Padre Antônio Taliari
Jornalista (DRT 3847/SC)
Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR
EVANGELHO: (Ler na Bíblia: Lc 1,57-66.80)
Hoje, o Evangelho é próprio da Celebração Litúrgica de João Batista, que, pode ser olhado de diversos pontos de vista. Afinal, foi dele, o precursor, que Jesus disse: “Eu garanto a vocês: de todos os homens que nasceram nenhum é maior do que João Batista”. A reflexão, porém, se fixa na questão do nome que deve ser dado ao fruto da promessa feita a Zacarias, enquanto este oficiava, no Templo. Por que o nome é tão importante? Porque o nome indica a pessoa, o seu valor único e irrepetível. Cada um de nós é único: nunca houve e nunca haverá alguém como nós. Enriquecemos o mundo com nossa presença, e o mundo empobrece com nossa ausência. Talvez seja até por isso que, inconscientemente, o nome se transforma em apelido quando é muito comum, se levantam novos nomes para chamar aquela pessoa, única justamente por ser pessoa. Nas mais inusitadas variações. A pessoa existe se e como é chamada pelas outras. A pessoa não é só um ser em si, mas um ser em relação. Um ser com os outros. Um ser para os outros. O nome é expressão do ser em si de cada um, mas, muito mais, do ser com de cada um. Sem os outros, não podemos nascer, nem viver, nem crescer, nem ser ninguém. Algumas décadas atrás, falava-se dos ‘meninos lobo’. Abandonados por suas mães acabaram, por ‘sorte’ do destino, sendo criados por algum animal dócil, que lhes dava de mamar, como se fossem um filhote a mais. Sobreviviam, mas não se humanizavam; ao invés de crescerem como gente. Cresciam como bichos com os quais conviviam. O ser humano precisa ser criado e crescer como e com seres humanos para se tornar gente! O verdadeiro nome de cada um de nós é dado por Deus. É o nosso nome interior, o nosso ser mais íntimo, a nossa ‘vocação’ mais pessoal. Cada um é ele mesmo na sua relação com Deus. Criado por Ele e para Ele, cada um é chamado e amado por Ele com um amor único. É essa relação que nos faz ser como somos á sua imagem e semelhança. A riqueza pessoal de Deus é tanta que cada ser humano traz em si, junto com a sua humanidade, algum traço único de Deus. É só diante de Deus que cada ser humano tem o próprio rosto. Ao falar da criação do homem, ‘Adão’ não é um individuo nem é um nome próprio como José, Pedro, Rosa, mas o ser humano em geral, a humanidade, se quiser os primeiros homens e mulheres que habitaram o nosso planeta. A Bíblia diz que, na brisa da tarde, Deus ‘descia’ para conversar com ‘Adão’. Uma linguagem simbólica para indicar que o ser humano é um ser no mundo, terra, plantas, animais; um ser com os outros, as pessoas, próximas e não, que formam a humanidade e um ser com Deus o Criador que quer ser nosso Pai. No face a face com Deus, somos nós mesmos, não temos nada a esconder, podemos tirar as mascaras. A intimidade com Deus não anula a nossa personalidade; pelo contrário a faz desabrochar, deixa que venha à tona, mostra-a a nós mesmos como num espelho. Nós, na verdade, temos um nome e um sobre nome ou nome de família como se diz em outras línguas. O sobrenome remete à nossa família, mas, em última analise, somos família de Deus, origem e meta do nosso existir. O primeiro presente de Deus a mim sou eu mesmo; o último é ele mesmo, em pessoa pelo dom do Espírito.
25/06/12 – Seg: 2Rs 17,5-8.13-15a.18 – Sl 59 – Mt 7,1-5
26/06/12 – Ter: 2Rs 19,9b-11.14-21.31-35a.36 – Sl 47 – Mt 7,6.12-14
27/06/12 – Qua: 2Rs 22,8-13; 23,1-3 – Sl 118 – Mt 7,15-20
28/06/12 – Qui: 2Rs 24,8-17 – Sl 78 – Mt 7,21-29
29/06/12 – Sex: 2Rs 25,1-12 – Sl 136 – Mt 8,1-4
30/06/12 – Sáb: Lm 2,2.10-14.18-19 – Sl 73 – Mt 8,5-17
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