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Motorista relata momentos de pavor antes de colidir com ônibus na serra


Motorista relata momentos de pavor antes de colidir com ônibus na serra jean balbinotti/Agencia RBS

Ônibus ficou sem freios e quase desceu um penhasco às margens da rodovia

Foto: jean balbinotti / Agencia RBS

comerciante Renato Steil, 48 anos, e a esposa dele, Alexandra Steil, 41, vão levar algum tempo para esquecer a tarde deste domingo, na subida da Serra Dona Francisca, em Joinville. É que quando trafegavam em direção a São Bento do Sul, na altura do km 16 da SC-418, Renato e Alexandra viram um ônibus descendo em baixa velocidade e desgovernado

Renato, que dirigia o carro, um Renault Logan, tentou desviar. Puxou o veículo para o lado direito da pista, próximo à grade de proteção. Mesmo assim, não conseguiu evitar a colisão e o ônibus parou em cima do motor do carro, a centímetros de distância dele e da mulher, e muito próximo de um penhasco.

Momentos depois, cercado por repórteres e com um sentimento de incredulidade, Renato afirmou:

— Graças a Deus, estamos vivos. Na hora, só pensei em tirar a minha mulher do carro. Meti o pé na porta de trás (depois da batida) e sai correndo com ela porque tinha óleo espirrando para todos os lados. Fiquei com medo de que pudesse explodir.


Renato só pensou em sair do carro e salvar a mulher



Por sorte, não houve explosão e nenhuma morte no acidente que aconteceu por volta das 16h30. O ônibus, que é de propriedade do ambulante Cléber Ricardo Rodrigues, 38, transportava 13 pessoas, incluindo o motorista, Benedito Lindo, 55. Todos moram em Bauru (SP). Ninguém ficou gravemente ferido. 

Benedito e Alexandra foram encaminhados a hospitais de Joinville e de São Bento para avaliação, mas saíram do local sem ferimentos graves.

Assustado, Cléber (foto abaixo) disse que ouviu um estampido dentro do ônibus momentos antes da batida. O veículo perdeu os freios e só parou quando encostou no carro de Renato. Segundo ele, o ônibus tem quase 30 anos de uso e estava com as revisões e a documentação em dia.

Cléber mostra o local em que estava sentado no ônibus


— Quando eu saí do ônibus, deu uma tremedeira danada. Não conseguia acreditar. Parecia que eu estava flutuando — recorda Cléber, que teve apenas algumas escoriações no rosto.

De acordo com ele, o veículo trafegava em baixa velocidade, no máximo a 40 km/h, e quando foi contornar uma curva fechada, a cerca de 500 metros do mirante, ele ficou sem controle e passou a descer a pista de lado.

— O motorista fez o que pôde para segurar. Ainda bem que estão todos vivos — afirmou, olhando para o penhasco logo abaixo do local do acidente.

O trânsito na rodovia permaneceu fechado por cerca de três horas. Após a retirada do ônibus e do carro, por volta das 18h30, osbombeiros de Campo Alegre fizeram a limpeza da pista, que ficou encharcada de óleo e combustível. 

O grupo de ambulantes se deslocava para Joinville e planejava ficar na cidade por alguns dias. Depois, iria para outras cidades. Agora, sem o ônibus e muitas bolsas na mão, os ambulante terão de recomeçar. Nem por isso estavam tristes. Eles só agradeciam por terem recebido uma nova chance na vida.

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