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Como conhecer o histórico do seu candidato


Pesquisa feita pelo Instituto Mapa, contratada pelo Grupo RBS, revelou que 45,5% dos eleitores catarinenses não acompanham o desempenho ou ações do candidato depois que ele é eleito. No total, apenas um em cada 10 eleitores cobra que os políticos cumpram com o que prometeram. O diagnóstico, apresentado em junho deste ano, preocupa especialistas, que alertam para a importância do exercício de pesquisa, análise e observação dos candidatos, tanto previamente como pós-eleição.Além dos números em si, o resultado da pesquisa aponta que, apesar de parecer simples, o ato de acompanhar a rotinado político eleito está longe de fazer parte do dia a dia da maioria dos eleitores no Estado.


O advogado, mestre em Direito Público e professor de Direito Constitucional e Eleitoral Ruy Samuel Espíndola explica que o cidadão precisa ser muito crítico na hora devotar. Identificar se o candidato conseguirá cumprir com o que promete, qual o real comportamento do político frente à comunidade e, sobretudo, se existe coerência entre o discurso e a prática são algumas das reflexões que podem guiar a decisão do eleitor na hora de ir às urnas.

— É sempre bom perguntar: você deixaria aquele candidato cuidar da sua família, mesmo que por instantes? Ou ainda, se você poderia fechar um negócio com ele em segurança,se ele tem formação moral e intelectual para te representar — sugere.

descrédito do eleitor catarinense em relação à política e aos políticos pode justificar esse desinteresse tão significativo.Só em Santa Catarina, de acordo com a pesquisa Mapa,44,9% dos eleitores não acreditam na política local. Além disso,um em cada quatro votantes não lembra quem escolheu para representá-lo.

— (Acompanhar) é o modo do eleitor punir ou recompensar o candidato e os partidos nas próximas eleições. É importante que o representante se sinta vigiado por eleitores e, claro, por órgãos de controle — avalia o professor do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina Tiago Borges.

Sem negar a importância de o empenho e do crivo atento do colegiado, Borges ainda destaca que essa conduta não faz peso suficiente na balança se a fiscalização por parte dos órgãos oficiais não for eficiente. Para ele, o Ministério Público, as polícias e qualquer outro órgão de fiscalização precisam funcionar adequadamente para que o círculo seja completo.

— A importância de acompanhar o trabalho de um político reside em duas necessidade. A primeira é ética e a segunda é em questão a políticas públicas produzidas. É preciso estabelecer um controle e criar no representante a sensação de que ele poderá não ter êxito nas urnas — destaca o professor.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de SC, Cesar Abreu, ressalta que valorizar o voto e fiscalizar a atuação dos eleitos é essencial para que a democracia seja exercida de forma eficaz e plena em nosso país.

— É preciso valorizar os partidos políticos e buscar se identificar com a sua ideologia.Pouco importa se você é de direita, de esquerda ou de centro. O que importa é quevocê é honesto e nutre o desejo sincero de escolher o melhor representante para a sua comunidade — conclui.

 

DC



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