Uma batalha pesada está de volta à rotina de Lara Cristina Lang, de 12 anos, moradora de São Bento do Sul. Apesar da pouca idade, ela recomeçou, pela terceira vez, uma luta para vencer a leucemia. A família ainda está abalada com a notícia, recebida na segunda-feira dos médicos do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, onde a menina faz o tratamento. Mesmo assim, já se organizou em busca de recursos financeiros e, também, de mobilização: criou uma página no Facebook chamada Vamos Ajudar a Lara, para incentivar pessoas a se cadastrarem no banco de doadores de medula óssea. Desta vez, além das sessões de quimioterapia, Lara terá de começar a busca por um doador, pois os médicos disseram que ela terá de fazer transplante.
A chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a uma em um milhão, segundo informações do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc). Bem por isso, quanto mais pessoas se cadastrarem, mais chances têm quem sofre com a doença.
Lara é uma guerreira e sua batalha contra a leucemia começou há nove anos. Descobriu a doença pela primeira vez aos três aninhos. Enfrentou longas sessões de quimioterapia e exames. Anos depois, a doença voltou e a família encarou novamente um tratamento. Desta vez, ela estava há oito meses livre da leucemia. Mas, de repente, muitas dores nas pernas e cansaço acenderam o alerta da família. Exames realizados na segunda-feira comprovaram as suspeitas: a leucemia LLA estava de volta.
— Aqui em casa estamos arrasados. O exame mostrou que 94% das células estão contaminadas. Serão mais 104 semanas de tratamento. Mas é preciso buscar forças e a Lara nos dá muita energia para a gente. Mas nesta semana até ela está meio caidinha, pois sabe o que tem pela frente, sabe o sofrimento que vai passar — conta o pai, Jaime Lang, de 58 anos.
O retorno da doença mexe, principalmente, no emocional. Mas a economia da família também sofre. São gastos com combustível nas viagens para Curitiba, refeições , exames e, algumas vezes, hospedagens. Jaime tem uma pizzaria ao lado da casa onde mora, mas com a doença da filha o empreendimento acaba ficando em segundo plano. A mulher dele, Divone Alves Domingos, de 40 anos, largou o trabalho para acompanhar os tratamentos da menina no Paraná.
Para enfrentar esta nova etapa, a família recebeu de presente uma moto CG Titã e está fazendo uma rifa para arrecadar dinheiro. Cada bilhete custa R$ 25. Quem quiser comprar ou ajudar a vender pode entrar em contato com Jaime pelo telefone (47) 9113-5835. Também é possível ajudar a família com depósitos em uma conta no banco Itaú: agência 0806; conta 42464-4.
— Eu faço um apelo para que as pessoas se cadastrem para doar medula óssea. É um ato tão simples, não dói. Mas pode curar uma dor imensa de muitas famílias. É um gesto maravilhoso. Só quem passa por isso sabe o tamanho do sofrimento — diz Jaime.
Como se tornar um doador
- Você deve ter entre 18 e 55 anos de idade e estar saudável.
- Será retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5 ml).
- Seu sangue será tipado para HLA, que é um exame de laboratório para identificar sua característica genética.
- Seu tipo de HLA será colocado no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome)
- Quando aparecer um paciente, sua compatibilidade será verificada. Se for compatível, outros exames de sangue serão necessários.
- Se a compatibilidade com o paciente for confirmada, você será consultado para decidir quanto a doação.
- Seu atual estado de saúde será avaliado.
- Para se cadastrar é só procurar um Hemocentro ou Banco de Sangue mais próximo a sua residência.
Fonte: Hemosc
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