A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reforçou a análise contida no documento anterior de que a desaceleração da economia brasileira no segundo semestre do ano passado foi maior do que se antecipava e avaliou agora que a recuperação tem se materializado de forma bastante gradual.
"Além disso, (o Copom) nota que eventos recentes indicam postergação de uma solução definitiva para a crise financeira europeia, e que continuam elevados os riscos associados ao processo de desalavancagem - de bancos, de famílias e de governos - ora em curso nos principais blocos econômicos", comentaram os diretores no documento.
A combinação desta análise e de outros pontos compõem, na percepção do colegiado, um ambiente econômico em que prevalece um nível de incerteza muito acima do usual. Para o Comitê, o cenário prospectivo para a inflação, desde sua última reunião, manteve sinais favoráveis e, no cenário central com que trabalha, a taxa de inflação posiciona-se em torno da meta em 2012, de 4,50%.
Impacto
A ata do Copom suprimiu a avaliação apresentada no documento anterior de que os efeitos da crise externa sobre a economia brasileira equivaleriam a um quarto do impacto verificado durante a crise internacional de 2008/2009. Agora, os diretores do Banco Central ressaltaram que, no cenário central, estão considerados os efeitos estimados decorrentes da atual deterioração do cenário externo sobre a economia brasileira, mas sem a observância de eventos extremos. Eles escreveram que parte desse impacto estimado vem se manifestando em indicadores recentes de atividade econômica e de preços.
Fonte: Agência Brasil