A Seicho-No-Ie em São Bento do Sul
Anadil Pereira Liberato, com dez anos de casada ficou totalmente paralítica por esclerose múltipla. Sem cura, a mandaram, os médicos, para Curitiba, a fim de que morresse lá para que a família não tivesse a triste situação de vê-la morrer em casa. Ficou por três meses no Hospital das Clínicas. Na expectativa de ainda haver uma cura, ela foi levada a Florianópolis, donde a devolveram a São Bento do Sul, sem esperança alguma de sarar. Assim ela ficou vinte anos em cadeira de rodas. Certo dia conheceu a Seicho-No-Ie num programa de televisão através das apresentações de Flávio Cavalcanti – a Cidinha Campos fez alguns comentários. Flávio Cavalcanti, após isso, introduziu esta filosofia no Rio de Janeiro. Anadil Pereira Liberato partiu à procura da Seicho-No-Ie. Através da filha Rosane Aparecida, descobriu a Seicho-No-Ie em Florianópolis, para onde Anadil foi levada de ônibus, toda amarrada, por causa de sua paralisia. Lá participou de uma palestra. Só palestra. Pensou que iria receber remédios, mas foi só palestra que nem mesmo sobre doenças tratou. Voltou para casa e começou a praticar a Seicho-No-Ie fazendo a meditação e lendo os livros. Foi a Ibiúna, no Estado de São Paulo, onde existe a academia espiritual da Seicho-No-Ie. Como começou a ficar boa, prometeu que, se se recuperasse completamente, traria esta filosofia a São Bento do Sul – e foi o que aconteceu. Comprou a sala para a organização e mobilhou-a. Fez o curso de preletora, palestrante oficial desta organização, e assim muitas e muitas pessoas de São Bento do Sul já foram beneficiadas através da Seicho-No-Ie. Tudo graças a grandíssima colaboração de Seu Telêmaco, o esposo.
Natural de Campo Alegre. Veio a São Bento do Sul com sete anos de idade. Estudou na escola Orestes Guimarães. A severíssima professora Baselisse foi sua diretora. Neste estabelecimento ela fez o Curso Normal Regional Professor Roberto Grant, que, naquele tempo, formava professores para o Curso Primário. Concluído o curso, ela passou no exame para estudar Educação Física em Florianópolis com bolsa governamental, mas seu pai não a deixou fazer o curso. Naqueles tempos, filha só saía de casa depois de casada. Anadil casou com Telêmaco Liberato, funcionário da Exatoria Estadual – e que sempre muito, em tudo, com ela colaborou dentro do lema: amar o próximo como a si mesmo, mas primeiro o próximo mais próximo de si mesmo.
O que é a Seicho-No-Ie
Esta organização filosófica nasceu no Japão, donde conserva as características fundamentais, através de Masaharu Taniguchi. Ela defende a ideia da Imagem Verdadeira, ou seja, Deus – como Ser absolutamente perfeito – fez tudo certo: nada daquilo que foi criado é mau, na verdade tudo é bom. É assim que os pecados e as doenças, de fato, não existem. O homem é que destrói as coisas ao entrar no mundo das ilusões e não procurar a Imagem Verdadeira de Deus que existe em tudo. A Seicho-No-Ie procura ensinar a Verdade, a Imagem Verdadeira de Deus, e nega os aspectos puramente fenomênicos que são meras ilusões. O nome Seicho-No-Ie, traduzido para o português, significa: Lar do Progredir Infinito. É o mesmo que diz Cristo ao afirmar: “Sede vós, pois, perfeitos como perfeito é vosso Pai que está no céu”. Isso significa procurar, permanentemente, a perfeição sem jamais parar e assim negar todos os erros; e doenças, pecados e complexos de culpa são meros erros fenomênicos que devem ser combatidos pelo conhecimento da Imagem Verdadeira. Há, para isso, abundante literatura e muitos preletores dos mais eficientes.