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Brasil é o terceiro país com maior dificuldade de encontrar profissionais no mercado de trabalho

Quinta, 21 de junho de 2012

São Bento - Atrás do Japão e da Índia, o Brasil é terceiro país com maior dificuldade de encontrar pessoas para preencher as vagas ofertadas. Com o tema “Por que as vagas estão vagas”, o Núcleo de Recursos Humanos da Associação Empresarial de São Bento do Sul (Acisbs) realizou na manhã de quinta-feira, 21, a palestra com a Psicóloga Simone Turra, que abordou como as empresas podem enfrentar este problema da falta de mão-de-obra qualificada.
Ela refletiu sobre qual o diferencial de uma empresa e como ela atinge o sucesso. “No país é alto o índice de empresas que fecham as portas e não sobrevivem no mercado. Para uma empresa atingir o sucesso e se diferenciar, os valores de uma organização e a preocupação com o cliente estão em destaque. Há duas maneiras de ter uma vantagem competitiva, ser único e ser diferente”, explica.
Empresas de sucesso e duradouras, buscam a todo momento se reinventar e o grande destaque neste processo são as pessoas, que garantem fatores de sucesso de uma organização e impulsionam o diferencial competitivo. Para Simone, a valorização do colaborador e as pessoas certas no lugar certo são algumas das soluções da falta de mão-de-obra. “Com uma população de mais de 194 milhões, o Brasil ainda é considerado um país jovem, com uma concentração maior de pessoas entre 15 a 29 anos. Agora se já estamos enfrentando um grave problema de encontrar profissionais, daqui a 20 anos será muito pior. De acordo com um índice mundial, mais de 60% das pessoas não atendem as necessidades das vagas”, informa.
Até 2020, estima-se um déficit de 10 milhões de profissionais e duas questões devem ser analisadas: as universidades devem aproximar mais o aluno da vida real focando nos cursos mais a prática e o que ele usará no dia a dia, e as corporações que não estão preparadas para receber profissionais sem experiência, terão que rever alguns conceitos. “Coloco o exemplo de uma vaga de engenheiro. A exigência é ensino superior completo, estágio na área e inglês fluente. Apenas 11% dos brasileiros na faixa etária de 25 a 64 anos têm diploma universitário. Aqui já ocorre uma grande eliminação de candidatos. Depois vem a exigência do estágio. Quando eu falo em estágio, é a pessoa que realmente trabalha na área, aprende sobre a profissão, e não aquele que vai buscar café para o patrão. E o quesito que elimina mais candidatos é um segundo idioma. A exigência nos cargos está cada vez maior e o profissional de RH precisa saber como driblar isso”, orienta.
Com o aumento das exigências, o talento virou vantagem competitiva. Valorizar o talento interno e investir em treinamentos são algumas soluções apresentadas por Simone, mas que alerta para a dedicação. “Se não consegue buscar as pessoas, investir em treinamentos é um ponto forte. Excelência não é um ato, mas um hábito. A dedicação do colaborador abrirá portas para o sucesso profissional. Para os profissionais de Recursos Humanos, é necessário infelizmente buscar alternativas para este problema, pois afeta diretamente na competitividade, crescimento da empresa, confiança do consumidor e até no ambiente de trabalho, acarretando possível sobrecarga para os demais profissionais”, observa.



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