“A juventude está sozinha / não há ninguém para ajudar / A explicar por que é que o mundo / É este desastre que aí está”, cantou um dos maiores poetas da música brasileira. Uma grande parcela da população são-bentense é formada por jovens – como todos, cheios de dúvidas e incertezas e, muitas vezes, sem perspectivas para o futuro. Apesar de toda a propalada qualidade de vida de São Bento do Sul (às vezes com certo exagero), é público e notório que as opções de lazer e de entretenimento são deveras escassas no município. Resultado, com as exceções de praxe: envolvimento com drogas e também com a criminalidade. Esta semana mesmo um adolescente de 17 anos foi preso pela Polícia Militar acusado de praticar roubos em estabelecimentos comerciais, armado e encapuzado. Ou seja, um jovem que tem a vida toda pela frente e que poderia estar dando outros exemplos, não este.
Todos sabemos que a educação é capaz de transformar. Onde foi que as famílias erraram e estão errando, então? Não estão tendo capacidade de realmente educar para que atos e atitudes sejam em prol do bem e não do mal? Não bastasse a falta de opções saudáveis em São Bento do Sul, uma educação falha leva a situações como esta narrada. Porém, jogar a culpa em cima da “falta do que fazer” não é desculpa para ninguém. Apesar do imbróglio em que normalmente a adolescência se transforma, cada um tem que ter o mínimo de consciência e ter discernimento. Ou, caso contrário, o futuro de jovens como este em questão pode estar intimamente ligado a uma fatalidade: a fatalidade de jogar uma vida fora.