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Prefeitura, secretarias e Defesa Civil fazem balanço dos estragos com vendaval em Florianópolis

Segunda, 05 de dezembro de 2016

 

 

Prefeitura, secretarias e Defesa Civil fazem balanço dos estragos com vendaval em Florianópolis Felipe Carneiro / Agência RBS/Agência RBS

Na rua do Gramal, no Campeche, um ônibus tentou desviar do poste caído e acabou ficando preso nesta manhã 

Foto: Felipe Carneiro / Agência RBS / Agência RBS

O prefeito Cesar Souza Junior se reuniu com secretários e Defesa Civil na manhã desta segunda-feira para fazer balanço dos estragos provocados pelo vendaval em Florianópolis. Foram avaliadas ações envolvendo serviços como fornecimento de energia elétrica, saúde e educação. 

Sobre a normalização da energia elétrica, a Celesc informou que está com 45 equipes nas ruas. Outras 10 foram acionadas de Blumenau para reforçar os trabalhos. A previsão é de que 95% do serviço seja retomado até o fim do dia. 

Equipes dos Bombeiros, Floram e Comcap ajudam no corte de árvores e recolhimento dos destroços. Levantamento indica que ao menos 182 árvores foram derrubadas pelo vento, sendo que 92 já foram removidas. 

O agente da Defesa Civil, Luiz Eduardo Machado, informou que os registros indicaram que hou 161 mm de chuva em 18 horas. As regiões mais afetadas foram o Sul da Ilha e a Lagoa da Conceição. 

Sobre moradias danificadas, cerca de 5,4 mil metros de lonas foram distribuídos para atender casas destelhadas. Os Bombeiros informaram ainda que enfrentam dificuldades para atender a demanda, mas que entre 7 e 10 dias o serviço deve ser normalizado.

Saúde

Segundo o secretário de Saúde de Florianópolis, Carlos Daniel Moutinho, 12 unidades de saúde foram afetadas na Capital, sendo 50% das unidades no Sul da Ilha. Até por volta das 11h ele ainda não havia conseguido contato com a unidade da Costa da Lagoa e da Caeira da Barra do Sul.

O balanço na manhã desta segunda indica que 13 unidades de saúde seguem se luz, sendo nove no Sul da Ilha. Além disso, cinco unidades estão sem água. A secretaria optou por recolher vacinas em alguns pontos para evitar que elas estraguem. 

Unidades abertas

Conforme Moutinho, a UPA Sul está funcionando normalmente. O local sofreu alguns danos  nos forros e chegou a ficar sem luz, mas o gerador funcionou e a unidade retomou o serviço. A UPA Norte também teve prejuízos estruturais nos forros e alguns vidros quebrados, mas segue aberta. 

Já a unidade de saúde do Campeche foi destelhada. A empresa que faz a manutenção não está conseguindo atender a demanda.

Uma estimativa inicial indica prejuízo na casa dos R$ 150 mil. 

 Educação

A secretaria de Educação de Florianópolis informou que das 134 unidades da Capital, 34 foram atingidas e tiveram estragadas de grande e médio porte. O caso mais grave é na E.D. Retiro da Lagoa, em que houve destelhamento geral e grande destruição. Uma árvore caiu sobre a unidade da Costa da Lagoa, quebrando telhas e ainda não foi removida. No total, são 13 unidades de educação infantil e ensino fundamental sem atendimento, principalmente na região do Sul da Ilha e Leste, e duas com atendimento parcial.

O secretário de Educação,  Rodolfo Pinto da Luz, destacou a urgência no restabelecimento da energia, principalmente nas creches, onde são armazenados os alimentos da merenda. 

Defesa Civil

Uma das principais preocupações da Defesa Civil é com a liberação de recursos. O órgão solicitou que os setores façam o quanto antes o levantamento sobre os prejuízos para que tenham acesso a recursos do Estado e da União. 

O representante da Defesa Civil Estadual e o da Defesa Civil Municipal, Luiz Eduardo Machado, explicaram que existe um prazo de até dez dias para a comprovação dos prejuízos, tantos públicos como privados, para que o órgão possa preencher os documentos e as pessoas tenham acesso a liberação ao fundo de garantia (FGTS).

O Prefeito Cesar Souza Junior, explicou  que o trâmite depende de aprovação de órgãos estaduais e federais.

— Para isso precisamos do reconhecimento do Estado. Não é um processo fácil e dependemos da comprovação dos prejuízos econômicos e estruturais, conforme a legislação federal — explicou.

 A Defesa Civil explicou que os prejuízos econômicos públicos devem ultrapassar os 2,77% da receita líquida anual do município, o que equivale a cerca de R$ 40 milhões. Já os prejuízos econômicos privados devem ultrapassar 8,33% da receita corrente líquida do município, cerca de R$ 125 milhões. O prefeito acredita que deve chegar ao número:

— Com certeza vamos nos aproximar disso, além dos danos materiais, tem todo o prejuízo com o comércio fechado — disse.

Em conjunto com a Assistência Social, a Defesa Civil informou que nenhum morador requisitou abrigo. Quem precisou sair de casa em razão dos estragos acabou buscando ajuda de amigos e parentes.

Em razão dos prejuízos com a ventania, o prefeito Cesar Junior decretou situação de emergência em Florianópolis. As rajadas de vento entre a noite de sábado e a manhã de domingo superaram os 100km/h.

Infraestrutura e Obras

O secretário Rafael Hahne explicou que estão tendo dificuldades em tapar os buracos nas ruas emergencialmente pois o fornecedor de asfalto também foi prejudicado e continua sem luz. A usina própria da Prefeitura foi atingida por uma árvore e e está sem energia. 

No final da reunião,  Cesar Souza Junior informou que irá na tarde desta segunda visitar as regiões mais atingidas e um nova reunião foi marcada para a próxima sexta-feira, às 10h, no gabinete do prefeito.



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