Padre Antônio Taliari
Jornalista (DRT 3847/SC)
Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR
M E N S A G E M
de Amor, Esperança e Fé
Neste, Domingo de Todos os Santos, o Evangelho de Mateus 5,1-12a, conta que Jesus como Moisés, sobe à montanha e, sentado como mestre comunica a ‘Nova Lei’ aos discípulos missionários, semente do povo de Deus que ele veio renovar. Declara ‘felizes’ aqueles que nós consideramos ‘infelizes’.
É uma revolução total, a sua renovação, o Reino de Deus que ele anuncia aproximar-se de nós. O Sermão da Montanha estende-se por três capítulos. É a ‘constituição’ do Reino: declara seus cidadãos, estipula sua condição, apresenta seus critérios.
Um exegeta, o jesuíta italiano Silvano Fausti, apresenta sete chaves de leitura para entrarmos na riqueza desses capítulos:
1ª Cristológica: É uma autobiografia de Jesus, revelando sua face de Filho;
2ª Teológica: Mostram que Deus é seu Pai, igual e diferente dele;
3ª Antropológica: Pintam o rosto do homem realizado, feito à imagem do Pai;
4ª Soteriológica: Salvam-nos da mentira e do fracasso definitivo;
5ª Eclesiológica: Desenham as linhas da comunidade dos filhos que vivem como irmãos;
6ª Escatológica: Desvelam a verdade última da realidade;
7ª Moral: Convidam-nos a ‘agir’ de acordo com o que ‘somos’, vivendo a nossa identidade de filhos no Filho.
Alguns estudiosos dizem que o Sermão da montanha é uma ‘Catequese Batismal’. Na Igreja Antiga, Mateus era considerado o ‘Evangelho do Catequista’. Aqui temos a ‘Regra de Vida’ dos filhos e filhas que renascem no Filho, pela ‘Fé’ e pelo ‘Batismo’. Não se trata de uma nova lei, mais implaticável que a antiga. Trata-se de um coração novo, aquele prometido pelos profetas. O que Jesus afirma aqui é o que ele vive em todo tempo e lugar, e comunica a todos os que se dispõem a segui-lo na condição de discípulo missionário. As palavras não são Leis, que julga, condena e mata, mas evangelho. Não são exigências tanto mais elevadas quanto mais impossíveis, mas o dom do seu Espírito, que, transformando nosso coração, nos torna filhos e irmãos. Não só. Jesus não só diz; ele faz o que diz. Mais ainda. Ele nos dá o que nos diz.
Na verdade, Mt 4,23 a 9,35 foram uma grande inclusão. Na prática, isso significa que o Sermão da Montanha e a narração dos nove milagres e um exorcismo formão uma unidade. A palavra dos capítulos 5 a 7 tem o poder de renovar-nos como mostram plasticamente os capítulos 8 e 9: purifica a nossa vida; torna-nos capazes de servir; liberta-no do medo; do mal; do pecado; da doença e da morte; torna-nos capazes de ver e de anunciar o Reino de Deus.
Uma nova mora? Sim e não. Não, no sentido do moralismo, que transforma o evangelho em lei e a lei em canga. Sim, no sentido que temos no Sermão da Montanha, um ‘indicativo’ transformado em ‘imperativo’. O Filho que se tornou um de nós nos faz ser o que somos: filhos chamados a viver como irmãos. Este é o único dever do ser humano: tornar-se o que é. Senão, decai ao que não é. Passa a viver uma vida vegetativa, ou vira pedra na vidraça dos outros!
07/11/16 – Seg: Tt 1,1-9 – Sl 23 – Lc 17,1-6
08/11/16 – Ter: Tt 2,1-8.11-14 – Sl 36 – Lc 17,7-10
09/11/16 – Qua: Ex 47,1-2.8-9.12 ou 1Cor 3,9c-11.16-17 – Sl 45 – Jo 2,13-22
10/11/16 – Qui: Fm 7-20 – Sl 145 – Lc 17,20-25
11/11/16 – Sex: 2Jo 4-9 – Sl 118,1-2.10-11.17-18 – Lc 17,26-37
12/11/16 – Sáb: 3Jo 5-8 – Sl 111 – Lc 18,1-8
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