Padre Antônio Taliari
Jornalista (DRT 3847/SC)
Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR
03/06/12 Dom: Dt 4,32-34.39-40 – Sl 32 – Rm 8,14-17
EVANGELHO: (Ler na Bíblia: Mt 28,16-20)
A Ascensão é a última aparição de Jesus e o início da missão dos discípulos missionários. Terminada a missão de Jesus, aqueles e aquelas que o acolheram começam o seu caminho. É o mesmo caminho do Filho, que dá testemunho do amor do Pai aos irmãos e irmãs que ainda não o conhecem. O que o Nazareno propôs a Israel, seus seguidores, os nazarenos, propõem a todas as nações. Aqueles que nele descobriram a própria identidade de filhos a realizam agora indo ao encontro dos irmãos, até que o nome do Pai dos céus seja conhecido e santificado em toda a terra. Se o Pai está vivo, os filhos não podem viver como órfãos! A perícope de hoje é uma espécie de posfácio, que contém um resumo de toda a obra de Mateus. É como o final de uma sinfonia, que retoma e funde uma única harmonia os temas abordados e desenvolvidos ao longo do Evangelho. Como todo texto, este também, dirige-se aos leitores, para que façam a experiência dos primeiros discípulos missionários, seus autores e destinatários. Assim com os discípulos missionários históricos, os leitores devem, agora, simbolicamente, dirigir-se para a Galileia, onde começou ‘para o’ monte indicado por Jesus. Em Mateus, ‘monte’ tem um significado especial. São vários os montes ‘teológicos’: o das bem-aventuranças, onde o Filho anuncia a vontade do Pai; aquele onde se retira para rezar; aquele onde cura os doentes; o da transfiguração, onde ressoa a voz do Pai que manda ouvir a voz do Filho, e este da Ascensão. Seja como for, não se trata de um monte qualquer, mas de um monte preciso. Neste momento e neste monte, os discípulos missionários o veem e o adoram. ‘Adorar’ é levar à boca, beijar. A finalidade da nossa existência é o beijo do Filho. É o mesmo beijo do Pai, por ele e por nós! A dúvida faz parte do encontro. A fé, a entrega total de si ao Totalmente Outro, é a superação da dúvida. Aquele que se dirige ao monte conhece o Filho e recebe o seu mesmo poder. Poder de tornar-se irmão de todos, para que toda pessoa seja imensa no único amor de Pai e do Filho, que torna todo ser humano capaz de ‘fazer’ tudo o que Jesus mandou. Neste modo, ele é Deus-conosco, para levar o mundo ao seu cumprimento. Os discípulos missionários não devem ‘ensinar’, mas tornas as pessoas discípulas missionárias do único Mestre. Sua missão é comunicar aos outros o mesmo poder que Jesus lhes comunicou: o poder de escutar e fazer a Palavra, para tornar-se um povo que dê o fruto do reino. Discípulo missionário é aquele que foi batizado, quer dizer, imerso, mergulhado. Não na água, onde se morre e da qual os discípulos missionários devem salvar as pessoas, mas em Deus, do qual Espírito se respira e vive. Os pecadores da Galileia serão, assim, pescadores de homens. O Filho os pescou do abismo para batizá-los na luz; agora pescarão os irmãos, fazendo aos outros, o que, no início, foi feito com eles.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Só a Deus honra e glória. Bendigamos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Louvemos e exaltemos para sempre. Nós vos invocamos, nós vos louvamos, nós vos adoramos. Ó Santíssima Trindade. Sois a nossa esperança, a nossa salvação, a nossa glória. Ó Santíssima Trindade. Livra-me, Salvai-me, vivificai-me. Ó Santíssima Trindade.
04/06/12 – Seg: 2Pd 1,2-7 – Sl 90 – Mc 12,1-12
05/06/12 – Ter: 2Pd 3,12-15a.17-18 – Sl 89 – Mc 12,13-17
06/06/12 – Qua: 2Tm 1,1-3.6-12 – Sl 122 – Mc 12,18-27
07/06/12 – Qui: Ex 24,3-8 – Sl 115 – Hb 9,11-15 – Mc 14,12-16.22-26
08/06/12 – Sex: 2Tm 3,10-17 – Sl 118 – Mc 12,35-37
09/06/12 – Sáb: 2Tm 4,1-8 – Sl 70 – Mc 12,38-44
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