Padre Antônio Taliari
Jornalista (DRT 3847/SC)
Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR
10/06/12 Dom: Gn 3,9-15 – Sl 129 – 2Cor 4,13-5,1
EVANGELHO: (Ler na Bíblia: Mc 3,20-35)
Neste domingo, o Evangelho apresenta a nova família de Jesus: “Quem são minha mãe e meus irmãos?”. O problema da passagem é discernir se estamos ‘com ele’ ou ‘contra ele’. Somos verdadeiramente ‘seus’ ou estranhos a ele, estamos ‘dentro’ ou ‘fora’, ouvimos o seu chamado, ou mandamos chamá-lo; o seguimos, ou queremos que ele nos siga; deixamo-nos agarrar, ou queremos agarrá-lo; aceitamos o seu perdão, ou o recusamos; ouvimos o Espírito, ou o blasfemamos? Todos esses interrogativos tocam a questão da nossa salvação, que consiste no estar ‘com ele’ como ele é na realidade e não como gostaríamos que fosse. A passagem inicia dizendo que não podiam comer pão e termina com as palavras de Jesus a respeito de quem está sentado ao seu redor a ouvi-lo: “Eis minha mãe e meus irmãos: quem faz a vontade de Deus”. O verdadeiro alimento do homem é a palavra que sai da boca de Deus, que exprime a sua vontade. Esta é cumprida plenamente por quem se coloca ao redor de Jesus para ouvi-lo. A voz da nuvem confirmará dizendo: “Este é o meu Filho amado: escutai-o”. Esta é a Palavra eterna do Pai. Ouvindo-a, tornamo-nos sua mãe e seus irmãos: mãe, como Maria, porque ela tem o poder de tornar-nos como ele. Alguém, com efeito, torna-se a palavra que ouve. O Pai quer que sejamos ouvintes do Filho porque quer que sejamos filhos: coloca-nos com ele porque quer que sejamos como ele. A pertença ao ‘barco’, a comunidade dos discípulos missionários de Jesus, a Igreja, não vem de privilégios. Os ‘seus’ segundo a carne e o sangue ainda não fazem parte dela, como também não fazem os sábios, que acham que podem julgar tudo, até o Espírito. A verdadeira família de Jesus é feita por quem o ouve. Todo o capítulo seguinte será sobre a eficácia de sua palavra, verdadeira semente da qual germinam os filhos de Deus. A passagem precedente termina com Judas, que o traiu. Agora, vemos que ainda o traímos porque ao seu chamado se opõe em nós um duplo contra chamado. O primeiro é o dos ‘seus’, inspirado pelo bom senso e pelos bons sentimentos, que querem sequestrá-lo porque está louco. De fato, Jesus não procura a própria vantagem e não sabe tirar proveito da situação. O outro é o dos ‘escribas’, que, ao invés de se converterem, usam a sua sabedoria para se defender. Para eles é verdadeiro só o que é útil para manter as suas certezas, falso o que as coloca em discussão. Não lhes interessa servir a verdade, mas servir-se habilmente dela para confirmar as próprias opiniões religiosas e as próprias posições de poder. Jesus está no centro dos que ‘cumprem a vontade de Deus’. O Pai quer que todos estejam com ele: o dar ouvidos à serpente nos tornou filhos do diabo; ouvi-lo nos devolve o nosso rosto de filhos. Discípulo missionário é quem entra no circulo dos seus ouvintes. Se não for assim, ainda que tenha todos os títulos, mesmo que fosse teu parente, e toda a sabedoria teológica, mesmo que fosse o melhor escriba, na realidade está fora. Corre sempre o perigo de ser como os seus que o amam, mas sem conhecê-lo e sem querê-lo como ele é; ou então como os escribas, que o conhecem, mas não o amam, e, por isso, o julgam de acordo com seus ‘critérios religiosos’.
11/06/12 – Seg: At 11,21b-26; 13,1-13 – Sl 97 – Mt 10,7-13
12/06/12 – Ter: 1Rs 17,7-16 – Sl 4 – Mt 5,13-16
13/06/12 – Qua: 1Rs 18,20-39 – Sl 15 – Mt 5,17-19
14/06/12 – Qui: 1Rs 18,41-46 – Sl 64 – Mt 5,20-26
15/06/12 – Sex: Os 11,1.3-4.8c-9 – (Is 12) – Ef 3,8-12.14-19 – Jo 19,31-37
16/06/12 – Sáb: Is 61,9-11 – (1Sm 2) – Lc 2,41-51
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