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Gás de cozinha aumenta até 3,9% em SC

Quarta, 02 de novembro de 2016

 

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Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS
 Após a Petrobras alterar os contratos de fornecimento do gás liquefeito de petróleo (GLP) junto às distribuidoras na semana passada, o gás de cozinha fica mais caro em Santa Catarina a partir desta terça-feira, 1. Segundo a estatal, não se trata de reajuste, mas de uma nova política de preços (leia mais abaixo). No Estado, o ato Cotepe/ICMS nº 20 de 21 de outubro, que aumentou a tributação em R$ 0,15 por quilo, também influenciou na alta.  

De acordo com a última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, referente ao período entre 23 e 29 de outubro, o botijão de 13 quilos de gás de cozinha estava custando em média R$ 55,61 no Estado catarinense — valor do ponto de venda, que não considera a entrega. O Sindicato dos Revendedores de Gás em Santa Catarina (Sinregás-SC) estima que as distribuidoras do Estado pratiquem aumentos entre R$ 1,17 e R$ 2,18 em cima desse valor. 

Conforme o o presidente-executivo do Sinregás Jorge Magalhães de Oliveira, que lembra que no país esse reajuste tem chegado a até R$ 4, o aumento será diferente em cada região de Santa Catarina. 

— Nós não recomendamos nenhum valor às distribuidoras, porque incentivamos a livre iniciativa e a livre concorrência. Mas esses dois fatores, da Petrobras e o COTEPE, que alterou o valor da média ponderada e resultou em 33 centavos de imposto a mais que o Estado cobra por butijão, são os responsáveis pelo aumento.

Nova política de preços

A mudança na política de preços anunciada pela Petrobras inclui taxas pelo uso da infraestrutura da estatal, ou seja, pagarão mais caro as distribuidoras que usam tanques de armazenagem da empresa. Confira na íntegra o posicionamento da Petrobras:

"A Petrobras não fez qualquer mudança na tabela de custos do GLP, que continua tendo a mesma tarifação.

No entanto, a companhia alterou os contratos de fornecimento de GLP com as distribuidoras para melhor refletir custos de logística que tipicamente deveriam por elas ser cobertos, mas que eram suportados pela companhia. Na prática, está se reduzindo subsídios às distribuidoras de GLP. É um movimento semelhante ao que foi realizado há dois anos para os contratos de fornecimento de diesel e gasolina.

O impacto estimado pela Petrobras sobre os preços do botijão de 13 kg, que é a referência para uso residencial, é de R$ 0,20 por unidade, na média do país. Isso representa 0,36% no preço de um botijão que custe R$ 55,00, por exemplo. De acordo com cálculos internos, o impacto máximo, desconsiderando a média nacional, não ultrapassará R$ 0,70 por botijão nos preços cobrados pela Petrobras às distribuidoras. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. A companhia não tem qualquer ingerência na precificação final adotada por distribuidoras e revendedores de combustíveis.

Esse movimento é importante para evitar distorções e estimular investimentos na cadeia de logística. Um exemplo é a estocagem: nas entregas feitas por cabotagem, muitas vezes o GLP é armazenado em tanques da Petrobras. O preço cobrado de quem usa a infraestrutura da companhia era o mesmo aplicado a clientes que não usam. A partir de agora passa a ser diferenciado, sendo inferior para quem dispõe de infraestrutura própria ou carrega o GLP direto do navio da cabotagem, estimulando as distribuidoras a investirem em armazenamento. Há exemplos similares no uso de dutos e de estações de carregamento de GLP da companhia."

http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2016/11/gas-de-cozinha-aumenta-ate-3-9-em-sc-8110343.html



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