Pedro Alberto Skiba (Reticências)
Diretor do Jornal Evolução
Conselheiro da Ordem dos Jornalistas do Brasil
Patrono da Associação Catarinense de Colunistas Sociais (ACCS)
Membro da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (Alvi)
Vice-presidente do Conselho Deliberativo da Federação Brasileira de Colunistas Sociais (Febracos)
Diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet/SC)
Consul do Poetas del Mundo
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A revista “IstoÉ” do fim de semana fim de semana traz matéria explosiva sobre envolvimento dos partidos políticos com órgãos públicos e bocadas no DNIT. Informa que “o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), Luiz Antonio Pagot, acusou políticos de PSDB, PT e DEM de buscar dinheiro no órgão ligado ao Ministério dos Transportes para pagar dívidas de campanha e fazer caixa 2”. Segundo a revista, Pagot se sentiu pressionado a aprovar aditivos ilegais no valor de R$ 260 milhões ao trecho sul do Rodoanel. Serra qualificou as declarações do ex-diretor do DNIT como “calúnia pré-eleitoral aloprada”. Pagot afirmou ainda que o governo do então governador tucano teria usado a obra para abastecer um suposto caixa 2 da campanha à Presidência da República em 2010. “Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse. “Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que o Rodoanel financiava a campanha do Serra”, revelou. “Teve uma reunião no DNIT. O Paulo Preto (diretor da Dersa) apresentou a fatura de R$ 260 milhões. Não aceitei e começaram as pressões”. O diretório estadual do PSDB divulgou uma nota em que defende o governador Geraldo Alckmin das acusações de receber um porcentagem do caixa 2 das obras do Rodoanel Sul.”A matéria da Istoé é caluniosa. As campanhas eleitorais do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do pré-candidato à Prefeitura, José Serra, sempre contaram com doações declaradas à Justiça Eleitoral”. O ex-diretor do DNIT disse à Istoé que passou a receber telefonemas constantes, não só de Paulo Preto, mas do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), do ministro Alfredo Nascimento e de seu secretário-executivo, hoje ministro Paulo Sérgio Passos. Mais tarde, o TCU autorizou a Dersa a assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), condicionando novos aditivos à autorização prévia do tribunal e do Ministério Público. Pagot recorreu à Advocacia-Geral da União, que em parecer, ao qual a Istoé teve acesso, o liberou de assinar o documento”.
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Não quero ser desmancha prazer
A afirmação de que mais de 30 mil pessoas se movimentaram no Dia do Desafio em São Bento do Sul é, no mínimo, um exagero. Só se o “se movimentaram” foi considerado sair da cama, aí até concordo. Para uma população de cerca de 70 mil, trinta mil participarem de um evento é coisa de Guiness Book. Eu, com estes olhos que a terra há de comer, fui pessoalmente à praça Getúlio Vargas e me dei ao trabalho de contar. Seis instrutoras e trinta alunos. Então tá!
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Tuper crescendo
A Tuper, de São Bento do Sul, começou a produzir tubos de grande diâmetro para atender clientes que atuam nos setores de óleo, petróleo e gás. A empresa está se preparando para receber o selo API, necessário para fornecer equipamentos para estas indústrias. Enquanto espera pela certificação, a nova unidade, que exigiu investimento de R$ 190 milhões, já vende para empreiteiras que constroem estádios de futebol, por exemplo. A fábrica tem capacidade para produzir 480 mil toneladas de tubos por ano. A Tuper é a quinta maior processadora de aço do Brasil.
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Partidos & filiados
É interessante quando se mexe com números. Eles realmente não escondem a verdade. Uma rápida análise em São Bento do Sul mostra que os “partidos” políticos não passam de amontoados de letras e que não cativam os eleitores, a não ser mesmo por interesses pessoais ou quando são cooptados por outros motivos. Confira: São Bento do Sul possui 58.025 eleitores cadastrados, e deste apenas 8.560 filiados a alguma sigla partidária, somente 14,75%. A grandeza dos partidos está assim distribuída: PP - 2.143, PMDB - 2.087, DEM - 1.293, PSDB – 784, PR – 733, PT – 403, PPS – 254, PSD – 250, PDT – 235, PSB – 197, PTB – 109, PCdoB – 66, PSol – 6. Num comparativo com qualquer comunidade de Facebook, Orkut ou outras, os partidos políticos levam uma lavada. Por outro lado é desalentador e triste ver que as pessoas cada vez querem maior distância da política e ela acaba sendo praticada por uma minoria que a faz em nosso nome. Considerando sempre uma média de 20% entre votos nulos, brancos e abstenções, nota-se que o número de filiados perde até para estes. Também nenhum partido na cidade possui número de filiados que lhe garanta uma legenda. Cálculo 58.025 – 20% (11.605) - 46.420 votos válidos que divididos por 10 vagas para vereadores é igual a 4.642. Ridiculamente nenhum partido possui ao menos 50% de uma legenda como filiados. Outros até 0,00129%.
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Empresário brasileiro tem que ser forte
Até dizem que matar um tigre e vários ursos por dia não é o pior. Difícil mesmo é conviver com as cobras. Claro que a livre concorrência é o ideal para a economia. Os incentivos para quem produz também são fundamentais. Agora o que se vê neste Brasil é a proteção deslavada para as multi – vide casos da indústria automobilística – e os bobinhos do Brasil se enfiando em dívidas e pagando altos juros por uma suposta redução no IPI para andar de carro novo. É por estas e por outras razões que por conhecer um pouco da história e acompanhar sua trajetória, cada vez mais admiro o empresário, empreendedor, investidor, corajoso, visionário Frank Bollmann e sua equipe de titãs. O homem é como massa de pão, quanto mais mexem, mais cresce. Lembro que começou a deslanchar, o ex-governador Esperidião Amim jogou quase no seu colo a italiana Marcegalia, rodeada de incentivos e paparicos. Frank engoliu e mostrou toda sua determinação. Agora que assume a quinta posição no ranking nacional, vem o governador Colombo e põe no seu caminho a Cimolai, uma das maiores empresas metalúrgicas da Europa, que vai instalar uma fábrica em Santa Catarina. A cidade escolhida pelos representantes da empresa foi Imbituba, no sul do Estado. Para garantir agilidade ao processo de instalação, foi assinado um protocolo de intenções nesta terça-feira, no gabinete do governador Raimundo Colombo, em Florianópolis. O investimento de R$ 110 milhões vai gerar cerca de trezentos empregos diretos e o início das operações está previsto para fevereiro do ano que vem, quando chegam os equipamentos da indústria italiana. Ainda bem que as veias de Frank são revestidas de aço carbono.
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O desafio continua
Estou desafiando os pré-candidatos a prefeito de São Bento do Sul, principalmente porque dois são médicos e vários outros médicos são candidatos a vereador, que apresentem qual projeto e alternativa têm para o Hospital Sagrada Família. O espaço está disponível aqui, no sítio e no blog. É de graça.
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Pedradas do Pedroka...
Um homem passa pela porta do plenário do Senado e escuta uma gritaria que saía lá de dentro:
- Filho da puta, ladrão, salafrário, assassino, traficante, mentiroso, pedófilo, vagabundo, sem vergonha, preguiçoso, vendido, assaltante, terrorista...
Assustado, o homem pergunta ao segurança parado na porta:
- O que esta acontecendo aí dentro, estão brigando?
-Não — responde o segurança -, acho que estão fazendo a chamada!kkkkkkkkkkkkkk
- Por que a Dilma não sobe em árvore? Porque o José Serra.
- Prefeito Magno: paciência e longa vida. Processo em que Edson Machado era acusado por falta de licitação em Joinville foi finalmente julgado e ele, inocentado. Levou só 14 anos.
- Finalmente vamos descobrir quem está na preferência do eleitorado. Pela quantidade de médicos e de pessoal da imprensa com pré-candidaturas vai dar para avaliar se os pacientes ou os ouvintes têm maior envolvimento e quem goza maior prestígio. Só na imprensa, Jairson Sabino, Luzardo Chaves, Dimas de Freitas, Míster Jota e padre Antônio Taliari.
- “Há dois anos eu liderava qualquer pesquisa para prefeito; hoje, fico em quarto lugar. Isso é consequência de um desgaste político. Eu não me preocupo nem um pouco com isso. Tenho consciência limpa – fiz o melhor para o município e não podia concordar com o que não era propositivo para a cidade” (Flávio Schuhmacher, em entrevista ao jornalista Elvis Lozeiko).
- A indústria das pesquisas prolifera e fatura nestas vésperas de eleições. Interessante que estas pesquisas são como biquíni. Mostram tudo e escondem o essencial. Ninguém sabe quem encomendou nem quem fez. Apenas números são lançados ao vento, cada uma mostrando resultados diferentes. Perdoem-me, se fosse coisa séria seriam registradas e estariam à disposição de quem interessar possa. Tem cada absurdo que até assusta.