foi aprovado em primeiro turno e pela unanimidade dos vereadores durante sessão

ordinária realizada na noite de segunda-feira, 05. Servidores públicos municipais

acompanharam a votação.

Ele prevê dotações que totalizam valores de até R$ 5.320.000,00 destinados para o

custeio de despesas de benefícios previdenciários, de pessoal, manutenção e

investimentos do ICPREV.

Protocolado na Câmara em 04 de outubro deste ano, mas sem o pedido de urgência

por parte do Executivo Municipal, o projeto de lei n°170/2016 trata da abertura de

crédito no orçamento da prefeitura, com recursos provenientes de provável excesso

de arrecadação no atual exercício.

Os valores previstos para o atual orçamento do ICPREV tem como base a arrecadação

previdenciária dos segurados, aposentados e pensionistas, com alíquota de 11%

calculada sobre as suas remunerações de contribuição.

Além disso, também considera a avaliação atuarial para a implantação do ICPREV, em

consonância com a Constituição Federal e o Plano de Benefícios e que prevê a

contribuição patronal de 17,5% por parte do Poder Executivo Municipal, calculada

sobre a remuneração de dos segurados ativos e a totalidade dos proventos de

aposentadoria e pensão pagos, fora os recursos inerentes da taxa de administração

de 2% do ICPREV, calculada sobre as remunerações, proventos e pensões dos

segurados e beneficiários.

Aprovado sem emendas, o projeto recebeu críticas dos vereadores por ter sido

encaminhado à Câmara só após a Lei de criação do ICPREV.

Um dos defensores da matéria que trata do orçamento, Célio Galeski (PR) disse que

se o Executivo Municipal tivesse se antecipado com a previsão orçamentária, alguns

servidores municipais já poderiam estar aposentados pelo Fundo. “Não chegou no

momento adequado a esta Casa, por isso da demora na análise”, lembrou.

Vereador e vice-prefeito eleito Renato Pike (PR) afirmou que diversos pontos do

projeto geraram dúvidas, algumas sanadas em sua totalidade, outras em partes.

Falou, ainda, que tendo como base o novo cálculo atuarial, a matéria deve sofrer

alterações já no próximo ano, mas sem oferecer riscos aos servidores.

Segundo ele, um dos pontos que devem ser modificados é o da taxa administrativa do

ICPREV, que na sua opinião passaria de 2% para 1%. “Hoje estou consciente do que

estou votando. Mas no ano que vem precisa ser alterado, até para que o Fundo tenha

maior arrecadação e sustentabilidade garantida no decorrer dos anos”, observou.

Paulo Glinski (PSD) discorreu sobre o rigor que os conselhos fiscal e administrativo

devem exercer sobre a aplicação dos valores repassados ao Fundo. “Porque se faltar

recursos, o município terá que suprir e isso vai ter que sair de algum lugar, atingindo

a população como um todo”, explicou.

O vereador também fez questão de lembrar que o orçamento votado para o ICPREV

era o do atual exercício, já que a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017 nem chegou

à Câmara, ainda. “Portanto, nem sabemos qual a previsão de repasse para o Fundo

no próximo ano”, frisou ao criticar o município pela demora e reforçar que os

vereadores precisam de tempo e cautela para analisar criteriosamente os projetos.

Pronunciamento semelhante fez Wilmar Sudoski (PSD) que, ao falar sobre a análise

do projeto, disse que os vereadores buscaram informações junto a pessoas com

conhecimento técnico no assunto, a fim de votar a matéria com responsabilidade.

“Entendemos que os servidores têm direitos adquiridos, mas nossa preocupação

estava também ligada ao bom funcionamento do ICPREV e a segurança financeira do

município”, acrescentou.

O projeto deve voltar à pauta e ser votado em segundo turno após o interstício de

duas sessões ordinárias.



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