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Um deles governará São Bento do Sul

Segunda, 09 de julho de 2012

Confira o que eles responderam sobre diferentes questões do município

 

São Bento – Mais um pleito municipal se aproxima e São Bento do Sul tem quatro candidatos disputando a vaga de prefeito para a gestão 2013/2016. Magno Bollmann, do PP, é o atual prefeito e concorrerá à reeleição pela coligação denominada “Juntos, Vamos Seguir Mudando”, que conta com o apoio dos partidos DEM (que ofereceu o vice, o médico e vereador Antonio Tomazini), PSDB, PDT, PTN, PTC, PPS, PSC, PRB e PR. O jovem médico Fernando Tureck (PMDB) disputa sua primeira eleição e tem como vice o empresário do comércio Arildo Gesser (PT) - a coligação é denominada “Pra frente São Bento”, composta ainda por PTB, PTdoB, PRP, PV, PCdoB e PSDC.

Flávio Schuhmacher, atual vice-prefeito, concorre pelo PSD e tem como vice o atual vereador Marco Viliczinski em chapa pura – com o slogan “Renovar para Crescer”. Quem disputa novamente as eleições municipais é Rogério Fossati (PSOL), tendo como vice Marcio Rodrigo Fuckner – “PSOL é governo, sim. PSOL é governão!” é o slogan do partido. 

As perguntas respondidas pelos quatro candidatos foram encaminhadas simultaneamente e tiveram o mesmo prazo para devolução e o mesmo espaço concedido para as respostas. Diferentes lideranças, pessoas da comunidade e da nossa Redação foram responsáveis pelos questionamentos. Saiba, primeiramente, quem são os candidatos com seus breves currículos.

 

FERNANDO TURECK

 

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(Foto Elvis Lozeiko/Evolução/Arquivo)
 

Natural de São Bento do Sul, filho do ex-prefeito Genésio Tureck, formado em Medicina pela PUC-PR, com residência em clínica médica pela Universidade Federal de São Paulo. Presidente do PMDB desde 2011, sigla pela qual concorre à prefeitura de São Bento. Ele tem 31 anos.

 

FLÁVIO SCHUHMACHER

 

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Natural de São Bento do Sul, 41 anos, filho de Marcos e Elisamir Schuhmacher, casado com Lilian Weiss Schuhmacher, pai de Carolina Weiss Schuhmacher e Mariana Weiss Schuhmacher. Engenheiro agrônomo e mestre em Ciência do Solo, graduação e mestrado pela UFPR. Sócio-diretor da Components Importação e Exportação Ltda e da Building Products Brasil Ltda. Atual vice-prefeito de São Bento do Sul.

 

MAGNO BOLLMANN

 

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Atual prefeito de São Bento do Sul, 68 anos. Empresário, engenheiro agrônomo e pós-graduado em Engenharia Ambiental. Fundador e diretor da empresa Planagro Turismo Ecológico Ltda. Proprietário e criador do Centro de Lazer e Educação Socioambiental Parque Natural das Aves, em Rio Natal. Vereador de 1988 a 1992 e de 1993 a 1996. Em 1994, foi candidato a deputado estadual. Em 1990, atuou na Constituinte da Lei Orgânica Municipal. Foi também secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente. Também coordenador do Consórcio Intermunicipal Quiriri.

 

ROGÉRIO FOSSATI PINTO

 

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56 anos, natural de Pelota/RS, mora há 12 anos em São Bento e trabalha na Empresa Municipal de Habitação (Emhab). Casado com Alina del Carmen Cowen de Pinto. Filhos Verónica del Carmen, Rebeca e Diego. Rogério é arquiteto, formado na Universidade Federal de Pelotas. Graduado em Tecnologia Mecânica – Produção Industrial de Móveis pela Udesc – São Bento do Sul e pós-graduado em Engenharia de Produção pela Udesc – Joinville.

 

OS QUESTIONAMENTOS

JONNY ZULAUF –  As comunidades mais evoluídas estão constituindo Observatórios Sociais, que é a sociedade organizada observando a administração pública. Se instituído aqui, como vê a relação com este observatório, críticas, denúncias e disponibilidade de informações?

FERNANDO TURECK – É importante a participação da sociedade civil organizada, com representantes de todas as parcelas da população, na fiscalização, controle e complementação das atividades do poder público. Uma parceria da prefeitura com organizações sociais, sem conotações partidárias, que objetivassem a fiscalização da gestão do município iria contribuir para a maior transparência e eficácia da gestão. Podemos afirmar que teríamos uma relação muito tranquila com este tipo de observatório, uma vez que todas as suas críticas e sugestões contribuiriam para o correto direcionamento da prefeitura.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Os observatórios são fundamentais ao desenvolvimento das cidades - estive no início de nossa gestão visitando o modelo de Maringá, que é um excelente exemplo. Uma característica importante é continuidade, um projeto apartidário e consecutivo, o que não acontece na administração que passa. As cidades não podem mudar de rumo ao mudar o prefeito, o que é bom e planejado deve ser contínuo. Destaco também a composição do observatório, importa contar com pessoas de diferentes áreas e formações e não somente com pessoas ligadas a entidades de classe. O grupo deve ter acesso livre às informações do Executivo, servindo à população como instrumento importante de acompanhamento do desenvolvimento da cidade.

MAGNO BOLLMANN – Os Observatórios Sociais já são uma realidade no Brasil, como se vê desde 2006 em Maringá ou mesmo recentemente em Itajaí. Com a nova Lei de Acesso à Informação, regulamentada há pouco mais de um mês, é provável que sejam criados observatórios sociais em muitas outras cidades. Esperamos que a sociedade local também crie o seu Observatório Social, iniciativa esta que contará com o apoio de nosso governo municipal.  

ROGÉRIO FOSSATI – Dr. Jonny, O PSOL propõe ampla participação de todos os segmentos da população na condução das políticas públicas. O controle da probidade administrativa é de todos. Portanto, desejamos um observatório participativo e colaborador. Nosso discurso, em todos od momentos que viemos a público, é que não somos superficiais como aqueles que só propõem reduções de impostos sem a constatação e controle da aplicação destes. Antes deve ser pesado qual é a arrecadação de um órgão público e onde esta arrecadação é aplicada. É bandeira nacional do PSOL a redução da dívida pública para termos maior erário para as áreas de saúde, educação, etc. Queremos verdadeiras instituições comprometidas com o bem comum e a inserção social. Havendo comprometimento com estes princípios, estaremos juntos.

 

OTAIR BECKER –  Qual será a política, ou o plano, para melhorar a acessibilidade de deficientes físicos em nossa cidade?

FERNANDO TURECK – Um governo comprometido com a inclusão social não pode esquecer de proporcionar acessibilidade para todos os seus cidadões. Durante a nossa administração vamos elaborar e implantar o Plano Municipal de Trânsito e Acessibilidade, com a construção de novas rampas de acesso e travessias elevadas, além de trabalhar  na manutenção e retirada de obstáculos das vias públicas e calçadas. Teremos também políticas voltadas para a inclusão e acessibilidade não apenas de pessoas com mobilidade reduzida, mas também para deficientes auditivos e visuais.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Primeiro ouvir os portadores de necessidades especiais, uma vez que ninguém pode dar melhor contribuição do que as pessoas que hoje se sentem prejudicadas com a atual situação. Além disso, a acessibilidade para os portadores de mobilidade reduzida deve começar pela melhoria daquilo que já compete à administração municipal. Em primeiro plano, devemos criar diversos pontos ao longo das vias públicas de guias rebaixadas, com travessia preferencial aos portadores de mobilidade reduzida. Isto apresenta pequeno impacto financeiro dentro da estrutura municipal e um importante ganho de autonomia ao portador de mobilidade reduzida. A construção de calçadas em todas as unidades municipais é imprescindível, bem como a ampliação da parceria e orientação aos proprietários de imóveis para implantação e conservação de calçadas.

MAGNO BOLLMANN – A política pública em prol da acessibilidade já é traçada por decreto federal desde 2004 e é por isso que implantamos em nosso governo o transporte coletivo para cadeirantes, o piso táctil para os deficientes, os acessos especiais em calçadas e os semáforos para cegos em braile. Muito ainda precisa ser feito e para isso vamos tornar conhecidas de todos os órgãos públicos e da população em geral as normas para promoção da acessibilidade e zelar pelo cumprimento destas normas. Além disso vamos dotar todas as esquinas possíveis de rebaixamento das guias, dotar os prédios da municipalidade de acessibilidade - um bom exemplo disso são as novas instalações do Centro Administrativo na antiga Móveis Leopoldo, bem como todos os edifícios que estão sendo construídos ou reformados. Combater os obstáculos dos passeios públicos através de orientação dos munícipes e da fiscalização. Continuar cobrando dos projetos de edificações particulares, os dispositivos de acessibilidade previsitos na legislação para os novos e os existentes quando de reforma ou troca de proprietário. Rever a localização das vagas especiais do estacionamento rotativo.

ROGÉRIO FOSSATI – Senhor Otair, de público venho manifestar minha admiração por tudo que ouço sobre sua gestão pública: obras, obras e mais obras. Sei que não estávamos do mesmo lado político na época da exceção em nosso país, mas em plena democracia, somos unidos na procura da gestão eficiente e eficaz. A acessibilidade é matéria essencial em minha formação acadêmica. Preocupei-me com ela até na execução de minha casa. Mas não só farei por ela, como já fiz. Encaminhei ao secretário de Planejamento em fevereiro de 2010, e após falta de resultado ao promotor de Justiça, solicitação de fiscalização de calçada mal executada em nossa cidade. Passe-me um e-mail para rfparquiteto@yahoo.com.br que terei prazer em mandar estes documentos escaneados. A obra ainda está mal executada.

 

FERNANDO MALLON – Além das obras de infraestrtura, que são necessárias ao desenvolvimento de uma cidade, é certo que somente com educação de qualidade um município cresce de forma ordenada. Afinal de contas, um grande chamariz de novas empresas é a mão de obra qualificada. O ensino fundamental é obrigação constitucional dos municípios. A diversificação do parque fabril já é uma realidade, e existem diversos outros segmentos industriais que podem migrar para cá. Como o candidato pretende atuar no desenvolvimento da educação em nível médio profissionalizante e ensino superior em São Bento do Sul?

FERNANDO TURECK – O surgimento de novas tecnologias, bem como a criação de indústrias dos mais diversos segmentos em São Bento, tornam necessária a qualificação e especialização da mão de obra. É importante uma parceiria entre as indústrias e a prefeitura no sentido de avaliar e verificar as principais demandas para cada setor e em seguida propiciar os cursos técnicos adequados em parceira com Senai e Cefet. Apesar do ensino superior não ser obrigação do município, vamos ampliar o número de bolsas parciais ou integrais disponibilizadas através de convênio entre a prefeitura e universidades da região, possibilitando o ingresso na universidade.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Por meio de parcerias entre Município, Estado e União iniciou-se um forte trabalho de desenvolvimento de oportunidades de formação, seja técnica seja de nível superior - o Cedup e o IFET são exemplo disso. É preciso dar especial atenção para que esses programas entrem em atividade o mais rápido possível. Paralelamente deve-se buscar dentro da nossa sociedade as principais vocações e identificar potenciais novas áreas de desenvolvimento econômico proporcionando formações específica. O apoio ao projeto de incubadora tecnológica e outras ações como ampliação do programa de bolsas de estudo, disponibilização de prédios e salas para ensino de extensão também são fundamentais.

MAGNO BOLLMANN – Pretendemos dar continuidade às ações em prol do ensino profissionalizante já desenvolvidas em nosso governo. É preciso dizer que desde 2009 aumentamos o custeio dos cursos promovidos pelo Senac via CDL e demos início à realização de cursos do Senai via Acisbs. Estas duas iniciativas, somadas à primeira turma do ProJovem, somam mais de 2,5 mil alunos beneficiados. As principais medidas em execução, no entanto, são a criação de duas escolas públicas profissionalizantes em São Bento do Sul. Articulamos com os governos estadual e federal a criação do Cedup (Centro de Educação Profissional) no Parque São Paulo e do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina) no bairro Centenário, ambos com terrenos doados pela prefeitura municipal.

ROGÉRIO FOSSATI – Caro Fernando, como tanto sofrestes a acusação na campanha de 2008 de seres responsável pela violenta redução dos postos de trabalho em nossa cidade! E o PSOL estava ali, em campanha, adversário, mas coerente na sua luta: “Criar postos de trabalho não é responsabilidade do prefeito. Muito menos obstruir esta criação. No que puder apoiar como gestão municipal, apoiaremos”. Comparando trabalho com educação, continuaremos com o apoio possível do Município ao ensino naqueles níveis que não são obrigações constitucionais dele. Perguntamos para o senhor: houve redução do número das bolsas de estudo proporcionada pelo atual governo municipal, comparado com a sua gestão anterior?

 

OSVALDO ZIPPERER – Quais suas prioridades de planejamento para obras  e de onde virão os recursos para viabilização?

FERNANDO TURECK – Queremos realizar um planejamento de longo prazo. Apesar de um mandato eletivo durar 4 anos, devemos agir pensando em 40. Temos que romper o vício de alguns políticos que ajem pensando apenas em realizar aquilo que pode ser inaugurado em seu mandato. O senhor Osvaldo Zipperer, que faz esta pergunta, quando prefeito teve a visão de realizar planejamento com visão de longo prazo, haja visto que hoje seu plano diretor ainda nos serve como guia. Nossa aproximação com o governo federal através de nosso vice, Arildo Gesser, nos dá a certeza que com os projetos certos conseguiremos os recursos para construir as obras, principalmente relacionadas à mobilidade urbana, que São Bento tanto precisa.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Primeiro é preciso terminar o que está em andamento. O planejamento está arrolado ao plano de desenvolvimento que vai identificar as necessidades mais próximas. Hoje há demandas imediatas, as áreas da saúde e trânsito são exemplos disso. Os recursos, sempre que possível, devem ter origem nos governos estaduais e federais mas para isso é preciso urgentemente valorizar mais os profissionais da área de engenharia e projetos da prefeitura. A ampliação da capacidade desses departamentos é fundamental na busca de recursos. Muito dinheiro deixa de ser aproveitado por falta de tempo para contornar as burocracias do sistema. Obviamente o Executivo Municipal precisa fazer sua parte, reduzindo custos e ampliando a capacidade própria de investimento também necessária nas contrapartidas. Para isso destaco a necessidade de enxugar a máquina e reduzir a estrutura do governo. Sou favorável a eventuais parcerias público privadas, para situações específicas como, por exemplo, na construção de uma nova rodoviária fora do centro de nossa cidade.

MAGNO BOLLMANN – A prioridade de obras para a próxima gestão será de obras de infraestrutura urbana destacando a pavimentação de ruas de nosso município, priorizando as ruas dos bairros. Para isso, além de recursos próprios do município, buscaremos financiamento junto aos bancos federais e estaduais, e parceria com a comunidade para viabilização das obras. Também para viabilização destas obras, iremos promover a redução do custo de implantação com a execução direta das obras, tais como tubulação de drenagem, terraplenagem e sub-base. Ainda nas obras de infraestrutura serão  prioridades as obras de esgoto sanitário, abertura de novas vias (continuidade do contorno central e acesso norte), calçadas e ciclovias. Além dessas, daremos continuidade às obras para educação e saúde como construção e ampliação de escolas, creches e postos de saúde.

ROGÉRIO FOSSATI – Senhor Osvaldo, repare que primeiro o senhor fala em planejamento para posteriormente falar em recursos. Bem, o senhor está vendo Planejamento em São Bento do Sul? Honestamente, se não há planejamento, para que institucionalizar a ausência. A criação de um Instituto do Planejamento em São Bento do Sul não terá com resultado planejamento e, sim, burocratização: mais cargos para exaurir o erário municipal. E de maneira alguma gerará recursos. Nós fomos à Câmara Municipal, assim que implantaram a Tribuna Livre, ainda na gestão 2005-2008, propor ao plenário dos vereadores o encaminhamento ao Executivo de solicitação de projeto de, no mínimo, três vias no sentido Leste-Oeste entre a SC 301 e a Rua Augusto Wunderwald.  Cadê o projeto?

 

ODENIR WEISS – Dentro do seu plano de governo está previsto terceirização de alguns serviços, como manutenção de ruas, calçadas, praças e jardins?

FERNANDO TURECK – Vamos buscar medidas para aumentar a eficiência e eficácia da prefeitura, sem que haja prejuízo à população ou aos servidores municipais. Para melhorar a qualidade dos serviços prestados pela prefeitura precisamos valorizar e incentivar os servidores efetivos, seja através da correta remuneração, seja através de equipamentos de qualidade para realizar a sua função.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Hoje já existem alguns serviços terceirizados na administração. É importante avaliar o desempenho das áreas e os custos onde existe, se forem mais eficientes devem até mesmo ser ampliados. Alguns trabalhos eventuais são bons exemplos, mas deve-se observar as competências pois alguns serviços não podem ser terceirizados por impedimento legal.

MAGNO BOLLMANN – O Plano de Governo prevê melhorias na manutenção de ruas, calçadas, praças e jardins, e a terceirização poderá ser utilizada, mas dentro de limites que a legislação impõe e após o devido aproveitamento dos servidores públicos municipais estáveis. Os serviços de manutenção de vias, praças e jardins hoje são executados pelo município. Os serviços de manutenção de calçadas, podas, roçadas, entre outros, já são  terceirizados. Ao longo do tempo, pretende-se de, forma gradativa, a terceirização de diversos serviços, como a manutenção de vias pavimentadas. Não existe a previsão de terceirização dos serviços de varrição (das “Margaridas”) e nem do patrolamento, embora a exploração do saibro já seja também terceirizada.

ROGÉRIO FOSSATI – Senhor Odenir, somos completamente contra subterfúgios da iniciativa privada (como criações de Oscips para atuar em setor público) para engessar e enfraquecer o poder que é de todos. A manutenção de ruas, calçadas, praças e jardins é algo, para quem quer, tão simples de executar que qualquer bom governo municipal pode atender a contento. Atualmente a limpeza dos prédios públicos está terceirizada. Não achamos que seja algo a ser mudado. Na empresa em que trabalho, Empresa Municipal de Habitação – Emhab, no começo da atual gestão, houve terceirização do serviço de mão-de-obra para construção. No ano seguinte, 2010, licitou novo contrato. Hoje, 2012, este serviço está sendo executado por pessoas ocupando cargos comissionados. Por quê?

 

DANIEL LUTZ (Sindusmobil) – Nossa pergunta como representante da classe moveleira de São Bento é: com o novo cenário apresentado em São Bento do Sul, após uma verdadeira crise do setor e ainda vivendo uma fase de recuperação, em que as empresas moveleiras tiveram que se readaptar a um novo momento, buscando no mercado interno uma alternativa, sabendo ainda que o setor é intensivo em mão de obra e retém boa parte dos empregos da cidade, bem como que a volta para o mercado interno gera um número expressivo de recolhimento de ICMS – e que desse número 25% retornam ao município –, temos uma política de incentivos a novos negócios e instalação de novas empresas, o que pode ser feito ou que incentivos podem ser oferecidos para as empresas do setor moveleiro ou ainda de que forma estas empresas podem contar com a administração municipal?

FERNANDO TURECK – É importante a administração municipal oferecer incentivos e benefícios para atrair novas empresas para gerar empregos e renda. Mas não podemos esquecer das empresas já instaladas aqui, que ao longo de sua história contribuíram para o desenvolvimento de São Bento, especialmente as do setor moveleiro. Queremos que a prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, atue de forma conjunta com os diversos setores da indústria na busca do apoio necessário para que os empregos e renda continuem sendo gerados aqui. Criaremos também uma  agência de fomento ao micro e pequeno empreendedor local, para que este possa encontrar na prefeitura o apoio necessário para continuar o seu crescimento.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Não deve ser exclusividade do setor moveleiro e sim de todas indústrias instaladas em nosso município o apoio da administração. Recebo inúmeras reclamações de empresários locais que têm dificuldade de auxílio e sabem dos benefícios que as empresas novas recebem ao se instalarem. O Executivo deve oferecer suporte, principalmente na manutenção de acessos e a disponibilização de material para o pátio, tratando todos de maneira igual, criando Projeto de Lei que permita atender todas as empresas do município sem burocracia. Suporte técnico na busca de licenciamentos e linhas de financiamentos, apoio às entidades de classe que buscam novos mercados, ajuda para realização e participação de feiras setoriais, suporte a programas de desenvolvimento da indústria local como, por exemplo, o Arranjo Produtivo Local dos móveis. Também deve-se destacar a formação de mão de obra especializada para o setor.

MAGNO BOLLMANN – O fomento a novos negócios foi a grande realização de nosso governo, tanto que voltamos a crescer e a empregar mão de obra, o que tinha deixado de ocorrer em anos passados. Continuaremos a incentivar novos empreendedores, agora com um moderno instrumento jurídico, que é a Nova Lei Municipal de Incentivo Econômico (Lei 2.723), em vigor desde fevereiro de 2011. Várias formas de incentivo estão previstas nesta lei. Reconhecemos o setor moveleiro como prioridade pela sua importância no nosso movimento econômico. Apoiaremos o sindicato e o APL do setor moveleiro com objetivo de trabalhar e divulgar a marca Biomóvel, a Móvel Brasil, apoiaremos novos empreendimentos e fortalecimento dos demais,  tudo com o apoio e a participação ativa – e hoje prevista em lei – do Codesbs (Conselho de Desenvolvimento Econômico de São Bento do Sul).

ROGÉRIO FOSSATI – Senhor Daniel, mesmo com título de arquiteto, no ano seguinte ao que chegamos a São Bento do Sul, 2001, já estávamos cursando Tecnologia Mecânica no campus da Udesc em nossa cidade. Apesar das grandes indústrias de nosso município, o setor de maior referência na produção local era o moveleiro. Como o senhor bem constata, foi a resistência das lideranças empresariais de nossa cidade em acompanhar as mudanças do mercado que trouxeram tanto prejuízo à produção moveleira local. As instituições empresariais são-bentenses estão cuidando disso? Da agilidade dos líderes em corresponder corretamente às mudanças? Quanto a uma gestão municipal, tudo que a lei permita será feito para alavancar a produção local. Ah, e ProJovem com licitação!

 

DANIEL LUTZ (ADES) – Como a ADES – Agência de Desenvolvimento Econômico e Social, bem como os projetos e apoios por ela oferecidos, como o de informatização do sistema de saúde municipal, são vistos pelo candidato?

FERNANDO TURECK – A participação da comunidade e da sociedade civil organizada é muito importante para que o governo municipal possa complementar a sua área de atuação. Pretendemos aumentar a parceria com a ADES (Agência de Desenvolvimento Econômico e Social), principalmente na informatização do sistema municipal de saúde, para que possamos além de melhorar a qualidade do atendimento médico com o prontuário eletrônico, implantar nosso novo sistema de agendamento de consultas nos postos de saúde do município.

FLÁVIO SCHUHMACHER – A informatização é fundamental no sistema municipal para melhor gerir os recursos financeiros e o atendimento da própria secretaria. Para isso deve-se ampliar e melhorar o sistema permitindo aos usuários o agendamento eletrônico nos próprios bairros. O prontuário disponível no sistema permite economia facilitando diagnósticos e evitando repetição de exames. Importa verificar a transferência de tecnologia e a segurança das informações, bem como treinamento dos funcionários de carreira da própria secretaria.

MAGNO BOLLMANN – Os recursos do terceiro setor são muito bem vindos para complementar uma série de projetos de no município. A través da parceria com a Astran a saúde passa a contar com um sistema informatizado que integra todas as unidades de saúde, mais a central de distribuição de medicamentos, almoxarifado e a própria secretaria, criando assim um prontuário eletrônico. Trata-se do maior avanço já realizado em São Bento do Sul quando falamos em informatização da saúde, pois através desta integração os profissionais médicos poderão verificar de qualquer uma das 20 unidades de saúde do município o prontuário de um paciente, os medicamentos já receitados, a quantidade de medicamentos entregues ao paciente, e os prazos para entrega de novos medicamentos, além de verificar os exames solicitados e já realizados, o que deverá gerar uma economia de até 30% nestes procedimentos. A Astran, já investiu R$ 256 mil  na aquisição de 128 computadores, 79 impressoras e mais diversos equipamentos como 28 leitores biométricos que serão utilizados para a identificação de cada paciente na rede pública de saúde. Os equipamentos e o sistema já estão disponíveis e o banco de dados está sendo alimentado devendo ser concluído até o final do ano.

ROGÉRIO FOSSATI – Considero haver investimentos de maior envergadura a ser feito pela ADES do que a informatização do Sistema Municipal de Saúde. Isso não deveria sofrer ingerência de outras entidades. A Saúde é pública e de sua informatização o poder público é que tem que cuidar. Com a redução dos custos de hardware em nosso país, mais motivos temos para defender o cuidado pelo poder público de sua própria informatização. Programas pontuais, como investimentos em áreas de especialização para o município se tornar referência no campo da saúde é que devem ser motivos de estudo destas ingerências. 

 

EVANDRO MÜLLER DE CASTRO – A Acisbs está propondo a execução de um projeto viário para todo o Município, feito pelo Instituto de Planejamento Urbano, sem “achismos” e características amadoras, integrado com o Plano Diretor de mobilidade Urbana. Sua opinião?

FERNANDO TURECK – A mobilidade urbana será um dos principais temas desta campanha. Hoje a frota de veículos em São Bento ultrapassa 40 mil veículos e estudos realizados em outras cidades indicam que o número de veículos deve dobrar nos próximos 5 anos. Já enfrentamos um trânsito complicado e caótico hoje. Precisamos realizar um planejamento de longo prazo, envolvendo todos os setores da comunidade para definir as soluções para os projetos viários. Dentro deste contexto, acho extremamente salutar ampliar esta discusão para um grupo maior, envolvendo entidades de classe e profissionais capacitados para planejamento de trânsito no sentido de envolver e comprometer a sociedade na busca por esta solução.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Viabilizar a execução imediata do plano, buscando apoio das próprias entidades de classe para busca de recursos. Quanto mais tempo levar até a busca de uma solução ou confecção de um projeto futuro ousado, mais caro e moroso será a execução do mesmo.

MAGNO BOLLMANN – O projeto de lei de criação do Instituto de Planejamento Urbano já está pronto e a Proposta de Orçamento de 2013 vai para a Câmara de Vereadores já contemplando o Instituto, ou seja, ele será uma realidade em breve e seu primeiro grande desafio será entregar nas mãos de técnicos competentes o planejamento urbano, incluída aí a mobilidade urbana, que é a nossa prioridade máxima, visando dar mais fluidez e segurança ao nosso trânsito, que, devido ao aumento crescente da frota de veículos, tornou-se um dos principais problemas da nossa cidade na atualidade e que precisa ser resolvido de forma urgente, utilizando os mais modernos conceitos e tecnologias em termos de engenharia de tráfego.

ROGÉRIO FOSSATI – Já respondi para o senhor Osvaldo. Senhor Evandro, a Acisbs, sabedora da carência de planejamento urbano no município, apontou e deseja melhorias neste setor. Mas o senhor está errando muito quando associa “achismo” e amadorismo com os técnicos da prefeitura. Tenho absoluta certeza que o senhor não falou com nenhum deles para chegar a esta conclusão. O Planejamento Urbano não é feito no município porque seus gestores não querem. Como é comum, a solução parece estar na institucionalização. O senhor deve ser contra a criação de cargos. Por que quer criá-los? Criemos o Planejamento em São Bento do Sul. Não o instituto. E pessoas com nome de Chiara, Ricardo e outros tantos que já trabalham na prefeitura saberão muito bem executá-lo. Repito: para quê institucionalizar a ausência?    

 

ÁLVARO WEISS – Qual sua visão e que projetos possui na área de turismo para  a cidade?

FERNANDO TURECK – Nossa cidade possui um grande potencial turístico, haja visto a grande quantidade de belezas naturais aqui presentes, sem contar a facilidade de acesso e proximidade de grandes centros. Melhorando a infraenstrutura para receber o turista   estaremos de forma objetiva incentivando o turismo de negócios, rural e de aventura. Alias, o desenvolvimento do turismo rural cumpre ainda o papel de promover uma renda extra para os agricultures. Vamos incentivar a realização de eventos esportivos e culturais para atrair turistas e propiciar formas de lazer para a comunidade.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Primeiro devemos nos questionar sobre como o turista chegará aqui, se ele não souber que São Bento do Sul existe. O município tem potencial para vertentes turísticas, alguns exemplos são o turismo de compras, ambiental, de aventuras, rural, de festas, eventos e culturas. O último WinterStammtisch foi um enorme sucesso, como exemplo deve ser melhor explorado com apoio do poder público. É preciso fazer mais campanha publicitária, a divulgação de São Bento em associações de transporte e turismo nos Estados e em grandes centros como Curitiba, Joinville e Blumenau, entre outros, irá atrair muitos turistas para nossa cidade. Paralelamente é preciso promover um bom atendimento aos turistas que precisam de informação e orientações, isso pode ser feito por meio do treinamento aos frentistas, recepcionistas de hotel, atendentes de comércio, taxistas e outros. Essas pessoas precisam ter a oportunidade de conhecer os pontos turísticos para poder divulgá-los. Terminais eletrônicos distribuídos estrategicamente no município também podem ser mais uma opção de divulgação.

MAGNO BOLLMANN – A visão é que o turismo é lazer para aquele que nos visita, mas para nós é negócio, é geração de renda, e conservação de nossa história, enfim, é coisa séria. Vamos incrementar o turismo cultural, de eventos, rural, de aventura e ecoturismo, dando continuidade aos projetos já em andamento, tais como o Planejamento de Marketing, o Atendimento ao Turista, o Cicloturismo, o Festival de Outono, a Revitalização Urbanística de Locais Públicos e a implantação do Mirante no Parque 23 de Setembro.

ROGÉRIO FOSSATI – O resgate através do turismo da história do município e das origens europeias de sua gente, através dos marcos característicos que temos na cidade, é proposta do plano de governo do PSOL para São Bento do Sul, senhor Álvaro. A melhor identificação dos prédios tombados, com destaque até de natureza luminotécnica, faz parte de nossa visão de turismo. O turismo rural e gastronômico com valorização dos espaços em que temos melhor conservada a vida de nossos colonizadores e sua produção será alvo de nossa política de turismo.

 

OSMAR MÜHLBAUER – Nossa cidade não dispõe de um parque, no qual as pessoas possam encontrar-se, fazer caminhadas, enfim, um local de convivência. O candidato concorda com a afirmação? Como pretende mudar esta realidade?

FERNANDO TURECK – Entre as propostas que apresentaremos em nossa plataforma de governo, está a revitalização do Parque 23 de Setembro, construção de novas praças no bairros da cidade, espaço de convivência para a Melhor Idade e constução de quadras esportivas nos bairros. Esses projetos pretendem atender a população que pede por novas áreas de lazer  e para prática esportiva.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Integralmente, sempre fui defensor dessa possibilidade ainda mais por conhecer centenas de cidades com parques de sucesso em todo o mundo. É muito mais que esporte, uma questão de saúde e lazer. Pode-se ainda conciliar com a determinação de uma área de preservação, atualmente existe várias possibilidades em nosso município ainda mais se considerarmos o acesso norte. Também importa valorizar o nosso 23 de setembro, que tem um potencial maravilhoso.

MAGNO BOLLMANN – Concordo plenamente. Realmente precisamos de um parque com estas características, o que será parcialmente resolvido com as obras do mirante no Parque 23 de Setembro, mas nossa topografia e a forma de ocupação de nossa cidade nos levarão, ainda, a escolher outras áreas para parques, o que será um outro desafio de nosso Instituto de Planejamento Urbano, que entrará em operação em 2013.

ROGÉRIO FOSSATI – Um parque é espaço de referência para uma parcela de moradores ou até de todos os moradores de um município. Havendo planejamento urbano dentro da prefeitura, a quem é de direito e obrigação, as áreas de lazer atenderão equilibradamente os assentamentos urbanos, proporcionando proximidade para usufruírem de caminhadas, convivência e até atividades desportivas. Senhor Osmar, o PSOL reconhece avanços na gestão pública quando eles acontecem. Um fator a ser elogiado na atual gestão é o fortalecimento da guarda municipal. E esta terá papel relevante no cuidado e vigilância destes espaços urbanos.

 

EVERALDO DE SOUZA – Com relação ao transporte público, saúde e segurança, que soluções apresentam?

FERNANDO TURECK – Em relação ao transporte público iremos  criar normas que assegurem a ampliação da frota de ônibus em operação, visando melhorar a qualidade do atendimento e a oferta de ônibus à demanda, além de adequar e ampliar os pontos de ônibus com vista ao conforto e segurança da população. Na área da saúde sabemos que os desafios são grandes, mas como médico irei dar uma atenção especial, principalmente nas questões envolvendo o atendimento dos postos de saúde. Apesar da segurança ser atribuição do Estado, iremos apoiar e criar uma estrutura administrativa para Conselhos Comunitários de Segurança “Conseg’s”, alem de aderir ao Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania).

FLÁVIO SCHUHMACHER – Em função da limitação de espaço peço perdão em destacar apenas a questão do transporte público porquanto saúde e seguranças são tratados em outros questionamentos. Levanto algumas situações que podem melhorar o sistema: a utilização de ônibus de menor porte, com menos paradas e mais agilidade, o vulgo ligeirinho. Abertura de novas vias que facilitem a circulação dos ônibus, muitas linhas são ineficientes porque os ônibus têm que entrar e sair da mesma rua perdendo tempo. Verificar a possibilidade de reduzir o custo da tarifa, e exemplo do aconteceu com a redução ou não reajuste das passagens neste ano (2012) em função da redução do ISS. Também pode-se viabilizar parcerias para redução na tributação junto ao governo estadual e federal dentro de um programa de redução da poluição - cada ônibus reduz a circulação de 15 automóveis.

MAGNO BOLLMANN – A questão do transporte público está enquadrado no plano de mobilidade urbano, um dos primeiros desafios do Instituto de Planejamento. Quanto à Saúde, o Prontuário Eletrônico que estamos instalando em todos os Postos de Saúdes já trará grande melhoria na qualidade de atendimento. Além disso pretendemos humanizar e melhorar o atendimento nos ambulatórios através de capacitação e valorização dos funcionários de carreira e da criação de um sistema de avaliação dos profissionais de saúde, investir na medicina preventiva, construir o Pronto Socorro Municipal 24 Horas, ampliar a oferta de exames e procedimentos médicos e melhorar a estrutura física com a reforma e ampliação dos Postos de Saúde. A Segurança é de competência do Estado e da União, mas o município continuará buscando o aumento de efetivo policial, instalação de mais câmeras de segurança, apoiar os Consegs e o Comad, além de ampliar as formas de reeducação para infratores, e continuar as parcerias com a Policia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros para que tenham a melhor condição de prestar uma boa segurança no nosso município.

ROGÉRIO FOSSATI – “A revisão das planilhas de custos, dos trajetos das linhas de ônibus e dos horários de circulação é obrigatória em nosso município”. Senhor Everaldo, a citação foi tirada de nosso programa de governo.Para a saúde, apesar da demanda financeira ser sempre além da disponível, propomos em longo prazo criarmos um Hospital Municipal. Uma unidade hospitalar com corpo clínico próprio e independente do existente no hospital de nosso município, com referência regional em harmonia com os existentes trará avanços significativos no cuidado da saúde dos cidadãos. A segurança, constitucionalmente, é atribuição do Estado. Nesta área deve-se entrar em sintonia com este para conjugar forças.

 

UNIVILLE – Até pouco tempo, o segmento de maior importância econômica para o município era o da indústria moveleira, porém a crise que atingiu o setor provocou fortes mudanças na matriz econômica do município, impactando inclusive na sua diversificação, o que acreditamos é muito salutar para qualquer município.  Com as mudanças na matriz econômica do município, ocorreu também um êxodo da mão de obra desse setor para os outros que estão mais aquecidos, inclusive forçando as instituições de ensino que possuíam cursos específicos  para o setor moveleiro a fecharem os seus cursos devido a falta de candidatos, mesmo sendo esses cursos gratuitos. Perguntamos: qual a sua visão acerca desse cenário para o futuro das indústrias moveleiras e do município?

FERNANDO TURECK – As mudanças ocorridas no cenário econômico nos últimos anos, com o surgimento de indústrias dos mais diversos segmentos na cidade causa reflexos também no setor educacional, uma vez que o trabalhador procura sua qualificação dentro de áreas em que possui maior chance de empregabilidade. Acompanhamos o surgimento de novos cursos profisionalizantes como resultado disto. A indústria moveleira apresenta um momento de retomada de seu crescimento, que, por consequência, trará a procura por mão de obra nesta área e sua qualificação.

FLÁVIO SCHUHMACHER –  Não podemos perder a vocação moveleira e não podemos abandonar essa atividade não só pela importância econômica direta, mas principalmente pela enorme quantidade de pessoas que estão trabalhando no setor. Móvel faz parte de nossa história, é uma paixão da nossa gente e ainda serve como meio de vida gerando emprego direto e indireto. Deve-se manter os cursos hoje disponibilizados e incentivando com programas de bolsas de estudo além de fomentar o setor com ações já citadas em resposta anterior.

MAGNO BOLLMANN – Penso que o futuro é das pessoas e não das atividades econômicas. O crescimento de uma atividade e o decrescimento de outra são normais numa economia globalizada, mas o importante é que nossos cidadãos continuem encontrando oportunidades de emprego e renda para crescimento pessoal sem precisar deixar o Município. Para isso nosso governo continuará a trabalhar para acompanhar as tendências de mercado, apoiando a todos os setores que estejam absorvendo a mão de obra, em especial a indústria já instalada em nosso Município.

ROGÉRIO FOSSATI – a diversificação é salutar quando, harmonicamente, todos os setores crescem juntos. A concentração de produção no setor metalmecânico pode criar um “buraco-negro”, não propiciando o surgimento de novos ou o fortalecimento de outros. Na procura desta harmonia de crescimento conjunto, na procura do fortalecimento e criação dos postos de trabalho, é que nosso governo estará atento. Para todos os setores e, principalmente, para o moveleiro, vale o cuidado com as movimentações, cada vez mais rápidas, das demandas de mercado. A sintonia da prefeitura com os setores de produção e ensino de nossa cidade, cuidando da atualização e incentivo para alcançarmos estes objetivos é mais do que um direito. É uma obrigação.   

 

ANGELA ROESLER – Até que ponto o senhor entende que a Segurança Pública é também responsabilidade do Município? Se eleito, seu plano de governo contemplará investimentos na área da Segurança Pública?

FERNANDO TURECK – Apesar de ser atribuição do Estado, o Município não pode se isentar de contribuir com a segurança pública, tanto que teremos em nosso programa de governo um eixo dedicado à segurança pública. Iniciaremos com medidas de prevenção como campanhas de combate a drogas, iluminação de vias públicas e práticas esportivas.  Apoiaremos uma estrutura administrativa para os Conselhos Comunitários de Segurança, os “Conseg’s.  Tentaremos intervir junto ao Governo do Estado para aumento de efetivo de segurança para a população de São Bento, bem como número de viaturas. Faremos também a adesão ao Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) do governo federal.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Historicamente, São Bento do Sul sempre tem mantido parcerias com os órgãos de segurança, quer na disponibilização de funcionários cedidos, quer na aquisição de equipamentos e instalações. Esta parceria já demonstra a preocupação da administração municipal com a segurança pública. Essa parceria deve permanecer, hoje há um resultado prático em instalação que são as câmeras de segurança. Outras iniciativas como apoiar os Consegs e a disponibilização de moradias para policiais dentro dos programas de habitação fortalecem a segurança nos bairros. Articulação política com entidades de classe, representantes da comunidade e poder publico para buscar mais efetivo policial, viaturas e equipamentos.

MAGNO BOLLMANN – Segurança pública é competência das esferas de governo que detém o monopólio do uso da força, ou seja, os Estados e a União. Os cidadãos têm direito à segurança pública e o município tem o dever de apoiar em tudo o que estiver ao seu alcance. A Prefeitura continuará apoiando o Estado na sua tarefa de garantir a segurança pública.

ROGÉRIO FOSSATI – Senhora doutora Ângela, a segurança é, e sempre será, uma institucionalização para cuidar do bem-estar do cidadão. Com este intuito, o poder municipal deve, como já foi colocado para o senhor Everaldo, apoiar a quem de direito constitucional: o Estado. Como o exemplo positivo de instalações de câmeras de segurança nas vias centrais de nossa cidade, outras iniciativas na área de segurança podem e devem ter o aval da prefeitura. Mas como ressalvado, não assumindo atribuições do Estado. Um fator não reconhecido, mas de grande importância para a Segurança, no sentido da coletividade, terá o reconhecimento do PSOL: o aparelhamento e valorização da Defesa Civil de nosso município.

 

FRANCISCO MARQUES – Qual a importância que será dada ao vice na sua gestão?

FERNANDO TURECK – Acredito que o vice deve atuar como braço direito do prefeito, ajudando e contribuindo diretamente na gestão do município. Deve estar a par de todos os projetos e trabalhos desenvolvidos pela prefeitura. Por isso, fiquei muito satisfeito pela indicação de Arildo Gesser para compor a chapa majoritária ao meu lado. A experiência administrativa que ele possui por ser comerciante, empresário e dirigente do CDL em muito contribuirá em nossa gestão.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Não vejo por que oferecer alguma secretaria, o vice deve ter o direito de desenvolver a função que tiver condição de administrar. Por que assumir um papel de submissão e não de participação? Se na campanha as tarefas são divididas de forma igual por que não ter comportamento semelhante na administração? Chega de modelo arcaico que é motivo de orgulho para alguns partidos políticos, hoje é compromisso assumido em conjunto, deve-se dividir as responsabilidades, a participação, as decisões, os ônus e bônus, sem restrição. Nos modelos modernos de gestão como o que eu tentei aplicar, o vice tem comando sobre determinadas áreas e assume a responsabilidade sobre as mesmas. Desenvolve papel participativo e não de subordinação. Isso confere mais segurança à administração e menos dependência do prefeito que já é sobrecarregado por outras funções.

MAGNO BOLLMANN – O vice-prefeito é um agente político, assim como o prefeito, ou seja, é ele quem traduz a voz das ruas e passa para a equipe administrativa aquilo que o povo quer de sua Administração. O meu vice-prefeito, que agora é um vereador com expressiva votação, estará comigo nesta tarefa diária de ouvir os setores sociais e participará das decisões estratégicas do nosso município.

ROGÉRIO FOSSATI – Doutor Francisco, não é uma pergunta preocupada com sua sardinha? Bem, Francisco, a importância do vice não é um prefeito que dá, e sim a lei. Quando houve o conflito entre o titular e o vice na atual administração de nossa São Bento do Sul, o PSOL era partidário da mudança da lei: o subsídio do vice não deveria existir e esse só receberia subsídio de prefeito no período que ocupasse este cargo. Não aconteceu a mudança de nossa lei e ainda temos o subsídio para o vice. É claro que, desta forma, fica melhor para a imagem do governante que o vice atue na administração para justificar o recebimento de seu subsídio. Ou, muito galantemente, faça um gesto de caridade com seu subsídio cada mês que o receber.

 

PEDRO ALBERTO SKIBA – Você aprovaria a criação de uma fundação  ou mesmo empresa mista para administrar o Sagrada Família e aceitaria estudar uma forma de parceria do Ipresbs com aporte de recursos para investimentos?

FERNANDO TURECK – Independente de um paciente possuir convenio ou não, em um momento de emergência é no Hospital e Maternidade Sagrada Família que será atendido  e receberá os primeiros socorros. Por isso é dever da prefeitura  auxiliar e apoiar as atividades do hospital. A criação de uma fundação ou empresa mista teria que ser debatida junto com a comunidade e também com a entidade mantedora do hospital para seguir um consenso.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Existem bons exemplos de Fundações que trabalham em parceria com Hospitais Públicos, como INCa e Fundação Ary Frausino e a Rede Sarah. Mas também existem maus exemplos, de fundações e empresas cujo objetivo muitas vezes é de usar os benefícios fiscais e legais, para aportar recursos e desviá-los. O Hospital Sagrada Família é uma empresa de Direito Privado, de caráter filantrópico e que já sofre interferência de um conselho administrativo paralelo. Tem uma administração séria, mas há dificuldade de determinar as competências e limites do conselho. A participação da comunidade é fundamental na busca de alternativas de custeio bem como a participação do poder público na busca de recursos estaduais e federais, com o objetivo de viabilizar a ampliação do atendimento e brigar pela aprovação dos projetos. O convênio com o Ipresbs é limitado por questões legislativas uma vez que há impedimento legal para realização de qualquer aporte financeiro.

MAGNO BOLLMANN – Ajudar o Hospital Sagrada Família a cumprir sua tarefa social é prioridade máxima, mas a forma como isso ocorrerá não depende apenas do prefeito, mas do próprio hospital – que é uma entidade particular – e das leis federais que nos regem. Os recursos do Ipresbs são dos servidores públicos municipais e seria precipitado dizer que podemos utilizar tais recursos para outras finalidades. O que posso dizer é que aceito estudar alternativas para ampliar a participação pública na prestação dos serviços hospitalares do Hospital Sagrada Família e nos engajar junto à comunidade empresarial, profissionais da saúde, entidades de classe e demais iniciativas, num projeto mais audacioso, visando a busca de recursos para a ampliação da estrutura física, do atendimento e das especialidades do Hospital Sagrada Família.

ROGÉRIO FOSSATI – Pedro, como servidor público, minha observação vai para seu “bulimento” nas verbas de nossas indenizações e aposentadorias. Se o senhor promete remunerar melhor ou igual estas verbas que as aplicações ora em prática, pensaremos. O Sagrada Família é uma instituição da ordem religiosa que o administra. Assim, compete a ela o fazê-lo. Se a ordem religiosa propuser esta fundação, e convidar outros parceiros para tal, o prefeito irá tomar o caminho legal que couber neste caso. O Ipresbs, pelo que sabemos, tem procurado muito evitar gastos com indenizações aos servidores.  Pedro, não seria bom pensares em buscar na iniciativa privada, onde o acúmulo financeiro também ocorre, como no Ipresbs, solução para o Sagrada Família?

 

JOSÉ LUIZ DE MOURA –  Pretende valorizar funcionário de carreira e deixar de fazer nomeações políticas, priorizando as técnicas e não mais contratar  pessoas já aposentadas?

FERNANDO TURECK – Precisamos de pessoas comprometidas com a comunidade e que encarem a oportunidade de trabalhar na administração pública como um desafio e não apenas como uma fonte de rende extra. Vamos priorizar a ocupação de determinados postos de trabalho com servidores efetivos. Não vamos ceder a pressões políticas, cobraremos sempre resultado, por isso que iremos iniciar o contrato de gestão com todos os secretários do município.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Tive uma grata surpresa ao integrar o governo e sou enfático ao afirmar minha satisfação com a qualidade e capacidade de muitos servidores efetivos. Certamente é preciso valorizá-los e somente o grupo que propõem o enxugamento da máquina tem condição de efetivar essa nova forma de administrar. A proposta de eleição com chapa pura oferece condição de realmente priorizar o técnico e não o político. É fato que os compromissos políticos da composição comprometem a administração, por isso surge necessidade de apresentar algo novo e com condição de montar a melhor equipe para São Bento.

MAGNO BOLLMANN – Os funcionários de carreira continuarão sendo valorizados, já que neste governo receberam revisões anuais de vencimento, aumentos reais todos os anos, promoções horizontais que estavam represadas há anos, reenquadramento e novo plano de carreira. Quanto aos cargos que a Constituição Federal chama de “agentes políticos”, estes serão ocupados por pessoas preparadas para a função e que tenham representatividade junto à sociedade. O aposentado não é inválido, logo, se tem experiência e representatividade, poderá ter espaço em meu governo, sem qualquer descriminação. Entendo que o equilíbrio entre o ímpeto da juventude e a experiência é que fazem a eficácia de uma gestão.

ROGÉRIO FOSSATI – Parabéns José Luiz! Grande! O PSOL não somente cumprimenta-o. Irá cumprir esta sua pergunta. Agora, sabemos, antes de lê-las, que as respostas para sua questão de nossos adversários serão as mesmas que as nossas. Pesquise. Estamos respondendo ao mesmo momento. Qual respondeu o contrário? Em 2008 a promessa era o cumprimento de seus anseios. Como que eles foram correspondidos? O comentário em nossa cidade é que a eficiência no atendimento ao idoso de nossa atual gestão era tanta que transformou a prefeitura, logo no primeiro momento que assumiu, no “Lar dos Idosos”. O diretor-presidente do Ipresbs, por exemplo, foi prometido em campanha pelo atual governo que seria de carreira. É? 

 

EVOLUÇÃO – As coligações já soam para o eleitor como conchavos e acertos políticos para se chegar ao poder.  Você concordaria em não convocar nenhum vereador eleito para ocupar cargo na administração?

FERNANDO TURECK – Pretendemos ao definir os nomes que farão parte da administração formar uma equipe com pessoas comprometidas e preparadas para bem administrar São Bento.  Precisamos de pessoas que considerem o desafio de fazer parte da administração uma  oportunidade de servir e trabalhar em prol da cidade. Esse é o perfil presente na grande maioria dos vereadores, que se convidados deverão refletir sobre o que é possível fazer como vereador e como secretário antes de tomar a decisão.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Comentei sobre os prejuízos da coligação na resposta anterior, mas em relação ao vereador assumir cargo no Executivo não vejo impedimento. Certamente como qualquer pessoa nomeada deve apresentar a capacidade técnica, comprometimento e perfil para desempenhar essa função.

MAGNO BOLLMANN – A democracia representativa como prevista em nossa Constituição Federal prevê a participação obrigatória dos partidos políticos. Sem eles, não existe eleição - e sem eleição, não há democracia. É importante dizer que nossa coligação está sendo feita com base em propostas. Quanto aos vereadores que ocupam cargos na administração, não existe convocação e sim convite. O vereador é um agente político, assim como o secretário municipal, portanto, se o melhor nome para uma secretaria, em termos técnicos e de representatividade, recair sobre um vereador eleito, ele poderá ser convidado, mas cabe ao mesmo decidir se exercerá sua função política como secretário ou como legislador do Município.

ROGÉRIO FOSSATI – É claro. Tanto que o PSOL não tem candidato, nesta campanha de 2012, às vagas proporcionais. E cada eleito no seu cargo. Queremos aproveitar esta questão para tratar da tão defendida “maioria” na Câmara de Vereadores. Esta tese que se deve governar com maioria na Câmara é defendida por aqueles que não percebem as exigências da democracia e da conduta moral, legal e ética na política. A existência de oposição na política é mais do que necessária. É uma garantia da democracia sendo exercida. Não queremos também deixar de afirmar que, havendo maioria na Câmara, é claro, o exercício do Executivo é bem mais tranquilo para aplicação de seus princípios de governo.

 

SIMONE IARGAS – O que será feito para melhorar a eficiência e a eficácia no atendimento dos Postos de Saúde?

FERNANDO TURECK – Além de investir no aumento, reforma e ampliação dos postos de saúde, iremos através da informatização dos postos de saúde desenvolver um novo sistema de agendamento de consultas. Iremos também ampliar o horário de atendimento dos postos, com a criação do terceiro turno. Iniciativa já presente em outros municípios e que agiliza o atendimento das unidades.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Não há fórmula milagrosa. Na verdade o SUS como um todo precisa de uma reformulação urgente. Ele é um bom projeto teórico, mas irreal em sua prática. Depois de 20 anos de implantação, está na hora de ser revisto, mas isso não é uma atribuição direta do município. Temos consciência que é necessário ofertar um número maior de consultas médicas nos postos do município e também que é necessário ampliar os horários de atendimentos, para atender as pessoas que trabalham em horário comercial. Iremos estudar se a melhor forma será ampliando a carga horária dos profissionais que trabalham nestes postos ou oferecendo estímulo à produtividade, sem prejuízo à qualidade de atendimento. Mas esta questão deverá ser discutida e debatida principalmente com os funcionários envolvidos neste processo. Quero debater soluções eficientes daqueles que entendem do assunto e vivem estes problemas do dia a dia. A necessidade de melhorar a integração e informatização do sistema já foi abordada em outro questionameno.

MAGNO BOLLMANN – O sistema de informatização dos postos de saúde, inaugurada no último dia 4 de julho, já é um grande passo. A finalização do terceiro Posto de Saúde na Serra Alta, a construção de dois novos Postos de Saúde e da Unidade de Pronto Atendimento (Pronto Socorro 24 Horas) são ações que tendem a aumentar a eficiência dos serviços de saúde.

ROGÉRIO FOSSATI – Para todas as políticas municipais, e a Saúde é uma das mais importantes, o PSOL propõe a proximidade do exercício público com os cidadãos, para os quais devem ser exercidos. Portanto, a função dos agentes de saúde, no contato diário com os cidadãos, deve orientar para que os atendimentos da saúde sejam procurados de acordo com as necessidades dos pacientes. Assim, haverá melhor sintonia entre as necessidades e seu atendimento. Reconhecemos que a informatização dos postos auxiliará na agilidade dos atendimentos. Defendemos, neste caso, total financiamento da informatização do sistema público com verbas próprias. E, sempre, aperfeiçoamento do pessoal.

 

CLARICE DUMS DE LIMA – As coligações conseguiram misturar óleo com  água. Como administrar com composições e ideologias – se é que existem – tão diferentes?

FERNANDO TURECK – As composições partidárias não podem ser feitas apenas com a intenção de disputar uma eleição, têm que ser feitas pensando em administrar a cidade. Por isso vemos com bons olhos todos os partidos que fazem parte de nossa composição. A coligação “Pra Frente São Bento”, pela qual sou candidato, une partidos que têm em sua história a luta pela democracia e pelas classes menos favorecidas bem como o compromisso de bem administrar e gerir a cidade. Nossa aproximação com o PT é importante para estreitar os laços com o governo federal para que São Bento receba uma atenção especial na destinação dos recursos e investimentos.

FLÁVIO SCHUHMACHER –  Não acreditamos que possam ser administradas sem comprometer a eficiência da administração, por isso somos favoráveis a candidatura com chapa pura. Enquanto a reforma política não acontece fica impossível moralizar o processo de coligação. Pessoas são compradas, partidos alugados e prefeituras loteadas em muitos processos de composição em nosso país - a administração já tem muitas dificuldade porque admitir mais esse ônus antes mesmo de assumir a gestão do município.

MAGNO BOLLMANN – A minha “ideologia” é cumprir os direitos individuais e sociais de nossa Constituição Federal, trazendo desenvolvimento para nossa gente. Todos os partidos políticos que concordarem em adotar nossa Constituição Cidadã como “ideologia” são bem vindos para contribuir para o bem de São Bento do Sul e posso garantir que estarei no controle destes objetivos. A coligação que mantemos na atual gestão provou que é uma experiência positiva, pois graças ao apoio de todos os partidos políticos que nos ajudaram a buscar recursos junto aos seus representantes na esfera estadual e federal é que conseguimos grandes conquistas.

ROGÉRIO FOSSATI – Clarice, se perceberes, a mistura não acontece. Isto é, é o lobo e o cordeiro fazendo planos. Logo cada um mostrará sua origem e pelagem. Está na percepção do eleitor avaliar estas coligações e o resultado que teremos em suas administrações. O PSOL vê como certa hipocrisia, em nossa política local, o detentor de um cargo público defender sua prática justificando-a como “para atender os interesses da população”. E, para tanto, “faz qualquer negócio”. Um pouco de criticidade na avaliação do eleitor e ele perceberá que o nome do político é: população.Verificamos também que, ao manifestar críticas a seus adversários, às vezes bem colocadas, o político é classificado pela mídia local como: raivoso. Sem perceber, podemos estar deixando soltos na política local os cachorros raivosos e prendendo os mansos.

 

EVOLUÇÃO – Três prioridades da sua administração?

FERNANDO TURECK – Independente da profissão do candidato, a saúde sempre deve ser prioridade. E como médico nada mais natural do que dar uma atenção especial a esta área que afeta e repercute diretamente na qualidade de vida das pessoas. Outra prioridade em nosso plano de governo é a educação, envolvendo neste cenário desde creches e educação infantil até o ensino profisionalizantes. Nossa terceira prioridade será a área do desenvolvimento social, com programas e medidas que possam combater e acabar com situações de vulnerabilidade.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Saúde pela atual necessidade de nossa população. Educação por se tratar do fator mais importante de tudo: a boa educação evita ou minimiza problemas de saúde, de segurança pública, de desemprego, de falta de habitação, de má gestão ambiental, de trânsito, de demandas sociais e muito mais... Comprovei pessoalmente ao visitar mais de quarenta países com diferentes modelos de Educação. Lazer pela falta de atividade para a população dos bairros e para os jovens que estão esquecidos e consequentemente descontentes com a política de modo geral.

MAGNO BOLLMANN – Asfalto, boa educação, mais saúde.

ROGÉRIO FOSSATI – Urbanismo, inserção social e transparência.

 

PEDRO SANTANA MOTA – Considerando que o senhor acredita no comprometimento e capacidade do seu vice, que secretaria lhe seria oferecida para administrar?

FERNANDO TURECK – O Arildo Gesser tem se mostrado um grande companheiro neste campanha que está apenas começado. Tem usado de sua experiência e conhecimento para nos ajudar a finalizar o plano de governo que apresentaremos em conjunto nesta caminhada. Ele mesmo acha que o vice deve estar a par de todos os projetos e programas desenvolvidos pela prefeitura. Tenho plena confiança e segurança em seu trabalho a ponto de poder afirmar que tem o preparo para poder assumir todas as pastas.

FLÁVIO SCHUHMACHER – Já respondida, conforme pergunta de Francisco Marques.

MAGNO BOLLMANN – Um secretário municipal é um agente político, logo, precisa ter representatividade junto a população. O meu vice-prefeito foi o vereador mais votado nas últimas eleições municipais, com mais de 1,8 mil votos, portanto ele detém representatividade para ocupar qualquer secretaria, porém entendo que ele poderá agregar muito na área da Saúde, no qual detém grande conhecimento e experiência.

ROGÉRIO FOSSATI – Grande Pedro! O PSOL, desde sua campanha de 2008, declara que os secretários serão “notáveis” nas áreas das respectivas secretarias. Também anunciávamos, nesta campanha não será diferente, que o candidato à vice será o braço direito do prefeito, o acompanhando sempre que possível para estar bem informado de todos andamentos da gestão. Desta forma, o cargo de Assessor de Gabinete será o melhor para nosso candidato a vice.



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