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Secretaria da Agricultura incentiva produção de milho em Santa Catarina

Quarta, 15 de agosto de 2012

 


Florianópolis -
Enquanto os Estados Unidos anunciam uma queda de 102 milhões de toneladas na safra de milho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento brasileiro anuncia safra recorde do grão com uma produção de 22,5 milhões de toneladas. Este número representa um aumento de 71% em relação à safra 2010/2011. Em Santa Catarina, a produção de milho é de 3,6 milhões de toneladas, valor que não acompanha o consumo estadual do grão, que é de 5,3 milhões de toneladas. Para fomentar o plantio e atender a demanda de milho no Estado, a Secretaria da Agricultura e da Pesca desenvolve o Programa Terra-Boa, que fornece sementes de milho aos pequenos agricultores.

 

Até o final de julho, o programa disponibilizou mais de 60 mil sacas de sementes de milho, 235 mil toneladas de calcário e 1,5 mil kits forrageiras. A expectativa é de que, em 2012, o Terra-Boa entregue aos pequenos agricultores catarinenses 270 mil toneladas de calcário, 220 mil sacas de sementes de milho e 3 mil kits para produção e manejo de pastagens.

 

O programa fornece os insumos de forma subvencionada. A Secretaria da Agricultura entrega ao agricultor até cinco sacas de semente de milho e, ao final da colheita, o agricultor devolve para cada saco de semente quatro sacos de milho comercial, no caso das sementes de média produtividade. Quando a semente fornecida é de alta produtividade, o produtor devolve nove sacos de milho comercial para cada saco de semente.

“O valor comercial das sementes é muito maior. Uma saca no mercado custa o equivalente a R$ 230, no mínimo, para semente de alta produtividade. Para sementes de média produtividade, o valor comercial gira em torno de R$ 130. Com a subvenção da Secretaria, o agricultor vai pagar respectivamente R$ 158,40 e R$ 70,40. O agricultor sai ganhando”, informa o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues.

 

O secretário destaca que, com o Programa, a produção de milho aumenta de forma gradativa em Santa Catarina. “O Governo do Estado distribui, por ano, 220 mil sacas de sementes, o equivalente, no mínimo, a 1,6 milhão de toneladas do grão. Todas sementes são da melhor qualidade”, confirma João Rodrigues.

 

Outro insumo importante para os agricultores é o calcário, que neutraliza o PH do solo. No Terra-Boa, cada tonelada de calcário entregue ao produtor equivale a três sacas de milho. João Rodrigues explica que, até o final do mês de julho deste ano, foi fornecido mais calcário do que em todo o ano passado. “O Terra-Boa é popular entre os agricultores. Todos conhecem os bons resultados obtidos com a utilização dos insumos fornecidos”, afirma.

 

A tonelada do calcário custa, em média, R$ 72. Porém, com o subsídio do Governo, o preço cai para R$ 52. “Cada agricultor pode receber, no máximo, cinco sacos de semente de milho e 30 toneladas de calcário. O minério pode ser retirado via cooperativa ou direto da mina. Neste caso, o preço diminui, mas o produtor fica responsável pelo transporte da mineradora até sua propriedade”, destaca o diretor de Cooperativismo e Agronegócio, Paulo Von Dokonal.

 

Para aumentar a produção de leite e carne a base de pasto, o programa Terra-Boa oferece financiamento de um kit, composto por corretivos, fertilizantes, sementes, inoculantes (uma bactéria que fixa o nitrogênio do solo). São mais de 70 opções de produtos de alta qualidade para melhorar a qualidade do solo. O pasto crescerá, produzindo mais massa verde, possibilitando assim que mais vacas sejam alimentadas por hectare. “Com o aumento de vacas, a produção de leite também aumenta, ajudando na subsistência do agricultor”, explica o diretor.

 

Este kit contém série de insumos. Sua composição varia de acordo com projeto técnico elaborado pelo escritório municipal da Empresa de pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Cada kit atende 1 hectare por produtor, ao custo de R$ 1,5 mil por kit/ha. “O Terra-Boa Forrageiras é um ótimo incentivo para produção de leite e carne à base de pasto. Quando a pastagem é tratada como lavoura pode-se produzir até 10 vezes mais carne e leite por hectare”, ressalta Von Dokonal.

 



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