Padre Antônio Taliari
Jornalista (DRT 3847/SC)
Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR
M E N S A G E M
de Amor, Esperança e Fé
Apocalipse não é sinônimo de ‘desastre’, como fizeram crer certa literatura apocalítica e alguns filmes sensacionalistas, mas ‘revelação’ de uma realidade desconhecida. As palavras de Jesus revelam o sentido da realidade presente. Tiram o véu que nossos erros e medos interpuseram entre nós e a realidade, para podermos ver aquela verdade que é a palavra definitiva de Deus sobre o mundo. É preciso estar atentos e distinguir: apocalítico e escatológico não são a mesma coisa! Apocalítico é um estilo, uma corrente espiritual, uma maneira de ver as coisas; escatológico é o último, o final, o definitivo, o plenamente acabado!
A primeira intenção dos evangelistas é mostrar que não estamos caminhando para o ‘fim’ no sentido de destruição, mas para o ‘fim’ no sentido de finalidade e acabamento. A dissolução do mundo velho é criação do mundo novo. Lucas, além disso, mostra a estreita relação entre a meta final e o caminho atual. Como assim? Deus realiza o seu designo na história com todas as suas contradições. O mistério da morte e ressurreição de Jesus, plenitude do Reino, continua na vida dos discípulos missionários, onde a cruz no segmento é condição de ressurreição. A cruz do presente é semente da glória futura. Jesus não mata nenhuma curiosidade a respeito do futuro. Nós lhe perguntamos ‘quando’ será o fim e quais os seus ‘sinais’ e ele não responde. O que ele veio ensinar-nos é muito mais sério e decisivo. Ele veio ensinar-nos que o mundo tem em Deus o seu início e o seu fim e nos convida a viver o presente com um olhar voltado para o início e outro, para o fim. Esta é a única ótica que dá sentido à vida que escorre sobre os nossos olhos. Jesus quer nos livrar daquelas ânsias e medos que acompanham a história da humanidade e prejudicam mortalmente a personalidade humana.
O homem é o único animal que sabe da morte e se deixa guiar pelo medo da morte. A morte triunfa sempre que queremos salvar-nos a todo custo e tornamo-nos prisioneiros do egoísmo. Jesus nos oferece a alternativa de viver confiando no Pai, numa atitude de dom e amor própria de quem já venceu a morte. Nos primeiros versículos do ‘grande apocalipse’, os discípulos missionários querem saber ‘quando’ se dará o fim do Templo, que, para eles, é o fim do mundo. Na realidade, não é o fim do mundo. É um acontecimento histórico exemplar, símbolo de todo momento de crise. É um desafio para aquele que crê, chamado a testemunhar aqui e agora o Senhor.
Os pretensos sinais de fim são ingredientes normais da nossa história. A novidade é que, na história da salvação, está se abrindo uma nova página com a ‘entrada dos pagãos’. O verdadeiro sinal de que o Reino está próximo é o testemunho dos discípulos missionários que seguem o seu Senhor nesse mundo contraditório, fazendo dele lugar de salvação para todos! Lc 21,12-19, por sua vez, contém aquelas palavras do Senhor que, quando Lucas escreveu o seu Evangelho, já tinha acontecido. Neste sentido, a situação da Igreja de Lucas não é muito diferente da nossa. O que realmente interessa ao evangelista é ensinar os seus leitores, individuais e, sobretudo, comunidades, a ler a história à luz do mistério da morte e ressurreição de Jesus.
A primeira realidade que os discípulos missionários terão que enfrentar é a perseguição. Os discípulos missionários foram perseguidos ‘antes’ da destruição de Jerusalém e o serão ao longo da história. O que importa é a participação no mistério do Filho do Homem entregue por sua fidelidade.
14/11/16 – Seg: Ap 1,1-4;2,15 – Sl 1 – Lc 18,35-43
15/11/16 – Ter: Ap 3,1-6.14-22 – Sl 14 – Lc 19,1-10
16/11/16 – Qua: Ap 4,1-11 – Sl 150 – Lc 19,11-28
17/11/16 – Qui: Ap 5,1-10 – Sl 149 – Lc 19,41-44
18/11/16 – Sex: Ap 10,8-11 – Sl 118 – Lc 19,45-48
19/11/16 – Sáb: Ap 11,4-12 – Sl 143 – Lc 20,27-40
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