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Fundação Fritz Müller vai neutralizar quase 13 toneladas de CO²

Terça, 05 de junho de 2012


 

A iniciativa tem por objetivo reduzir o impacto da emissão de gases nocivos na natureza

 

Pelo terceiro ano consecutivo a Fundação Fritz Müller (FFM) vai neutralizar o carbono emitido durante o trajeto que os participantes fizeram para chegar ao XVI Seminário Anual PAEX – Fundamentos da Empresa Relevante, que aconteceu nos dias 27 e 28 de maio, em Balneário Camboriú. Na edição deste ano, foram emitidas 12,40 toneladas de CO² e que serão neutralizadas com o plantio de árvores na propriedade do agricultor Lindomar Spredemann, em Presidente Getúlio. No ano passado, foram neutralizadas 14,33 toneladas e, em 2010, 11,94 toneladas.

Nos últimos dois anos, a FFM já plantou árvores nativas em mais de mil metros quadrados na área do agricultor Lindomar Spredemann. A quantidade de CO² incorporada varia de acordo com as espécies de plantas. Estudos apontam que no Bioma Mata Atlântica a média aproximada de CO² incorporado, por espécie arbórea, é de cinco toneladas por hectare, ao longo da vida de uma árvore que dura, em média, 15 anos. Como resultado, um hectare de floresta do Bioma Mata Atlântica absorve aproximadamente 176,2 toneladas de CO².

Para determinar a quantidade de gás carbônico emitido, a FFM conta com a parceria do Projeto Piava para fazer os cálculos do combustível que cada participante gastou para chegar à Praia dos Amores, em Balneário Camboriú, onde ocorreu o seminário. Cerca de 600 pessoas participaram do evento. Em parceria com o Projeto Piava, a FFM faz a coleta de dados, por meio de informações que os participantes prestaram no ato da inscrição, e estabelece a metodologia a ser usada.

A neutralização é uma forma de compensar a natureza por meio de processos que reabsorvem o CO². A recuperação de florestas é um deles, pois, à medida que as plantas se desenvolvem, incorporam o CO² da atmosfera através da fotossíntese. De acordo com a diretora da FFM, Janete Bachmann, ações como esta da FFM têm por objetivo reduzir o impacto da emissão de gases nocivos na natureza.

A FFM é signatária, desde 2010, do Pacto Global da ONU, que tem por objetivo mobilizar a comunidade empresarial para a adoção em suas práticas de negócios de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. A coordenadora do Núcleo de Responsabilidade Social da Fundação Fritz Müller, Graziele Balestieri, explica que o projeto de neutralização de carbono não se extingue com o plantio das mudas. Durante 15 anos o Selo Piava acompanha o crescimento da muda e a fundação contribui com um valor monetário, que é repassado ao proprietário da área de plantio, para manutenção do projeto.

A fim de mitigar as mudanças climáticas, em 1997, foi acordado o Protocolo de Kyoto, o qual prevê que os países industrializados possuem a meta de reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 5%, em média, em relação aos níveis verificados no ano de 1990, no período compreendido entre 2008 e 2012, primeiro período do compromisso. Apesar do Brasil ainda não possuir meta para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, verifica-se que é o quarto país no ranking dos que mais liberam esses gases, perdendo apenas para Estados Unidos, China e Rússia. Logo, o Brasil não só pode, mas deve contribuir no combate ao aquecimento global.

 

Piava

De acordo com o Projeto Piava, a propriedade do agricultor Lindomar Spredemann foi à primeira área a iniciar a recuperação no município de Presidente Getúlio, em 2005. Na época, foram plantadas quase 2.000 mudas, sendo que araçá e aroeira foram as que mais deram certo na propriedade. O Projeto Piava também se preocupa em plantar espécies que auxiliem os produtores de alguma forma, seja econômica ou a favor da biodiversidade. “Qualquer planta, a partir do momento que começa a crescer, já incorpora carbono”, informa Sheila Ghoddosi, do Comitê do Itajaí/Agência de Água.

 

A propriedade de Lindomar Spredemann possui 24,5 hectares de área, sendo 1,2 hectare de área recuperada até o momento. Na propriedade, existem sete nascentes e uma cisterna - reservatório de água. Além disso, existem mais de 100 quilos de palmito crescendo. “Eu tenho orgulho de ter uma área dessas. É muito importante para as outras gerações terem uma vida saudável e água limpa”, diz Lindomar Spredeman.

 


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