Padre Antônio Taliari
Jornalista (DRT 3847/SC)
Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR
Neste, 22º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho de Lucas, mostra que o fermento dos fariseus enche o ser humano de desejos de roubo e maldade. Não o leva a ser mais, mas a querer ter sempre mais. Acaba como um hidrópico, que transforma em água podre tudo o que come e bebe. Cresce tanto que não consegue mais passar pela porta estreita. O fariseu leva essa situação ao extremo, mas, na verdade, essa é a situação de todo ser humano: ninguém pode se salvar a si mesmo; todos só podemos ser salvos por Deus, todos, menos o auto suficiente, que não quer saber da mão estendida, pois tem a pretensão de se salvar sozinho. Neste Evangelho, Jesus mostra o espírito novo de quem é curado da hidropisia. Esse espírito é a humildade, o contrário daquele protagonismo dos hidrópicos, pequenos e grandes, que escolhem os primeiros lugares no banquete da vida. Ao fermento dos fariseus Jesus contrapõe o pão partilhado do Reino. Não são normas de civilidade ou táticas mais ou menos inteligentes: é a revelação do julgamento de Deus, cujos critérios são muito diferentes dos nossos. Jesus escolheu o último lugar, se fez servo de todos e se humilhou até o ponto de ser jogado na terra. Somos chamados a fazer o mesmo, se quisermos ser seus amigos e ser reconhecido como tais. Somos convidados a ocupar o último lugar, que é o lugar do Filho. O Filho não teme a ocupar o último lugar, pois sabe que ocupa o primeiro no coração do Pai! É por isso que o Pai ama os últimos e nós também devemos amá-los. Na verdade, só eles participam do banquete do Reino, aquele que a Misericórdia prepara para o Filho perdido que voltou à casa do Pai. É a lição do Magnificat. Cura-nos do inchaço do ‘ego’ para viver de Deus. Liberta-nos dos delírios de onipotência. Limpa nossos olhos. Só assim podemos ver como Deus age na história. Só o humilde dá glória a Deus e de Deus recebe glória, pois só ele reconhece o próprio nada e sabe que tudo lhe vem de Deus. O soberbo, hidrópico da própria falsa imagem, dá glória de si mesmo e resiste Àquele que lhe dá tudo. A humildade, disse a grande doutora da Igreja, Santa Tereza de Ávila, é a verdade do homem, húmus que Deus iluminou com Sua glória. Mas é também a verdade de Deus, que, sendo amor, não pode ser soberbo. Em Deus, a humildade não é uma virtude, que dá sempre a ideia de uma conquista, mas o específico do Deus que se revelou em Jesus de Nazaré. Ao invés de se encher e se inchar e subir como um balão, Ele se esvaziou, mergulhou na terra, colocou-se a serviço de todos até à morte e morte de cruz. Por isso, diz o hino cristológico pré-paulino da carta aos Filipenses, foi-lhe dado um nome que está acima de todo nome. Só o humilde pode conhecer a Deus, só Deus pode conhecer o humilde! Um santo dos tempos modernos ensina que a finalidade de todo apostolado é levar as pessoas à humildade! A humildade, com a humilhação e a pobreza, é o distintivo de Cristo. O cavaleiro Santo Inácio de Loyola dizia: são as cores da sua bandeira. A bandeira do inimigo ostenta as cores opostas: soberba, vanglória e riqueza. É preciso escolher debaixo da bandeira de qual senhor queremos servir.
02/09/13 – Seg: 1Ts 4,13-18 – Sl 95 – Lc 4,16-30
03/09/13 – Ter: 1Ts 5,1-6.9-11 – Sl 26 – Lc 4,31-37
04/09/13 – Qua: Cl 1,1-8 – Sl 51 – Lc 4,38-44
05/09/13 – Qui: Cl 1,9-14 – Sl 97 – Lc 5,1-11
06/09/13 – Sex: Cl 1,15-20 – Sl 99 – Lc 5,33-39
07/09/13 – Sáb: Cl 1,21-23 – Sl 53 – Lc 6,1-5
Seja um participante fiel, na sua Igreja, ofereça o Dízimo!