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Valmir Forteski: “Temos uma coligação pontual”

Segunda, 25 de junho de 2012

O presidente do PDT de São Bento do Sul é o nosso entrevistado desta semana. Valmir Forteski destaca que está praticamente decidida uma coligação com o PT e o apoio ao pré-candidato à reeleição, prefeito Magno Bollmann, do PP. Forteski fala que o objetivo do partido é eleger pelo menos um vereador e que falta envolvimento por parte das lideranças de São Bento do Sul.

 

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“Fizemos uma reunião na semana passada, no comitê do PP. Entregamos um rol de reivindicações a eles. Um desses pontos seria que o (vereador) Tadeu (do Nascimento) fosse candidato a vice, caso o (também vereador Antonio) Tomanizi não aceite ser vice do PP” (Foto Elvis Lozeiko/Evolução)
  

EVOLUÇÃO – Conversa conosco nesta ocasião Valmir Forteski, presidente do PDT de São Bento do Sul. Trata-se de mais um dirigente partidário a dialogar com nossa Reportagem neste período pré-eleitoral. Forteski, tudo bem? E o partido, como está?

VALMIR FORTESKI – Bom dia a todos nesta manhã fria (de quarta-feira 20), de garoa – uma manhã normal de São Bento do Sul, não é? É uma satisfação falar com este jornal que tem uma história e um renome forte na cidade, como é o caso do jornal Evolução. O PDT, graças a Deus, vai bem. O partido tem crescido, na medida do possível. No último processo eleitoral, tivemos uma chapa boa para vereadores. Concorremos – fui um dos participantes –, mas não chegamos lá – porém, com a coligação, acabamos elegendo o vereador Marco Viliczinski (na época no PSB, hoje no PSD). Partindo dessa estratégia, hoje o PDT vai se aliar ao PT e a mais alguns partidos para poder refazer essa composição e galgar a busca de um vereador. Desta vez temos algumas novidades fortes. Temos cerca de oito candidatos. Um deles é o José Kormann, que até agora foi nosso pré-candidato a prefeito. Temos um cadeirante como pré-candidato a vereador. Trata-se do João (Vanderlei Ribeiro Martins), que mora na 25 de Julho. Ele é uma novidade na política. Inclusive percebemos que o Evolução sempre tem trabalhado nessa questão dos direitos destas pessoas. Temos outro pré-candidato na 25 de Julho, temos um na Vila Centenário – o Nelson da Conceição, que foi candidato nas últimas eleições. À disposição do partido estão várias mulheres também, como a Vera (Lucia Hodzinski). Há outra pré-candidata a vereadora no bairro Cruzeiro, a Marli (Terezinha Pereira). Queremos, com o PDT, partir com pelo menos o que fizemos na última votação – mas, com esses nomes fortes, queremos pelo menos eleger um vereador.

 

EVOLUÇÃO – Quando será a convenção?

VALMIR FORTESKI – No dia 30 (de junho). A nossa convenção será tranquila, com nossos filiados, com nossos núcleos de base. O PDT funciona assim, de forma diferenciada, porque existem os delegados de bairro, existem os núcleos de base, existe o Movimento Negro, o Movimento Estudantil, o Movimento Feminino. Esse número de pré-candidatos pode mudar, porque, com a coligação, cada um dá uma margem do bolo e vai analisar os candidatos de acordo com o potencial de cada um. Vejo, como presidente, que o partido deve crescer e que o nosso sonho – ter um vereador – pode se tornar realidade.

 

EVOLUÇÃO – Então a coligação já está definida?

VALMIR FORTESKI – Por parte do PDT, não há problemas. Só se houver algum empecilho por parte do PT... O PDT só não iria com o PT – ou com demais partidos – se houvesse coligação com o PMDB. Não falo do PMDB em si, mas o pré-candidato do PMDB.

 

EVOLUÇÃO – O Fernando Tureck?

VALMIR FORTESKI – Isso. Temos uma tradição histórica de apoiar o PMDB. O que podemos dizer é que o apoiaríamos irrestritamente se o candidato fosse o (ex-prefeito) Fernando Mallon. Porém, dessa vez, não estaremos do mesmo lado, lamentavelmente.

 

EVOLUÇÃO – Subentende-se então que o PT vai com o PP e o PDT vai junto?

VALMIR FORTESKI – Vai! Temos uma coligação pontual. A coligação é para trabalhar e para eleger um vereador. Apoiaremos o candidato que a coligação vier a apoiar – a princípio é o pré-candidato (e atual prefeito) Magno Bollmann (PP). Já fizemos uma reunião na semana passada, no comitê do PP. Entregamos um rol de reivindicações a eles. Um desses pontos seria que o (vereador) Tadeu (do Nascimento) fosse candidato a vice, caso o (também vereador Antonio) Tomanizi não aceite ser vice do PP. Vou repetir o que disse ao prefeito Magno Bollmann. O PMDB já cometeu esse erro – na última eleição –, pois o PT esteve ao seu lado, mas não foi integrado. Isso foi lamentável, e pagou-se um preço. O Tomazini não sabe se vem ou se não vem. Se o Tomazini acabar não vindo para essa coligação – o que, pelos últimos acontecimentos, parece ser difícil –, então o PDT apoia o Tadeu como candidato a vice-prefeito, fortalecendo ainda mais essa nossa coligação. Tenho certeza que a nossa militância, a militância do PT e a militância dos demais partidos podem trabalhar muito para o Magno se reeleger. Acredito que Magno tem uma chance de se reeleger – agora, com certeza, uma chance ampliada. Afinal, o trabalho dele não é tão ruim como pintam. Ademais, enquanto não sai uma reforma política, acredito que os administradores precisam de pelo menos dois mandatos.

 

EVOLUÇÃO – Um período de quatro anos é pouco?

VALMIR FORTESKI – É pouco tempo. A legislação pública vai mudando, está muito dinâmica. Então, as pessoas entram no poder e tudo não é mais como era ontem. Assim, acredito que dois mandatos são suficientes. Se o eleitor pensar que “está ruim”, deve pensar também que pode ficar pior. Os governantes perdem um ano e meio ou dois anos até se ambientarem ao que está acontecendo e até os projetos começarem a andar novamente.

 

EVOLUÇÃO – É tudo muito burocrático no serviço público...

VALMIR FORTESKI – Também!  Isso é uma realidade, uma constatação de quem já passou por lá. É uma realidade que qualquer partido vai enfrentar. O PDT está na coligação. Vamos trabalhar! Se o prefeito Magno se reeleger ou perder, depois o partido vai se reunir para ver o que vai fazer. Porém, a nossa prioridade é eleger um vereador.

 

EVOLUÇÃO – Você disse que a legislação tem mudado. Você concorda que o eleitorado também está mudando?

VALMIR FORTESKI – É... o eleitorado está mudando. Aí temos que fazer nosso mea-culpa. Os partidos políticos não têm se preparado para isso. Os debates estão muito restritos aos gabinetes – isso não está indo para dentro da comunidade. Existe essa aversão à política que existe por parte das entidades sociais. As pessoas precisam se envolver mais. Aqui em São Bento existe uma dificuldade nesse sentido. As lideranças não gostam de se envolver. Há lideranças que têm definido o que querem para a administração pública, mas acabam não externando isso. Precisamos de lideranças que façam esses debates, nos grêmios estudantis, nas Associações de Moradores, nos sindicatos patronais e laborais, enfim...

 

EVOLUÇÃO – Se as pessoas não se envolvem, acabam deixando que outras pessoas se envolvam no lugar delas! Não acaba sendo uma espécie de política indireta?

VALMIR FORTESKI – Em São Bento do Sul isso é muito latente. A votação de São Bento do Sul não interfere diretamente na votação federal. Com tudo isso, porém, o povo de São Bento é muito politizado. Temos acompanhado o que se fala nos Facebooks e o que se falava nos Orkuts da vida. Percebemos que há uma preocupação e um envolvimento. Pena que não conseguimos ampliar isso, porque tudo fica muito restrito. Assim, ficamos reféns das políticas externas. Acabamos remando contra a maré. Tipo assim: São Bento vota no (José) Serra e quem se elege é a Dilma (Rousseff).

 

EVOLUÇÃO – Mesmo assim, o que mais vemos são obras federais em São Bento... Não é um paradoxo?

VALMIR FORTESKI – É uma contradição muito forte. As pessoas têm que começar a entender. Tenho uma história de Esquerda – se é que existe a dita Esquerda. Comecei a ler Karl Marx quando tinha onze ou doze anos, para você ter uma ideia. Imagine lendo “O Capital” com essa idade. Às vezes tomava algumas atitudes meio radicais na época do movimento estudantil e do movimento sindical, o que era terrível. O que quero dizer é o seguinte: às vezes não adianta remar contra a maré. Lênin já dizia que às vezes é preciso dar dois passos para trás para depois dar um à frente. Aqui em São Bento, as pessoas têm que começar a pensar um pouco assim. Nós, líderes partidários, temos que começar a mostrar isso à população. O (Leonel) Brizola (in memorian) estava no Palácio Paratini quando perdeu a reeleição para governador (do Rio Grande do Sul). Alguns companheiros chegaram lá e foram dizendo: “Brizola, perdemos o governo do Estado, porque o povo não tem consciência e tal...”. Ele disse: “Olha, companheiros. Na realidade, a culpa é nossa, porque não fizemos nos entender. Quando fizermos a nossa proposta ser entendida, com certeza avançaremos no processo democrático”. Achava isso muito bonito no Brizola. Então, por que remar contra a maré? Acho que podemos trabalhar juntos. O objetivo é fazer um país melhor, é fazer um Estado melhor e principalmente fazer o Município melhor.

 

EVOLUÇÃO – Até porque é aqui que está a nossa realidade local.

VALMIR FORTESKI – Exatamente. Se a árvore não vai bem – esse é um pensamento que trago comigo há muito tempo – é porque a raiz está com problema. Lembra quando o (Luiz Inácio) Lula (da Silva) foi candidato a presidente? As pessoas sonhavam assim: “Vamos mudar o governo federal para ser feita uma limpa”. Houve grandes avanços, grandes melhoras? Claro que teve! Não podemos questionar isso. Porém, não melhorou o fato de cuidar com a questão da corrupção. Acabamos aceitando cada vez mais que não se governa um país se não houver um mínimo de corrupção. Qualquer governante, seja do PDT, do PT, do PSDB, do DEM, no PP, do PSOL, não vai governar o país se não houver o dito “mensalão”, se não tiver o dinheiro na cueca. É triste, mas é verdade. Como isso vai mudar? Aqui no município, através do nosso eleitor. O nosso eleitor tem que se conscientizar – e isso começa pelos vereadores e pelo prefeito – que reunião política é para discutir política, não para comer salgadinho e tomar café. Quando começarmos a convencer as pessoas que essa é a maneira correta de se trabalhar, tenho certeza que prepararemos o futuro para que essa árvore dê alguns frutos um pouco melhores. É o que estamos pretendendo fazer.

 

EVOLUÇÃO – Você falou no início da entrevista sobre os pré-candidatos a vereador. O Valmir Forteski não é um destes?

VALMIR FORTESKI – Não. Tenho compromisso com uma entidade que se chama Liberdade FM. Tenho compromisso com os associados da rádio também. Vou ficar mais na organização, sabe? Há pessoas que são melhores na articulação do que como candidatos. Essa “malandragem”, esses “agrados”, para mim, não funcionam. Temos um vereador aqui em São Bento que fez uma oposição muito boa, o Luiz Sieves (PMDB), mas parece que o povo não quer que a realidade seja mostrada. O que o povo quer é o “light” ou o “Lula Paz & Amor”. Mas isso, às vezes, não dá! Nós precisamos de alguém para bater na mesa.

 

EVOLUÇÃO – Presidente do PDT de São Bento do Sul: mais alguma consideração para encerrarmos esta entrevista?

VALMIR FORTESKI – O PDT vai trabalhar para eleger um vereador. O nosso compromisso, porém, é com São Bento do Sul. O nosso objetivo é ter representantes que representem de fato a comunidade. A participação ou não no governo vai ser decidida depois, pelo próprio partido. As nossas propostas são de participação e de trabalho junto à comunidade. Nossos pré-candidatos a vereador já têm o compromisso de, em uma eventual eleição, não assumirem nenhuma secretaria municipal.



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