Equipes da Polícia Civil e do setor de inteligência do 17º Batalhão da Polícia Militar de Joinville detiveram no fim da manhã desta quarta-feira uma adolescente que afirmou ter participação direta na morte de Pâmela da Silva Gonçalves, de 14 anos.
O assassinato de Pâmela chocou a cidade no fim de semana. A menina foi assassinada com requintes de crueldade, possivelmente na noite de sábado. Seu corpo foi encontrado na madrugada de domingo perto da Estrada Timbé.
Os delegados Dirceu Silveira Júnior e Wanderson Alves Joana, da Delegacia de Homicídios, ouviram a adolescente de 17 anos durante a tarde. Ela foi detida em um imóvel invadido no Residencial Trentino, na zona Sul da cidade. A jovem disse ter feito o disparo na cabeça que levou a vítima à morte e também ter participado da tortura.
Os delegados ainda aguardam laudos periciais, mas acreditam que é possível que muitas lesões corporais encontradas em Pâmela tenham sido feitas em vida: a adolescente tinha marcas de queimadura pelo corpo, inclusive a sigla do PGC gravada nos braços e no abdômen. Além disso, ela teve uma das mãos cortadas e dentes arrancados.
A motivação apresentada para o crime foi briga de facções. A jovem apreendida afirmou "não ter sido batizada", mas que tem envolvimento com um grupo, e que Pâmela tinha envolvimento com uma facção rival.
O delegado Dirceu ainda afirmou que a menina morta não tinha passagens criminais, mas havia saído recentemente de uma clínica de reabilitação por causa do envolvimento com drogas. Agora, a investigação busca os outros envolvidos na morte de Pâmela.
— Há pelo menos três outras pessoas, todas maiores de idade. Já estamos com a investigação bem avançada — garante Dirceu.
Como a primeira suspeita do crime é menor de idade, o inquérito será compartilhado entre a Delegacia de Homicídios e a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso. Uma medida judicial para sua internação já foi expedida e ela ficará à disposição da investigação.