Os exames de triagem neonatal, o chamado Teste do Pezinho, feitos em bebês catarinenses serão encaminhados para análise no Paraná a partir deste mês. Eles serão realizados na Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), instituição vinculada à Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR), referência nacional na área. Além de tentar solucionar os problemas de abastecimento _ desde o ano passado o Estado enfrenta dificuldade na realização dos exames por falta de kits _ a iniciativa deve reduzir gastos com os testes.
O valor que o Ministério da Saúde repassava para Santa Catarina realizar os testes anualmente era em torno de R$ 3,5 milhões e neste ano estava previsto para o Estado dar contrapartida de cerca de Rid="mce_marker"0 milhões para pagar o fornecedor. Com a mudança, o valor repassado pelo governo federal será remanejado para a Secretaria da Saúde do Paraná, que adquire os produtos direto do fabricante por custo bem mais baixo. Ou seja, a mudança irá gerar economia anual estimada em R$ 10 milhões para o governo de SC.
— O teste do pezinho agora será totalmente financiado pelo Ministério da Saúde. Um dos objetivos também é regularizar toda a realização dos exames, pois tínhamos um fornecedor único dos insumos — diz o superintendente de vigilância em Saúde da Secretaria Estadual, Fábio Gaudenzi..
O superintendente reforça que o prazo para os resultados _ até o 15º dia de vida do bebê, conforme orientação _ deve ser mantido, mesmo com os testes sendo encaminhados ao laboratório paranaense. O envio das amostras da triagem neonatal pelos municípios, por meio de Sedex, é resultado de uma parceria com os Correios. E, a partir de agora, além dos pais receberem o resultado impresso no posto de saúde, terão uma senha para acessar o resultado no celular ou no computador, conforme destaca Gaudenzi.
O atendimento das crianças portadoras de alterações e a confirmação do diagnóstico também continuarão a cargo do serviço de referência estadual, o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis.
O alinhamento à política do Programa Nacional de Triagem Neonatal prevê a realização dos exames preconizados, como hipotireoidismo congênito e anemia falciforme. A partir de agora, não será mais feito o teste de galactosemia _ doença hereditária quando o corpo não consegue metabolizar galactose em glicose. A justificativa é que o exame mostrou-se inapropriado para o diagnóstico precoce desta rara doença.
Segundo matéria do G1, os primeiros problemas na realização dos testes começaram em dezembro do ano passado. Em Santa Catarina, o teste compreende sete exames, mas, na maioria dos casos, o estado estava fazendo apenas dois deles. O sangue dos recém nascidos até era coletado, mas quando as amostras chegavam ao Laboratório Central, em Florianópolis, o exame completo não era feito devido a falta do kit.
DC