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Quanto custa a vida e a felicidade

Sábado, 24 de setembro de 2016

 

Por Pedro Alberto Skiba

“À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás” (Michel Eyquem de Montaigne)

Todos tem direito a vida e não direito a tirá-la, embora o livre arbítrio deixe que cada um decida. O fato é que a vida e os valores estão banalizados. Diariamente nos noticiários narrativas de crimes horrendos e fúteis. São assaltantes que matam por alguns trocados. São vingadores que não acreditam na justiça, embora ela tenha surgido exatamente para acabar com a vingança. Não existe causa que justifique o ato. Além do que sofremos com estas tragédias existem aquelas provocadas por aqueles que atentam contra a própria vida. Recentemente vários episódios tem ilustrado as reportagens policiais e deixado estarrecidos familiares e amigos. São pessoas que tem atentado contra a própria vida, e levado junto com seu ato outras preciosas de filhos e mulher. Até tentam justificar deixando cartas e mensagens. Desemprego, falta de dinheiro, dívidas. É aí que perguntamos quanto vale a vida e a felicidade? Será que tem preço. Disse Jean Girandoux “Os heróis são aqueles que tornam magnífica uma vida que já não podem suportar”. Ora, dívida se negocia, se paga e até pode deixar de pagar, mas não se troca pela vida. Nenhum credor seu quer receber este pagamento a este preço. Emprego pode faltar,  a vontade de fazer algo e as oportunidades estão em todos os cantos e os exemplos de pessoas que se deram bem após perder um emprego são inúmeras. Desespero nenhum justifica tirar o dom da vida e ainda levando consigo outros que sequer tiveram a oportunidade de se defender, de decidir. Se você não suporta mais suas dores, pense nas dores e recordações, saudades e questionamentos  que deixará para os seus. Não pode existir covardia maior. Falta dinheiro? Já imaginou neste mundo todo quantas pessoas bem menos favorecidas que você estão sofrendo fome, mutilações, abandonando suas famílias por imposição de tiranos mas sem perder as esperanças. Olhe o exemplo das Paralimpíadas, a superação de pessoas cegas, sem pernas, sem braços, e que renascem a cada disputa a cada conquista. São pessoas cuja conquista maior é enfrentar os desafios, participar e mostrar que estão vivas. Se todos se acovardassem e sentissem que não servem mais e resolvessem atentar contra suas próprias vidas, perderíamos um espetáculo que só eles podem nos proporcionar e vibrar com os seus sorrisos. Citando Jun Rohn, um palestrante motivacional americano que prega: “Se você começa a trabalhar em suas metas, suas metas começam a trabalhar em você. Se você começa a trabalhar em seu projeto, seu projeto começa a trabalhar em você. Qualquer que seja a coisa boa que construímos, ela acaba por nos construir” A felicidade não está só no ter, na aparência e nas conquistas. A felicidade  está no viver, no conviver, no repartir. Será que para você felicidade é apenas um corpo sarado, a beleza física, um bom saldo bancário, dinheiro no bolso, uma bela casa e um bom carro? Pobre! Aí sim você está mostrando quão pobre é  que nem todos os tesouros do mundo podem substituir sua ganância e seu egoísmo.  Também não acredite que felicidade é apenas trocar a mulher mais velha, a companheira, por uma mais nova e que te de prazer apenas na cama. Isto também é efêmero. Não fuja dos problemas da forma mais covarde que existe. Siga o conselho do Papa João XXIII: “Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este meu dia sem querer resolver os problemas da minha vida de uma vez”

Críticas,  comentários e sugestões: paskiba@gmail.com



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