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Padre Antônio Taliari

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Padre Antônio Taliari

Jornalista (DRT 3847/SC)

Missionário em Rondônia, estudando em Curitiba/PR


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Reflexões do Evangelho - 27/05/12 – Domingo de Pentecostes – Jo 20,19-23

Domingo, 27 de maio de 2012

Pentecostes é a festa da vinda do Espírito Santo. Suas raízes estão no Antigo Testamento. Misturam-se com a festa da colheita, quando os israelitas agradeciam a Deus pelos dons da terra e do alto. Seu caule é a festa da Aliança, do dom da Lei, dada por Deus a Moisés, para que ele a desse ao povo. Seus ramos são a promessa de uma nova aliança, feita no coração do homem, transformado pelo Espírito de Deus. O dom do Espírito Santo, que ressuscitou Jesus dentre os mortos, foi comunicado aos discípulos missionários no mesmo dia da ressurreição e, de forma pública, solene, vibrante, cinquenta dias depois da Páscoa. O Filho, tendo cumprido sua missão, está presente nos irmãos com o dom do seu Espírito, para que continuem a sua obra: testemunhar o amor de seu Pai, que é também nosso Pai. Segundo João, o dom do Espírito é feito durante uma visita de Jesus ressuscitado aos discípulos missionários. Na Última Ceia, ele tinha dito que não os deixaria órfãos: voltaria para lhes dar a sua paz e a sua alegria e torná-los suas testemunhas na força do Espírito. Uma vez ressuscitado, Jesus cumpre a palavra: Jesus faz o dom do Espírito que havia prometido. Dessa maneira, Pentecostes, no Evangelho de João, antecipado na cruz, acontece no mesmo dia da ressurreição. O texto é extremamente denso. Faz a ligação entre a hora do Filho e a hora dos irmãos, a hora de Jesus e a hora da Igreja. Protagonista é sempre o Espírito. Se ele posou e permaneceu sobre o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, agora bate as asas também sobre nós, para que continuemos a obra de reconciliação do Filho. A era do Espírito, inaugurada na carne de Jesus, tem sua continuidade em nós: a glória do Filho é comunicada à comunidade os irmãos e irmãs. Na presença do Ressuscitado, o sepulcro dos nossos medos se abre à paz e à alegria que só o Senhor pode dar. A Palavra, que se tornou carne em Jesus e volta a ser palavra no Evangelho, agora anima também a nossa pobre carne. A sua palavra, de fato, é Espírito e vida! Os discípulos missionários, mesmo sabendo do sepulcro vazio e do anúncio feito pela Madalena, ainda não encontraram o Senhor. E esse encontro é absolutamente necessário. É necessário, mas não é suficiente, ver e anunciar. É indispensável o encontro, pessoal, pleno, concreto. O encontro com Jesus ressuscitado culmina no dom do Espírito. Sem esse dom, continuamos prisioneiros dos nossos medos. O dom é gratuito, mas, como o encontro, absolutamente indispensável! O bom e belo Pastor entra no nosso sepulcro, nos mostra as suas mãos e o lado, sinais do seu amor por nós, e nos tira da prisão. O Crucificado não é um falido, vencido pelo mal: ele venceu o ódio pelo amor e a morte, pela glória. Quando vemos as suas chagas, as mesmas da Paixão, e tocamos o seu lado, de onde brotaram sangue e água, somos inundados pela paz e pela alegria. Essa paz e essa alegria são a nossa ressurreição. De fato, a alegria do Senhor é a nossa força para uma vida nova: arranca do sepulcro, comunica o ‘perfume’ da Ressurreição e faz viver da única coisa necessária, o amor de Jesus por nós. O amor é missão. É relação: manda a pessoa para fora de si, para o outro. O amor do Pai e do Filho nos impele rumo aos irmãos, para que todos o descubram, o encontrem e o acolham. Seja fiel, ofereça o Dízimo!



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