Restaurante Caminetto, de Rodeio, prepara os molhos para servir uma tonelada de macarrão durante a Festitália
A crise do plano cruzado, na década de 1990 levou o ex-bancário e então comerciante Nilton Tomelin a buscar um novo modo de ganhar a vida. Filho da chefe de cozinha da Festa La Sagra por 12 anos, ele não teve dúvidas em investir na gastronomia. Em dezembro de 1996, inaugurou o Restaurante Caminetto, especializado em comida caseira italiana, no Centro de Rodeio. A escolha pelo nome da casa faz alusão a camin, no italiano, que quer dizer chaminé, em referência à lareira suporte que caracteriza o ambiente. Há oito anos, o Caminetto é o fornecedor de macarrão e lasanha para a Festitália. Este ano, o restaurante vai preparar artesanalmente os molhos para uma tonelada de macarrão grano duro para a principal festa italiana de Santa Catarina, a ser doado pela empresa Orquídea, do Rio Grande do Sul.
Enquanto Tomelin atende aos clientes, a esposa Tânia dá duro na cozinha. Todos os pratos têm como base a tradicional receita da Nona, passada de geração em geração. O restaurante tem 90% do faturamento nos clientes de fora da cidade e o diferencial da casa é a culinária caseira. Do Nhoque aos pãezinhos servidos com a tradicional sopa de agnollini. Tudo é feito pelas mãos das três mulheres que trabalham no fogão. Para a Festitália, o Caminetto levará os tradicionais molhos de bolonhesa e branco..
- A Festitália levou o nome do Restaurante Caminetto para além de Rodeio. Fez com que nos tornássemos muito conhecidos. Tudo é preparado com muito cuidado e à base de bons ingredientes – conta Tomelin.
Tomelin traz no sangue as heranças dos colonizadores. O bisavô nasceu em Fornace, em Trento, assim como o avô, que veio para o Brasil aos nove anos. No restaurante, é comum ouvir os clientes conversarem em italiano. Este elemento somado às peculiaridades do ambiente fazem com que o Caminetto tenha ares de casa da “Mama”.
San Michele lança vinho comemorativo aos 20 anos da vinícola na 19ª Festitália
Presente desde a primeira edição da Festitália, a Vinícola San Michele, de Rodeio, vai lançar este ano na festa um vinho tinto seco fino comemorativo aos 20 anos da vinícola e feito com uvas cabernet sauvignon, merlot e sangiovese, combinação típica da região de Toscana, na Itália.
Além da novidade, toda a linha da vinícola, composta ao todo por 18 produtos (entre espumantes, frisante, vinhos branco e tinto) estará presente. Desde o lançamento do primeiro vinho pela San Michele, o Ritratto, a vinícola alcançou outros espaços e novos clientes:
- A Festitália já foi nossa principal fonte de faturamento, nos primeiros anos. Hoje, a distribuição se fortaleceu. Mas a festa continua sendo o principal ponto para a divulgação do nosso produto, principalmente para o Vale do Itajaí – conclui Silnei Alberto Furlani, enólogo da San Michele.
Em Santa Catarina, a San Michele foi uma das primeiras vinícolas a introduzir vinhos finos com tecnologia de ponta, com a assessoria de técnicos italianos. Com uma produção de 200 mil garrafas/ano, a vinícola que iniciou seus trabalhos com o plantio da Serra Gaúcha, testa agora 36 variedades em quatro zonas de Santa Catarina a fim de identificar a melhor adaptação. O trabalho ocorre em conjunto com a UFSC, Epagri, província autônoma de Trento, Instituto Agrário de San Michele, ambos na Itália, e pequenos produtores. Só na Festitália, a San Michele comercializou ano passado em torno de 5 mil garrafas. A vinícola é conduzida pelos sócios Silnei Furlani e Marcelo Sardanha, ambos estudaram por três anos no Instituto San Michele, na Itália, daí o nome do empreendimento.