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Em SC, grupos organizam excursão para caçar pokémons em segurança

Sábado, 06 de agosto de 2016

Febre mundial, jogo de celular chegou ao Brasil na quarta-feira (4).
Criaturas virtuais foram vistas até na Ponte Hercílio Luz, interditada.

 
Bianca Toniol encontrou pokémons no trapiche da Lagoa (Foto: Bruno Hanklobo/Arquivo Pessoal)Bianca Toniol encontrou pokémons no trapiche da Lagoa (Foto: Bruno Hanklobo/Arquivo Pessoal)

A chegada da febre mundial Pokémon Go ao Brasil mudou a rotina dos catarinenses - até de quem não é fã de jogos. Por ruas, praças, pontos turísticos e universidades, desde a noite de quarta-feira (3) é cada vez mais comum ver jogadores que, com celular na mão, se aglomeram para "capturar" criaturinhas virtuais.

Em Florianópolis, há relatos de pokémons vistos em locais como o Terminal de Integração do Centro (Ticen), no mar (há pokémons 'marinhos'), na Avenida Beira-Mar Norte, na Lagoa da Conceição, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Na noite de quarta, o G1 detectou a presença dos bichinhos até na Ponte Hercílio Luz - que está interditada e, portanto, inacessível.

Na tarde desta quinta (4), jogadores se reuniam na Praça XV de Novembro, no Centro de Florianópolis, onde acontecia uma "PokéStop". As PokéStops são pontos fixos em que os treinadores podem coletar periodicamente e gratuitamente alguns itens para o jogo, como pokébolas e incensos (veja no vídeo acima).

O primeiro encontro de treinadores de pokémon já está marcado para o dia 13 em frente à Catedral Metropolitana.

Até o reitor da UFSC, Luiz Cancellier, postou em seu perfil fotos dos alunos no encalço do Pokémon na tarde desta quinta no campus da universidade.

Comerciantes aproveitam a onda
A perseguição a Bulbassauros, Skuirtele, Pikachu, Charmander, Nidoran, Ekans é usada por comerciantes que desejam atrair caçadores de pokémons para seus estabelecimentos. EmBlumenau, no Vale do Itajaí, uma cafeteria alertou os frequentadores: “Temos café, Wifi e Pokémon”.

Uma cervejaria na capital indicava também, em uma placa: “Pokémons são bem-vindos, mas não podem beber cerveja”.

Cervejaria de Florianópolis colocou placa para atrair jogadores de Pokémon Go (Foto: CozaLinda/Divulgação)Cervejaria de Florianópolis colocou placa para atrair jogadores de Pokémon Go (Foto: CozaLinda/Divulgação)

Excursão para caçar pokémons
Os mais ansiosos por reunir os apaixonados pelo jogo se anteciparam, como o casal de blogueiros Bruno Hanklobo e Bianca Toniol, que relata na internet a jornada da caça às criaturinhas virtuais. Eles organizam um passeio na Lagoa da Conceição para este fim de semana em clima de "caçada".

“A ideia do jogo é te colocar em movimento, sair pela rua, pelo mundo em busca de pokémons. Só na quarta à noite, eu e minha esposa capturamos 20 no quintal de casa, outros cinco pokémons na nossa cozinha”, diverte-se Bruno, que no fim da quarta-feira (4) havia pego 79 pokémons. “Temos três ginásios, locais de batalha dos Pokémons, perto de casa, um deles bem na frente do local onde moramos”, contou.

Bruno está em busca de pokémons no trapiche da Lagoa (Foto: Bianca Toniol/Arquivo Pessoal)Bruno estava em busca de pokémons no trapiche da Lagoa (Foto: Bianca Toniol/Arquivo Pessoal)

Segurança
A preocupação do casal não é apenas dar vazão à paixão por games, mas também jogar com segurança. Eles encontraram na praça do bairro um amigo que feriu a perna ao caminhar pela rua olhando apenas para o celular.

Bruno fotografou  canela do amigo Adilson que se feriu jogando no celular (Foto: Bruno Hanklobo/Arquivo Pessoal)Bruno fotografou canela do amigo que se
feriu jogando no celular (Foto: Bruno Hanklobo
/Arquivo Pessoal)

“Outro ralou a testa em uma árvore. Por isso, queremos reunir amigos para sairmos na captura em segurança, uns avisando aos outros dos perigos”, contou.

Para quem pretende se aventurar no jogo, Bruno dá uma dica: “A maioria dos ‘PokeStop’ estão em igrejas, em instituições de ensino e em grafites, as arte de rua”, diz.

“Os incensos inclusive servem para atrair mais e mais pokémons para o jogo”, explicou Bruno. Um shopping de Florianópolis divulgou fotos dos monstrinhos que já foram vistos na praça de alimentação, nos corredores, estacionamentos e até no balcão da bilheteria do cinema.

Histórias de captura
O estudante Lucas Duarte, de 22 anos, relatou os pokémons que mais encontrou em Florianópolis. “O que eu mais achei foi o Zubat. E Pidgey também é bem fácil”. Como ele, a estagiária de design de inovação Júlia Munhoz, de 24 anos, está fascinada com a novidade.

Júlia já tem uma coleção de monstros em menos de 24h de jogo (Foto: reprodução)Júlia já tem uma coleção de monstros em menos de
24h de jogo (Foto: Reprodução)

Na noite de quarta-feira, ela já havia capturado 46 monstros. “Eu estava na [Avenida] Beira-mar, encontrei vários lá. Talvez o mais raro foi o Dratini. Com certeza foi o mais difícil de pegar, porque ele ficava fugindo”.

Na coleção de pokémons capturados por Júlia, os mais comuns eram Pidgey, Eevee e Oddish. Nos mares de Florianópolis, o monstro mais comum é o Magicarp, seguido do Tentacool.

“Tem vários ginásios espalhados pela cidade, a maioria com personagens bem fortes”, disse. “Meu namorado pegou um inclusive, no Armazém Vieira. Aqui na [Rua] Lauro Linhares tem um monte de ginásio!”, relatou.

Estratégia
Antes mesmo da chegada do jogo ao Brasil, o educador físico Gean Lucas de Oliveira criou um grupo no Whatsapp para reunir amigos da academia onde trabalha para falar de Pokémon - e assim antecipar as estratégias para dominar o jogo.

"Estamos em 9 amigos no grupo, para pegarmos o mesmo time no jogo e juntos conquistarmos os ginásios. Além disso, vamos disseminando informações sobre o jogo", explicou. 

Jogo motivou Polícia Militar de Santa Catarina a emitir recomendação (Foto: Polícia Militar de Santa Catarina/Divulgação)Jogo motivou Polícia Militar de Santa Catarina a emitir recomendação (Foto: Polícia Militar de Santa Catarina/Divulgação)

 

Gean Lucas de Oliveira criou um grupo para falar de Pokémon (Foto: Gean Oliveira/Arquivo pessoal)Gean Lucas de Oliveira criou um grupo para falar de Pokémon (Foto: Gean Oliveira/Arquivo pessoal)

 

 

Estudantes da UFSC capturavam pokémons na tarde desta quinta (4) em Florianópolis (Foto: Bianca Amorim/RBS TV)Estudantes da UFSC capturavam pokémons na tarde desta quinta (4) em Florianópolis (Foto: Bianca Amorim/RBS TV)

 

Casal passou a tarde no trapiche da lagoa caçando monstros (Foto: Arquivo pessoal)Casal passou a tarde no trapiche da lagoa caçando monstros (Foto: Arquivo pessoal)

G1


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